domingo, 31 de março de 2013

Novo modelo de escola no Rio aposta em tecnologia e ensino individualizado.

Instalada na Favela da Rocinha e com planos de expansão, projeto pioneiro de escola municipal com parceria privada tem salas sem paredes ou divisão por séries. Paulo Saldaña - enviado especial de O Estado de S. Paulo(RIO). A ausência de paredes entre as salas e o fim da divisão de alunos por idade e série já chamam atenção na escola municipal André Urani, encravada na Favela da Rocinha, Rio de Janeiro. Mas o maior potencial do novo modelo de escola que a prefeitura carioca iniciou neste ano está na tecnologia. E não só pela presença dos computadores em cada mesa, mas pelas ferramentas digitais de ensino que possibilitam que o aluno siga seu ritmo de aprendizagem e os professores acompanhem o que cada um está aprendendo. (Imagem/Marcos de Paula/AE). Alunos são divididos em grupos de seis, chamados de 'famílias', sem critério de série e idade Com 180 alunos, a André Urani é a unidade pioneira do Ginásio Experimental de Novas Tecnologias (Gente). O prédio recebeu decoração moderna, com paredes coloridas, pufes espalhados entre estantes de livros e móveis que podem ser arrumados de acordo com a atividade do dia. As carteiras, por exemplo, são encaixadas em grupos. Além da nova estrutura, o Gente tem chamado a atenção pela proposta inovadora de aulas - estrutura que historicamente teve poucas mudanças. O novo modelo pretende não só representar a chegada do computador à sala de aula, mas uma transformação no processo de ensino. O educador Rafael Parente, subsecretário de Novas Tecnologias Educacionais da Secretaria Municipal de Educação do Rio, ressalta as possibilidades da personalização. "Podemos acompanhar o que o aluno sabe, é um passo para a aprendizagem adaptativa", diz ele, explicando que o projeto tem uma base teórica com inspirações na pedagogia da presença, avaliação por competências e aprendizado baseada em projetos (veja o glossário ao lado). "O mais importante é a real possibilidade de colocar o modelo em escala." Opções. Cada aluno segue um itinerário formativo individual, que reúne o que ele precisa aprender. O itinerário tem opções de exercícios e o aluno escolhe o que fará. Todas as semanas eles são avaliados na Máquina de Testes, um programa com questões de diferentes níveis de dificuldade. A máquina registra os níveis alcançados, para garantir a evolução no conteúdo. Se o resultado não for adequado, o aluno recebe uma atenção individualizada. Algumas aulas têm vídeos, outras remetem a sites externos ou propõem exercícios no caderno. Mas todas as atividades estão vinculadas às matrizes de habilidades da Prova Brasil e aos parâmetros curriculares do Ministério da Educação - a escola atende alunos do 7.º ao 9.º ano. Apesar de o itinerário ser individualizado, as aulas são sempre colaborativas. Por isso os alunos são reunidos em grupos de seis, chamados de famílias. Três famílias formam um time, com um professor mentor. As famílias foram formadas a partir de avaliações nas quais foram mensurados níveis de liderança, agressividade, espírito colaborativo, entre outras características não cognitivas. A estudante Camila da Silva, de 15 anos, tem gostado muito das aulas no computador, mas vê no diálogo com os colegas o melhor da nova escola. "Trabalhar em grupo, sem parede, com todo mundo junto, isso é muito legal", diz. Na mesa do lado, Arthur Freitas, de 13, gosta das aulas com jogos, mas faz uma queixa. "É ruim ficar ouvindo o pessoal do lado falar, eles têm de aprender a conversar baixo." O professor Diego Teixeira, um dos 15 docentes da escola, diz que essa conversa, banida em outras escolas, é a chave do Gente. "O modelo é sempre colaborativo. Primeiro ele consulta o material, depois o colega e só em seguida o professor", diz ele. "Existe uma busca pela autonomia do aluno, em que ele é o centro do processo." Preparo. A função dos professores é diferente. Quatro deles se espalham entre as famílias - uma mudança em que o professor da disciplina dá lugar a uma atuação polivalente. Trabalhar nessa nova proposta exige uma dedicação diferente, explica a professora Cláudia Ferreira da Costa. "É necessário se preparar mais antes de encontrar os alunos. E não é mais preparar aula, mas atividades. Tudo voltado para o grupo e para o individual, não mais para a turma." O cronograma de expansão do Gente prevê a replicação do modelo para mais cinco escolas no ano que vem. Cada unidade deve multiplicar para outras 5, chegando a 30 em 2015 e a outras 150 no ano seguinte. O projeto custou R$ 3,5 milhões, sendo que R$ 2,5 milhões vieram de parceiros privados. A secretaria estima em R$ 500 mil o custo de implementação em cada nova escola. Para alcançar novas unidades, parcerias serão fundamentais. Acesso em http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,novo-modelo-de-escola-no-rio-aposta-em-tecnologia-e-ensino-individualizado,1015075,0.htm

sexta-feira, 29 de março de 2013

Revista Saúde Física & Mental (ISSN: 2317-1790).

Apresentando a “Revista Saúde Física & Mental”. A Revista Saúde Física & Mental é um periódico semestral, indexado, dirigido para o público de todas as áreas clínicas e biológicas, em consonância com as políticas educacional e de pesquisa estabelecidas no país. É importante destacar que cada vez mais as agencias de fomento estão destinando recursos para a pesquisa e a elaboração de novas tecnologias, visando impulsionar a saúde e a economia. A Revista Saúde Física & Mental, periódico multidisciplinar dedicado a disseminar novos conhecimentos e tendências clínicas em prol da melhoria da qualidade do conhecimento, é um grande aliado para a divulgação de seus resultados e conclusões. CHAMADA PARA NOVOS ARTIGOS: A Revista Saúde Física & Mental está aceitando, até 20 de Abril de 2013, submissões de manuscritos que contemplem estudos em toda a área clínica e da saúde em geral, que atenda ao critério geral de importância científica. Serão aceitos: - Artigos originais em pesquisa básica ou aplicada - Estudos de caso - Revisões bibliográficas - Resenhas. As submissões devem ser feitas online através do site da revista, devidamente formatadas conforme as instruções que estão publicadas na área de autores (http://www.uniabeu.edu.br/publica/index.php/SFM/about/submissions#authorGuidelines ). A Revista Saúde Física & Mental publicará e distribuirá os artigos aceitos de forma gratuita, desta forma aumentando sua indexação e a visualização das publicações. Fonte Rafael Luzes(Editor da Revista Saúde Física & Mental) http://www.uniabeu.edu.br/publica/index.php/SFM

quinta-feira, 28 de março de 2013

CCE PUC-RIO

(para melhor visualização clique nas imagens)

Pós-Gradua​ção em Teologia no Seminário do Sul

Há 105 anos o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil vem qualificando líderes e lapidando ministérios para o serviço ao Reino de Deus. Atualmente,possui 2 cursos de graduação: Bacharel em Teologia e Licenciatura em Música, ambos com diplomas Reconhecidos pelo MEC. Os cursos de MBA e Pós-Graduação nas áreas de Teologia e Educação Cristã t tem diplomas reconhecidos pelo MEC. Para completar seu prepraro ao serviço ministerial, O Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil oferece cursos livres de: Teologia Ministerial, Liderança de Crescimento Cristão, Liderança de Ministério com Juventude e Música para Igreja. Visite o site - www.seminariodosul.com.br

quarta-feira, 27 de março de 2013

Senado aprova projeto da Alfabetização na Idade Certa.

Ricardo Brito - Agência Estado. O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, 26, em votação simbólica, o projeto de lei de conversão (PLV) 2/2013, que cria incentivos para a alfabetização de todas as crianças nas escolas públicas até os oito anos de idade, por meio do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. A proposta é originária da Medida Provisória 586/2012, que virou projeto de lei de conversão após ter sido alterada na Câmara dos Deputados. A matéria segue agora para sanção presidencial. A medida prevê a realização de cursos de capacitação para os professores e a distribuição de materiais didáticos específicos de alfabetização dos alunos. Uma emenda aprovada na Câmara fixou o dia 31 de dezembro de 2022 como prazo limite para o cumprimento da meta de alfabetizar as crianças na rede pública até os oito anos de idade. O vice-líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), apresentou uma emenda em plenário, derrubada pela maioria, para tentar alterar de oito para seis anos a idade prevista para a alfabetização dos estudantes. "A opção de se colocar a idade de oito anos foi uma escolha politicamente confortável do Ministério da Educação", criticou Dias, durante a defesa da sua emenda. O líder tucano na Casa, Aloysio Nunes Ferreira (SP), também fez coro à sugestão do colega de bancada. Para ele, a proposta, ao contrário de "revolução" defendida pelo relator da MP, senador Eduardo Amorim (PSC-SE), é uma "revolução para trás". "Esta medida é profundamente injusta porque vai levar o aumento do fosso entre a educação ministrada nas escolas públicas e particulares", destacou, ao dizer que, na primeira, os estudantes serão alfabetizados aos oito anos e, na segunda, aos seis. O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), ex-ministro da Educação do governo Lula, disse que o projeto vai "envergonhar" os brasileiros. "Essa é uma proposta mais limitada do que foi a Lei do Ventre Livre", criticou Cristovam, comparando com a norma que garantiu liberdade aos filhos dos escravos. O líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE) defendeu a aprovação da proposta da forma como veio da Câmara, um pedido feito pelo Ministério da Educação para não prejudicar os 5 mil convênios já firmados com prefeituras. A União deve aportar R$ 3 bilhões em recursos para o plano. "Eu sei que o ideal seria que todo o Brasil já tivesse alfabetização na idade certa. Lamentavelmente um conjunto de municípios não fez o seu dever de casa", afirmou. José Pimentel disse no plenário que assumiu o compromisso com os senadores, como relator do Plano Nacional da Educação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), de estipular ao final de um período de transição a idade de oito anos para a alfabetização. Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/geral,senado-aprova-projeto-da-alfabetizacao-na-idade-certa,1013603,0.htm

terça-feira, 26 de março de 2013

Marco Feliciano: Anistia Internacional pede a saída do presidente da Comissão de Direitos Humanos.

Por Leonardo Maia (Estadão). A pressão pela saída do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara aumentou nesta segunda-feira com o apelo da Anistia Internacional pela substituição dele. Em nota, a entidade disse ser "inaceitável" a escolha de Feliciano para o cargo, diante das "posições discriminatórias em relação à população negra, LGBT e mulheres". A Anistia destaca ainda que "é grave que (Feliciano) tenha sido alçado ao posto a despeito de intensa mobilização da sociedade em repúdio a seu nome". Destaca a importância de que os integrantes da comissão "sejam pessoas comprometidas com os direitos humanos e possuam trajetórias públicas reconhecidas pelo compromisso com a luta contra discriminações e violações". A entidade internacional criticou o motivo da nomeação de Feliciano para o cargo, alegando que "direitos fundamentais não devem ser objeto de barganha política ou sacrificados em acordos partidários". Artistas, políticos, líderes religiosos e movimentos sociais contrários à permanência de Feliciano na presidência da comissão programaram um ato, na noite desta segunda-feira, na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro do Rio, em defesa da "Comissão de Direitos Humanos para tod@s" e contra o "projeto político de intolerância que a presidência do pastor Marco Feliciano representa para o Congresso e para os brasileiros". O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), um dos organizadores do evento, disse que o silêncio dos potenciais candidatos à presidente na eleição de 2014 "é muito significativo". "Eles sabem o quanto a temática em torno das minorias é estratégica. Não querem se comprometer. Ignorar esse movimento é inadmissível", criticou. O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), disse que "assistimos estarrecidos e com grande preocupação a um imenso retrocesso na Câmara Federal com a indicação do deputado federal Marco Feliciano (PSC) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias." Estava prevista a presença do cantor Caetano Veloso, do ator Wagner Moura, da atriz Leandra Leal, entre outros artistas no ato na ABI. Origem O Estado de São Paulo. Fonte http://br.noticias.yahoo.com/anistia-internacional-apela-troca-feliciano-222400933.html

segunda-feira, 25 de março de 2013

Casa do Saber: A filosofia está viva (Curso com a professora Carla Rodrigues*).

BADIOU, SLOTERDIJK, ŽIŽEK, AGAMBEN (Curso com a professora Carla Rodrigues*). A filosofia está viva. Pensadores influenciados por filósofos consagrados do século XX chegam ao século XXI mostrando a força do pensamento filosófico diante de grandes temas contemporâneos, como verdade, sujeito, política, o estatuto da arte e a questão da técnica. O curso mostra quatro desses novos nomes planetários da filosofia. Início: 04 ABR. Duração: 4 encontros. Dias/horários: Quintas-Feiras, às 20h (04/04, 11/04, 18/04, 25/04). Valor: R$ 200,00 na inscrição + 1 parcela de R$ 200,00. Tel.: (21) 2227-2237 - 222-SABER. Horário de funcionamento: segunda a sexta: 11h às 20h. E-mail: (inforio@casadosaber.com.br). 04 ABR | 1. ALAIN BADIOU: Sua obra é inspirada na leitura da psicanálise de Jacques Lacan. Questões como o lugar do sujeito e o estatuto da verdade são atualizadas por esse pensador, que atesta a força da filosofia francesa. 11 ABR | 2. PETER SLOTERDIJK: Leitor do também alemão Martin Heidegger, Sloterdijk acaba de ter sua "Crítica da razão cínica" traduzida e publicada no Brasil. Em debate, questões sobre a nossa relação com a técnica. 18 ABR | 3. SLAVOJ ŽIŽEK: O pensador marxista esloveno tem arrebatado multidões com sua crítica ao capitalismo e aos efeitos nefastos da globalização. Em debate, novas formas de fazer e de pensar a política, a sociedade e a exclusão social. 25 ABR | 4. GIORGIO AGAMBEN: Do pensador italiano acaba de ser traduzido no Brasil "O homem sem conteúdo", seu primeiro livro, no qual debate o estatuto da obra de arte, sua relação com a verdade e com o que ele chama de vida nua. Carla Rodrigues*- Doutora e mestre em Filosofia (PUC-Rio), é professora adjunta no Departamento de Comunicação da PUC-Rio e autora, entre outros, de "Hospitalidade e responsabilidade: duas palavras para o feminino" (NAU Editora,2013) e "Coreografias do feminino" (Ed. Mulheres,2009). Acesso em http://casadosaber.com.br/curso.php?cid=3538

domingo, 24 de março de 2013

"Círculo Áfricas"

O primeiro "Círculo Áfricas" do ano de 2013 será no dia 03 de Abril às 19 horas, na Oficina Oswald de Andrade! Tema - Kaydara: Literatura, Oralidade e Infância. Contamos com sua presença! Equipe Casa das Áfricas: Rua Harmonia, 1150 - Vila Madalena - São Paulo - SP - 05435-001. Tel: 3801-1718. Fonte: casadasafricas.eventos@gmail.com

sábado, 23 de março de 2013

1º Momento Pedagógico da Educação Especial na 6ª CRE

Realizado no dia 22 de março o 1º Momento Pedagógico da Educação Especial na 6ª CRE. O tema escolhido foi Autismo tendo como facilitadora a professora especialista Izabel Moura Moura, que fez uma apresentação maravilhosa. Compareceram ao evento os professores representates de cada escola da 6ª CRE. Nesse sentido a professora Kátia Barboza afirma que é capacitando os professores que teremos qualidade em educação. Fonte Katia Barboza (facebook)

"Educação: uma questão de gerência".

É com satisfação que divulgamos o livro "Educação: uma questão de gerência". do administrador Wagner Siqueira*. O livro propõe reflexões, para "agitar" o ambiente acadêmico, sobretudo no nível corporativo, de modo a pensarmos sistematicamente que caminhos podemos e devemos trilhar para superar velhos problemas que arrastam gerações para um modelo educacional que limita o pensar, fabrica trabalhadores autômatos e deixa o Brasil carente de profissionais qualificados para os reais desafios do mundo contemporâneo. O autor conta com a sua leitura e opinião, sempre aberto à discussão e à incorporação de novos olhares sobre esses temas que nos afligem. Sobre o autor: Wagner Siqueira* é presidente do CRA-RJ CRA-RJ: 01-02903-7. Fonte http://d-app.cra-rj.org.br/e/747/801/273656/d9749

sexta-feira, 22 de março de 2013

No Estadão: Evento discute influência da tecnologia na educação

A educação está em evolução. É com este mote que a Fundação Lemann, o Inspirare e o Portal Porvir realizam no dia 4 de abril o Transformar, evento no qual especialistas do Brasil e do exterior vão discutir inovações como a personalização do ensino, o aprendizado baseado em projetos e as plataformas de cursos online gratuitos com milhares de alunos. O evento abrirá espaço para debater a formação de professores nesse contexto de mudanças caracterizado pelo uso intensivo de tecnologias da informação e comunicação (TICs) dentro e fora da sala de aula. Segundo a diretora do Inspirare, Anna Penido, o Transformar vai apresentar experiências concretas para resolver problemas tradicionais da educação, entre eles a dificuldade dos alunos em matemática e a falta de interesse dos jovens por uma escola que não desenvolve as chamadas competências para o século 21. "Queremos oferecer novas referências para que gestores, educadores, investidores sociais, empreendedores e especialistas brasileiros se sintam motivados e capacitados a gerar inovações que respondam aos desafios da educação brasileira", diz Anna. Entre os palestrantes convidados está o indiano Anant Agarwal, presidente do edX, plataforma criada por Harvard e MIT para a oferta de cursos online de acesso gratuito. Também virá ao evento um representante do Departamento de Educação de Nova York, para falar sobre os desafios da adoção de modelos inovadores em redes de ensino. O Transformar será realizado no Hotel Maksoud Plaza, na Bela Vista, região central. O acesso é restrito a convidados. Cinco vagas estão reservadas a secretários de Educação e professores leitores do Estado. Os interessados devem enviar currículo e justificativa de por que deve ser selecionado para o e-mail estadao.edu@estadao.com até o dia 22. Todas as atividades terão transmissão ao vivo, pelo YouTube. Mais informações no site www.transformareducacao.org.br Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,evento-discute-influencia-da-tecnologia-na-educacao-,1009955,0.htm

quinta-feira, 21 de março de 2013

Congresso Internacional sobre Drogas: Lei, Saúde e Sociedade

O Congresso Internacional sobre Drogas: Lei, Saúde e Sociedade vai acontecer de 3 a 5 de maio de 2013, no Museu Nacional da República, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). O evento vai fomentar o intercâmbio entre a sociedade e reconhecidos representantes do Brasil e do mundo nas diversas áreas do conhecimento relacionadas ao tema. Especialistas do Brasil, América Latina, Europa e Estados Unidos vão discutir, com representantes da sociedade civil, sobre segurança pública, política, educação, cultura, medicina e saúde pública. O congresso visa também a contribuir para o aperfeiçoamento de profissionais graduados de diversas áreas do conhecimento e para a formação de estudantes, educadores e futuros profissionais dessas áreas. Mais especificamente, temos como objetivo geral consolidar, documentar e fornecer ao governo, aos profissionais, aos estudantes e à sociedade, subsídios técnico-científicos capazes de alicerçar o debate e indicar caminhos concretos e alternativas que minimizem as consequências negativas da atual política de guerra às drogas e criminalização de usuários. O congresso será composto por conferências científicas e mesas redondas temáticas interdisciplinares. Estas atividades não deverão ser simultâneas, para possibilitar o intercâmbio entre os participantes das diversas áreas e sua exposição aos mais diferentes pontos de vista sobre questões que envolvem o uso de drogas psicoativas. O congresso também contará com exposição de arte e shows musicais. Para potencializar a visibilidade do evento, o congresso será transmitido ao vivo pela internet e poderá ter a participação, pela web, de pessoas de todo o mundo. Além disso, haverá projeção na área externa do Museu para que mais pessoas possam acompanhar os debates. Como resultado, será gerado um documento formal de referência, contendo a síntese do evento, com recomendações para uma nova política de drogas no Brasil. O documento vai ser disponibilizado ao Governo Federal com o objetivo de subsidiar a discussão da atual legislação nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O encontro é uma iniciativa conjunta da Universidade de Brasília (UnB), Conselho Federal de Psicologia (CFP), Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Psicoativos (NEIP) e da Associação Brasileira de Estudos Sociais do Uso de Psicoativos (ABESUP). É financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação (CAPES) e conta com o apoio institucional da Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Ministério da Saúde), da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento (SBNEC), do Programa de Atendimento e Orientação a Dependentes (PROAD-Unifesp), do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID-Unifesp), da Associação Brasileira de Ensino em Psicologia (ABEP), da Comissão Brasileira Sobre Drogas e Democracia (CBDB), do International Centre for Science in Drug Policy (ICSDP), do Centro de Investigación y Docencia Económicas del México (CIDE), da Rede Pense Livre e do Movimento Viva Rio. Congresso Nacional Sobre Drogas. Uma oportunidade inédita para se redefinir os rumos da política sobre drogas no Brasil. Fonte http://www.cid2013.com.br/index.php/sobre

quarta-feira, 20 de março de 2013

XI Congresso Nacional de Educação – EDUCERE, o IV Seminário Internacional sobre Profissionalização Docente – SIPD- Cátedra UNESCO e o II Seminário Internacional de Representações Sociais, Subjetividade e Educação – SIRSSE

A Comissão Central convida os Profissionais da Educação Superior e da Educação Básica, Pesquisadores, Estudantes de Graduação e Pós-Graduação e demais interessados para o XI Congresso Nacional de Educação – EDUCERE, o IV Seminário Internacional sobre Profissionalização Docente – SIPD- Cátedra UNESCO e o II Seminário Internacional de Representações Sociais, Subjetividade e Educação – SIRSSE, agendados para 23 a 26 de setembro de 2013, na PUCPR, em Curitiba. Venha participar das discussões sobre "Formação docente e sustentabilidade: um olhar transdisciplinar", num espaço público com pesquisadores nacionais e internacionais presentes nos eventos. Acesso http://educere.pucpr.br/

terça-feira, 19 de março de 2013

Casa das Áfricas

História da Casa das Áfricas: A Casa das Áfricas formou-se a partir do encontro de um grupo de pessoas que, por meio de diferentes processos e perspectivas, haviam criado vínculos com o continente africano e desejavam compartilhar e aprimorar suas experiências. Depois de elaborado, o projeto foi proposto sob a forma de um programa Casa das Áfricas específico à Associação Bem Comum – entidade sem fins lucrativos sediada em São Paulo, fundada em 2002 e certificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) pelo Ministério da Justiça do Brasil em 2004. Os idealizadores e fundadores do programa foram Acácio Almeida (Doutor em Sociologia/USP); Daniela Moreau (Historiadora); Denise Dias Barros (Doutora em Sociologia/USP) e Gianni Puzzo (Cineasta) além de Kelly Cristina Oliveira Araújo (Mestre em História/USP), Luena Nascimento Nunes Pereira (Doutora em Antropologia/USP). Colaboraram também com a instituição, ajudando a criar suas raízes: Maria Paula Adinolfi (Mestre em História/USP), Paulo Daniel Farah (Doutor em Letras/USP), Cleude de Jesus (Bacharel em Direito/PUC), Giselle Dias Barros (Administradora, designer gráfico) e Francisco Toledo (Bacharel em Ciências Sociais/USP). Acesso em http://www.casadasafricas.org.br/

segunda-feira, 18 de março de 2013

Da Educação que Temos para a Sociedade que Queremos

Por Rubens Salles (publicado em 20/08/2010 no site da revista Le Monde Diplomatique Brasil, em 24/08/2010 no site da revista Envolverde, e em 27/09/2010 no site Planeta Educação). Há décadas ouvimos o discurso de que é preciso melhorar a qualidade da educação no Brasil, de que essa qualidade é essencial para o desenvolvimento do país etc etc. Hoje, vários programas públicos, assim como movimentos da sociedade civil, carregam esta bandeira, mas o que é, afinal, esta qualidade? Que qualidade queremos? Conforme foi recentemente publicado (1), só 33% das metas do Plano Nacional de Educação foram cumpridas entre 2001 e 2008, e foram apenas as metas quantitativas. Das metas qualitativas nada foi conseguido, muito pelo contrário, elas pioraram. A taxa de repetência no ensino fundamental aumentou de 21,7% em 2001, para 27,7% em 2007, e a evasão no ensino médio aumentou de 10% em 2006, para 13,2% em 2008. Depois de tantos planos fracassados (2), fica claro que a raiz deste problema ainda é desconhecida pelos nossos gestores públicos. Reconhecidos estudiosos da educação, como Edgar Morin (3), Francisco Imbernón (4), Saturnino De La Torre (5), Isabel Alarcão (6) e tantos outros, já nos alertam há anos que o grande obstáculo para oferecermos uma educação adequada às demandas do nosso tempo, se encontra no âmbito das relações humanas, na qualidade das relações humanas na escola, em especial durante o ensino infantil e fundamental, um período fundamental para o desenvolvimento humano. No Brasil, o foco da relação do professor não é com os alunos, mas com o conteúdo, e os sistemas oficiais de avaliação do ensino, focados em notas, também estimulam esta cultura. Embora a formação em pedagogia, teoricamente, prepare o professor para lecionar em qualquer ano do ensino infantil ou fundamental de 1º ao 5º ano, ele se especializa no conteúdo relativo a um único ano escolar, e a cada ano pega uma nova turma de alunos para ensinar o mesmo conteúdo. Assim, ele não se compromete com o desenvolvimento e o sucesso futuro dos alunos. Se a criança tem dificuldades é cômodo transferir a culpa para a família ou o para o professor anterior, e ela será problema do próximo professor. Também é fato que, para se manter com um baixo salário, é comum o professor assumir uma carga horária muito alta, trabalhando em vários períodos, o que inviabiliza um envolvimento mais profundo com seus alunos. Nossas políticas públicas não estimulam o comprometimento do professor com o desenvolvimento individual dos alunos por longo prazo, nem uma aproximação efetiva do professor com as famílias, e, no fim, ninguém é responsabilizado pelo fracasso de um aluno. Devido à pressão que a sociedade impõe ao poder público pela melhoria da qualidade na educação, governantes, assim como gestores de escolas privadas, tentam resolver o problema comprando “sistemas de ensino” apostilados, que não têm relação com as necessidades individuais dos alunos e nem com a identidade de suas comunidades. Com estes sistemas “economiza-se” o tempo para preparar aulas. Assim, os professores podem ter os vários empregos que precisam, pois os salários continuam baixos, e eles não têm tempo para dedicar ao seu aprimoramento e aos seus alunos. É a pura lógica industrial: investe-se nos sistemas e economiza-se na mão de obra. Assim a qualidade de vida dos professores vai para o ralo e a qualidade da educação vai junto. Adotar estes sistemas equivale a obrigar pessoas que podem andar a usar muletas. Eles já atingem milhões de crianças brasileiras, e quem mais se beneficia são as editoras que os vendem (7). A educação, principalmente a infantil e fundamental, não pode ser tratada como se fosse apenas um treinamento, desvinculada das relações humanas e da individualidade dos alunos, e os professores como se fossem incapazes de criar e planejar suas aulas. Isso tira a autonomia da escola, engessa e massifica o ensino, relega os professores a meros coadjuvantes, a aplicadores de tarefas e testes, tolhendo seu protagonismo, e perpetua o status quo (8). Sabemos que a educação é radical: ela é a raiz do bem ou raiz do mal. O que chamamos de escolas públicas, no Brasil, são, na maioria, escolas estatais, obrigadas a seguir programas impostos pelo estado, escolas sem “alma”, que cerceiam a criatividade e a iniciativa dos professores, e, como consequência, desestimulam a criatividade, a iniciativa e o interesse dos alunos. Aí os jovens chegam ao ensino médio despreparados e desmotivados, sem acreditar na escola, nem nas suas próprias chances de sucesso, e acabamos com o “apagão” de mão de obra que o país enfrenta hoje (9). Neste cenário, fica claro que nossa educação básica se perdeu do fator humano. As crianças não precisam da escola apenas para serem instruídas, elas precisam para se desenvolver como seres humanos. Embora esta seja uma responsabilidade primordial da família, sabemos que a escola é um ambiente privilegiado para o desenvolvimento de valores como a responsabilidade, a solidariedade, a sociabilidade, a tolerância, a inclusão, a justiça, a democracia, a diversidade, a cidadania e a sustentabilidade, entre outros. Sem pretender esgotar aqui este assunto, relaciono alguns princípios que considero condicionantes para uma educação de qualidade, com base nas relações humanas e na educação como arte social, e que podem ser um caminho para enfrentarmos nosso maior desafio: substituirmos a cultura do consumismo pela da sustentabilidade (10). O professor como formador comprometido com o sucesso do aluno: O êxito da educação básica depende, em primeiro lugar, da qualidade da relação humana entre professor e aluno. Tanto no ensino infantil, como no fundamental, o foco do professor precisa deixar de ser apenas o conteúdo, e passar a ser o aluno, e seu desenvolvimento como ser humano completo, que pensa, se sensibiliza, se relaciona e atua no mundo. A mudança deste paradigma é essencial para que outras transformações sejam conseguidas. Tanto no ensino infantil quanto no fundamental, é preciso criar a possibilidade e incentivos para que cada professor se comprometa com a condução de sua turma pelo maior tempo possível, e com o sucesso individual de seus alunos. No ensino infantil, isso seria por cerca de três anos. No ensino fundamental, o professor formador poderia acompanhar sua turma do 1º ao 5º ano, ministrando as atividades e matérias básicas. Aulas de música, língua estrangeira, educação física, trabalhos manuais etc. podem ser ministradas por professores especialistas. O professor formador precisa conhecer a fundo cada aluno, seu temperamento, suas qualidades e dificuldades, e conhecer sua família, para poder atuar da melhor forma com cada um, assumindo perante os pais o compromisso de conduzi-lo em sua formação. Deve preparar suas aulas a partir de seu conhecimento sobre o desenvolvimento humano, sua visão de mundo, os conteúdos curriculares e o conhecimento sobre seus alunos e, claro, deve poder dedicar-se a apenas uma turma. Nas séries superiores do ensino fundamental os professores com licenciatura também deveriam ter estímulo para acompanhar suas turmas. Desta forma se fortaleceria também o vínculo dos professores com as escolas. Como o exemplo pessoal do professor, independentemente de sua vontade, influencia na formação moral e social dos alunos, principalmente durante o ensino infantil e o fundamental, ele precisa se preparar para ensinar a responsabilidade sendo responsável e coerente em suas atitudes, ensinar a justiça sendo justo com todos os alunos, ensinar a solidariedade sendo solidário, ensinar a inclusão, incluindo, ensinar respeito, respeitando seus alunos, e, para entusiasmá-los pelo conhecimento, precisa ensinar com entusiasmo. Este modelo de relação entre professor e aluno não é novo. É aplicado nas escolas que adotam a pedagogia Waldorf no Brasil, há mais de 50 anos (11). Nestas escolas há professores formadores no ensino infantil e no fundamental. No fundamental os professores acompanham sua classe do 1º ao 8º ano, ministrando as matérias básicas. Eles recebem as crianças todos os dias na porta da classe, e as cumprimentam pegando em sua mão, desejando bom dia a cada uma, dizendo seu nome e olhando nos seus olhos. No fim das aulas se despedem da mesma forma. Assim, cada criança sente que foi olhada e percebida por seu professor, e que está no foco de sua atenção. Esta simples atitude já muda a disposição com que a criança recebe o que vem deste professor (12). A independência pedagógica da escola: Tudo que nossa civilização criou até hoje foi, em última instância, fruto de realizações individuais. Portanto, é fundamental estimular cada indivíduo a desenvolver suas capacidades próprias, e só o professor é capaz de enxergar o aluno como indivíduo. O Estado e as editoras não conseguem. Assim, cada professor precisa ter a liberdade de atuar com seus alunos. Esta liberdade não significa que as matérias exigidas pelos programas oficiais de ensino não sejam contempladas. Significa a forma como serão ensinadas e o momento, assim como a inclusão de matérias adicionais, principalmente no âmbito das artes e dos trabalhos manuais. O projeto educativo de uma escola deve ser livre da tutela estatal, tendo como base sua comunidade educadora, e partilhado por professores que experimentem em si próprios a liberdade, a responsabilidade e o protagonismo. A partir de professores livres, poderemos formar homens livres, com autonomia para escolher seu próprio caminho e novos caminhos para a humanidade. O aprendizado deve ser prazeroso: Como Heródoto já disse há 24 séculos, “educar não é encher um balde, é acender um fogo”. A indisciplina que os professores do ensino fundamental enfrentam hoje ocorre porque suas aulas são focadas apenas no ensino cognitivo, como se esta fosse a única característica humana que precisasse ser desenvolvida. Ficam somente no exercício do Pensar, desprezam o desenvolvimento do Sentir e do Querer. Ocorre que as atividades ligadas ao Pensar sempre exigem “concentração”, e as aulas ficam chatas, pois crianças não aguentam só se concentrarem. Já as atividades ligadas ao desenvolvimento do Sentir e Querer permitem uma “descontração” e, quando as três são intercaladas, cria-se um ritmo mais saudável e produtivo, pois a aula “respira”. Os alunos passam a gostar das aulas e o professor se estressa muito menos para lecionar. Se o professor não cria momentos de descontração conduzidos por ele, os alunos criam por conta própria. A indisciplina deve ser encarada como um pedido de socorro dos alunos (13). O Sentir desenvolve-se por meio da vivência das relações humanas, pelo contar histórias (contos de fadas, lendas, fábulas, mitos, biografias etc.) (14), pela interpretação musical, declamação de poemas (15), rodas rítmicas, jogos, representação teatral etc. Interpretando personagens a criança e o adolescente vivenciam as qualidades que influirão na formação de seu caráter (16). O Querer, o fortalecimento da vontade, desenvolve-se exercitando a criação individual por meio de atividades que exigem uma ação manual transformadora, como criar um texto, um desenho, uma pintura, uma escultura, um trabalho em madeira e diversos tipos de trabalhos manuais, tocar um instrumento etc. O aluno precisa criar algo a partir da sua imaginação, usando a vontade, a perseverança, a coordenação psicomotora e o senso estético. Este é um antídoto contra o bitolamento de seu modo de pensar, onde cada resultado conquistado fortalece sua autoestima. As atividades artísticas devem ser utilizadas como instrumento pedagógico para potencializar o aprendizado das matérias básicas, e não apenas como matéria isolada, pois permitem que o professor promova a vivência lúdica dos conteúdos. Representar uma peça sobre as grandes navegações, vivenciando as ações e emoções dos navegantes, é muito mais rico e interessante do que decorar nomes e datas, além de promover a socialização entre os alunos. A formação completa do ser humano não pode prescindir da arte como instrumento, pois ela ajuda a libertar e desenvolver as mais profundas capacidades que cada criança traz consigo. (17) E quanto às avaliações, elas não podem incutir nas crianças o medo de errar. Se os alunos não estiverem preparados para errar, nunca terão idéias originais, e a maioria chegará à idade adulta tendo perdido sua criatividade. Como não sabemos como será o mundo onde eles vão viver, e os desafios que terão que enfrentar, a criatividade precisa ser tratada com a mesma importância que a alfabetização. Um novo papel social para o professor: Um professor que assume a responsabilidade, perante um grupo de pais, de conduzir a educação de seus filhos por um período importante de sua formação, passa a ter uma importância social muito maior do que um professor “de passagem”. Ele deve atuar entre os alunos de modo a promover o fluir e a harmonia das relações, e o desenvolvimento harmônico de suas capacidades humanas de pensar, sentir e querer, criando um ambiente saudável para o aprendizado (18). Educar desta forma deve ser considerado uma obra de arte social, e o educador, um artista social. Exige um constante esforço de aprendizado e autoconhecimento, ambiente de trabalho apropriado, e o reconhecimento da importância deste trabalho refletido em sua remuneração e num plano de carreira adequado e estimulante. Os jovens que tiverem a educação conduzida desta forma poderão chegar ao ensino médio com outra disposição de espírito para o aprendizado, com outro nível de responsabilidade social, mais idealistas e menos céticos em relação a suas perspectivas de sucesso na vida. Fomentar o processo de auto-educação, auto-conhecimento e auto-estima do educador como base sólida para a sua interação saudável com a criança, é uma política pública primordial. A carreira de professor para o ensino básico precisa urgentemente melhorar seu status, pois temos que atrair para ela nossos melhores e mais promissores jovens. E as universidades, por sua vez, precisam fazer seu mea culpa e renovar seus currículos, proporcionando um estudo aprofundando do desenvolvimento humano (19), o estudo pedagógico dos temperamentos (20) e das necessidades da criança em cada etapa de seu desenvolvimento. Devem focar a realização do ensino com sentido estético, e estruturado com atividades artísticas, preparando-os para serem protagonistas da educação. Também é fundamental a criação de um sistema de estágios que realmente prepare os novos professores para a atuação em sala de aula, e um amplo programa de formação continuada ministrado por formadores com vivência prática em sala de aula. Educação de qualidade para uma sociedade sustentável: A qualidade da educação, considerada como o compromisso de promover o desenvolvimento do aluno como ser humano completo, que pensa, se sensibiliza, se relaciona e atua no mundo, só se sustenta pela competência, autonomia e dedicação de seus professores. Nenhum livro didático, computador ou recurso técnico substitui a qualidade da relação humana entre um professor preparado, motivado e entusiasmado com seu trabalho, e seus alunos. Nenhum método educativo supera ou substitui a palavra falada que vai de um ser humano a outro. Só um professor bem preparado, amparado pelo ambiente de trabalho, e dedicado, sustenta a qualidade de seu trabalho durante o tempo de duração de sua vida profissional. Qualificar a educação através da qualificação das relações humanas entre professores e alunos está na raiz da sustentabilidade ambiental, social e econômica. Só a vivência cotidiana sadia dos valores humanos pode estimular os jovens a darem mais valor às relações e qualidades humanas e à cultura, do que aos bens materiais e ao consumo. Para nos tornarmos uma sociedade sustentável, o paradigma cultural do sucesso e da felicidade pessoal precisa ser mudado do TER para o SER, para conseguirmos educar uma nova geração que consiga viver melhor, e ser mais feliz, consumindo menos (21). Os princípios aqui sugeridos já são aplicados nas escolas que adotam a pedagogia Waldorf, em mais de 80 países, nos 5 continentes, mas, como se pode perceber, são princípios universais e já existe pesquisa acadêmica sobre sua aplicação em escolas públicas no Brasil (22). Eles podem contribuir para as profundas mudanças que precisamos efetuar na educação básica brasileira, se quisermos nos tornar uma sociedade mais humanizada, solidária, inclusiva, justa, democrática e sustentável. Rubens Salles* é mestre em Educação, Arte e História da Cultura, empreendedor social e pesquisador do Instituto ArteSocial. NOTAS: Folha de São Paulo dia 3/3/2010, caderno Cotidiano, pg. C1 e C3. Jornal da Tarde em 19/6/2008 - Durante a gestão de Gabriel Chalita na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, num período de 5 anos foram gastos 2 bilhões de reais em treinamento de professores, sem que houvesse melhora no resultado dos alunos. Edgar Morin. Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. São Paulo: Editora Cortez e Edições UNESCO, 2002. Francisco Imbernón. Formação Docente e Profissional, São Paulo: Editora Cortez, 2006. Saturnino De La torre. Estrategias Didácticas Innovadoras y Creativas. Barcelona: UNED Aula Aberta, 2008. Isabel Alarcão. Escola Reflexiva e Nova Racionalidade. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. DCI Diário Comércio e Indústria em 23/7/2010 - O SEB, Sistema de Educação Brasileiro, um destes grupos, foi vendido para o grupo britânico Pearson Education por R$ 613,278 milhões. José de Souza Martins, Prof. Emérito da Faculdade de Filosofia, Letra e Ciências Humanas da USP – jornal O Estado de São Paulo em 23/5/2010 - “Toda prontidão, patriótica aliás, que nossos educadores já tiveram em tempos idos perdeu-se nas últimas décadas, na mentalidade redutiva e copista que transformou a escola em pobre imitação da fábrica. Sindicalismo e produtivismo aboliram a criatividade do educador [...]”. Diário da Grande ABC em 31/5/2010 - Empregadores têm mais dificuldades na hora de contratar no Brasil - 64% dos quase mil entrevistados apontaram que faltam profissionais adequados para preencherem as vagas - o segundo maior índice em ranking mundial. Relatório “Estado do Mundo 2010” – Worldwatch Institute e Instituto Akatu, disponível em http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/node/10920. Frans Carlgren e Arne Klingborg. Educação para a Liberdade – a Pedagogia de Rudolf Steiner. São Paulo: Escola Waldorf Rudolf Steiner, 2006. Mathias Riepe - Jon McAlice e Nana, Göbel et al (Coord.). Pedagogia Waldorf –Catálogo da 44ª reunião da Conferência Internacional de educação da UNESCO. Genebra: UNESCO, 1994. Rudolf Lanz. A Pedagogia Waldorf. São Paulo: Editora Antroposófica, 1990. Sueli Pecci Passerini. O Fio de Ariadne: Um Caminho para a Narração de Histórias. São Paulo: Editora Antroposófica, 1998. Ruth Salles. Aprendendo com Poesia. São Paulo: Instituto ArteSocial, 2003. Ruth Salles. Coleção Teatro na Escola – São Paulo: Editora Peirópolis e Instituto ArteSocial, 2007. Rudolf Steiner. Coleção A Arte da Educação. São Paulo: Editora Antroposófica, 2007. Elaine Marasca. Saúde se Aprende, Educação é que Cura, São Paulo: Editora Antroposófica, 2010. Bernard Lievegoed. Desvendando o Crescimento: As Fases evolutivas da Infância e da Adolescência. São Paulo: Editora Antroposófica, 1994. Rudolf Stenier. O Mistério dos Temperamentos. São Paulo: Editora Antroposófica, 2002. Patrick Viveret. Reconsiderar a Riqueza. Brasília: Fundação Universidade de Brasília, 2006. Rubens Salles – Formação Continuada com Base na Pedagogia Waldorf: Contribuições do Projeto Dom da Palavra. Dissertação de Mestrado, Mackenzie 2010. Disponível em http://www.artesocial.org.br

sábado, 16 de março de 2013

PROGRAMA DE INICIAÇÃO ACADÊMICA - PROINICIAR

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - COORDENADORIA DE ARTICULAÇÃO E INICIAÇÃO ACADÊMICAS - CAIAC. Inscrições para intercâmbio: Abertas inscrições para estudantes ingressantes na UERJ pelo Sistema de Reserva de Vagas interessados em realizar gratuitamente o teste de proficiência TOEFL IBT para intercâmbio nos Estados Unidos através do Programa Ciência sem Fronteiras (www.cienciasemfronteiras.gov.br) e que sejam dos cursos que estão dentro das áreas prioritárias do Programa e que preencham todos os requisitos para a participação.Quatro estudantes serão selecionados e receberão os vouchers para realizarem o teste até agosto de 2013. Maiores informações pelo e-mail: cienciasemfronteiras@sr2.uerj.br ATENÇÃO ! OFICINAS DO PROINICIAR Novas inscrições no semestre 2013: aguardem notícias...

sexta-feira, 15 de março de 2013

9ª Jornada Internacional de Educação do Estado do Rio de Janeiro

Em 2013, a Futuro Eventos volta à capital do Rio de Janeiro, com a já tradicional Jornada Internacional de Educação com uma programação consistente, variada e atualizada para você, Professor, Gestor e Mantenedor, na qual iremos abordar de maneira ampla e temas de extrema relevância para a sua Instituição e para sua vida profissional. Fonte http://www.futuroeventos.com.br/eventos/detalhe-evento.php?conteudo=&evento=304

quarta-feira, 13 de março de 2013

PUC-Rio: II Colóquio Latino-americano sobre Políticas de Segurança e Direitos Humanos: Enfocando a Primeira Infância, Infância e Adolescência.

II Colóquio Latino-americano sobre Políticas de Segurança e Direitos Humanos: Enfocando a Primeira Infância, Infância e Adolescência., Data: 21 e 22 de março de 2013. Local: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). O II Colóquio é desdobramento de um trabalho conjunto entre organizações nacionais e internacionais, sendo elas a Equidade para a Infância América Latina, o Centro Internacional de Estudos e Pesquisa sobre a Infância – CIESPI/PUC-Rio, a Rede Nacional Primeira Infância - RNPI, a Pontifícia Universidade Católica - PUC-Rio, Instituto e Fundação Arcor. Público alvo: todas as pessoas engajadas na luta pela defesa e promoção dos direitos da primeira infância, infância e adolescência. Atenção: Ao final do primeiro dia do evento será exibido o documentário "Quando a casa é a rua" de Thereza Jessouroun, cujo projeto foi desenvolvido pelo CIESPI/PUC-Rio e o CODENI, com apoio do Fetzer Institute. Também será o lançamento do livro "Cuidado familiar e saúde mental" cujas autoras são as Professora Irene Rizzini, Aline Deus da Silva Leite e Cristiane Diniz de Menezes. Editoras: PUC-Rio e Reflexão." As inscrições estão abertas e foram estendidas até o dia 16 de março!!! Informações em http://www.equidadeparaainfancia.org/ Fonte Paulo Roberto Tonani do Patrocinio(por e-mail).

AS TRANSFORMAÇÕES DE UM CURRÍCULO ESCOLAR

Débora dos Santos Beloni* O objetivo desse estudo é relatar as atividades que estão sendo realizadas, em uma escola da rede municipal de ensino da cidade do Rio de Janeiro, que em 2007 iniciou a participação no Programa do Plano de Desenvolvimento da Escola, que doravante chamaremos de PDE Escola. Cabe esclarecer que as autoras do trabalho desenvolveram no ano de 2009, um trabalho de formação na referida Escola. O PDE Escola é um programa do governo federal que tem por objetivo fortalecer a autonomia da gestão escolar a partir de um diagnóstico dos desafios de cada escola e da definição de um plano para a melhoria dos resultados, com foco na aprendizagem dos alunos. Plano de Desenvolvimento da Educação (2008, p. 57) A Equipe Gestora e o grupo de professores da escola analisaram os motivos que levaram a Escola a fazer parte do PDE e perceberam a necessidade de rever a prática docente, bem como o cotidiano da instituição de ensino. Durante o ano de 2008 realizaram algumas reuniões com o objetivo de detectar as dificuldades existentes, das quais podemos citar como maiores: as práticas realizadas pelos professores no processo de alfabetização e a aquisição de leitura e da escrita das crianças dos anos iniciais. Desta forma organizaram um Plano de Metas para a solução dessas questões. Sabemos que a qualidade das aprendizagens dos alunos depende também da qualidade do desempenho dos regentes, para isso serviu o Plano de Metas, que visava contribuir para a melhoria da formação inicial e continuada de alguns professores, a fim de que outras dificuldades fossem alcançadas de forma satisfatória. Esse Plano foi organizado em parceria com a Gerência de Educação (GED) da primeira Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e a Secretaria Municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro, e posteriormente enviado ao MEC, não apresentando culpados pelo fracasso escolar, mas buscando possibilidades de lidar com as diferenças e de se ter resultados positivos para as demandas da escola. O distanciamento entre a teoria e as práticas docentes levou o grupo da escola rever as suas ações e principalmente o currículo escolar, pois tanto este quanto o cotidiano tornam-se meios de formação de sujeitos. É importante ressaltar que, desde 1996, as escolas da rede pública do Município do Rio de Janeiro se organizavam a partir do Núcleo Curricular Básico Multieducação, tendo como pressuposto “lidar com os múltiplos universos que se encontram na escola” buscando a unidade na diversidade. No período de 2007/2008 o Núcleo Curricular Básico Multieducação foi atualizado, recebendo o formato de fascículos, publicados em duas séries: “Temas em Debate” e “A Multieducação na Sala de Aula”. Atualmente, a nova gestão da Secretaria Municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro trouxe ao cotidiano das escolas procedimentos metodológicos necessários a busca da competência efetiva dos estudantes no nível básico de ensino: a avaliação externa e interna e os quadros de orientações curriculares. Com esse novo olhar o Órgão Central da Secretaria Municipal de Educação da cidade do Rio de Janeiro (do qual uma das autoras deste trabalho faz parte) cria equipes de acompanhamento às escolas do PDE Escola, juntamente com o Órgão Regional (Coordenadoria Regional de Educação – CRE – que a outra autora integra) para visitarem as unidades de ensino, observando e ajudando na resolução de alguns problemas. Percebe-se, portanto, que o cotidiano da rede municipal está sofrendo modificações, bem como as práticas dos professores. Dentre essas inovações há que se destacar as curriculares, pois no contexto educacional atual as decisões precisam ser tomadas por aqueles que fazem a escola, ou seja, os sujeitos dessa escola. Faz-se necessário que eles pensem o currículo e o entendam como algo que ultrapassa os muros da escola, indo muito além de um grupo de disciplinas e conteúdos de ensino-aprendizagem. Macedo (2006) nos mostra o currículo como espaço-tempo de fronteiras, portanto híbridos culturais. Desta forma o currículo deve ser concebido como artefato cultural e ao mesmo tempo reprodutor dessa cultura. Nesse acompanhamento do trabalho da escola, realizado pelo órgão central e regional, a equipe gestora em questão solicitou ajuda na (re)construção da escola e de seu currículo, através de uma formação para os professores alfabetizadores, visto que este tema foi identificado pelo grupo da escola como uma dificuldade. De acordo com Smolka (2006) a formação continuada incide nas especificidades das diferentes escolas, no cotidiano das salas de aula e na prática pedagógica dos professores, procurando ressignificar as relações de ensino. Entendemos, assim que a formação do professor é um dos espaços onde ele reflete sobre o seu fazer, e tal entendimento suscita a valorização do imbricamento teoria/prática. Trata-se, então, de considerar a formação docente como possibilidade de se gerar docentes críticos, criativos e reflexivos. Segundo Garcia (2003), quando a professora reflete sobre a prática, ela atualiza a teoria, diariamente tanto com os alunos como com as colegas em reuniões no cotidiano da escola. Este trabalho traz, portanto a experiência da formação desses professores, tendo como referencia seus próprios saberes, suas práticas cotidianas e sua relação com o currículo da escola. O trabalho de formação possibilitou reflexões sobre o dia-a-dia escolar, tão marcado pela diversidade, já que algumas diretrizes estabelecidas no Plano de Metas começavam a ser atendidas. A escola: A escola onde realizamos a ação de formação fica localizada em um bairro próximo ao centro do Rio de Janeiro, na área da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), situada no bairro de São Cristovão. Ela possui ampla estrutura física, com quadra para aulas de Educação Física. O andar térreo abriga espaço para organização das turmas no horário da entrada dos alunos e rampa que dá acesso ao outro andar, onde há várias salas, a saber, de leitura, dos professores, da direção e coordenação, salas de aulas e sanitários de adultos e crianças. Vale ressaltar que as salas de aula são amplas, claras, arejadas, com acesso ao exterior por varandas com jardineiras. Na escola, atualmente, funciona o Clube Escolar, que é uma Unidade de Extensão da Secretaria Municipal de Educação. Neste espaço existe um ginásio esportivo que é coberto e as paredes revestidas com um painel de Candido Portinari, intitulado ¨Brincadeiras Infantis¨, em azulejos azuis e brancos e o parque aquático possui vestiários completos com as paredes trabalhadas artesanalmente pelo artista Anísio Medeiros. O paradoxo dos saberes produzido na escola com os saberes presentes nela necessitava ser vencido, pois a contribuição das Artes Plásticas na Arquitetura no prédio, o paisagismo do Conjunto Arquitetônico (próximo à escola) feito pelo famoso artista Burle Marx e tantos outros poderiam articular/relacionar-se com os conhecimentos escolares. Esta unidade escolar foi inaugurada em 31 de janeiro de 1952 e tombada em 1986. Nela estão matriculados 353 alunos na faixa etária de 4 a 12 anos, em dois turnos manhã e tarde, perfazendo um total de 13 turmas: 4 turmas de Educação Infantil, 2 turmas de Ciclo Inicial, 1 turma de Ciclo Intermediário, 1 turmas de Ciclo Final, 2 turma de 4º ano e 2 turma de 5º ano e 1 turma do Projeto de realfabetização (para crianças com dificuldades no processo de aquisição da leitura e da escrita). O corpo docente: Fazem parte do corpo docente 21 professores que atuam no primeiro segmento do ensino fundamental; dois professores de educação física; uma professora de sala de leitura e uma professora de educação musical. Alguns professores já possuem formação universitária, outros ainda estão cursando a Universidade e grupo tem o curso de formação de professores em nível de Ensino Médio. A equipe gestora é composta pela Diretora, Diretora Adjunta, a Coordenadora Pedagógica que possuem o curso de Pedagogia. Fazem parte da escola também três merendeiras e três garis da COMLURB. Atualmente, a escola conta com a presença de uma estagiária e um voluntário, que desenvolve atividades de informática junto com os alunos. A boa convivência do grupo de professores, alunos, funcionários e equipe de direção e a beleza arquitetônica do espaço da escola não garantia o bom desempenho projetado pelo IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – motivo pelo qual passa participar do PDE Escola). No ano de 2009, toda a equipe da escola se empenhou para transformar o processo pedagógico, não só visando a melhoria do IDEB, mas pensando na qualidade do trabalho da escola bem como da aprendizagem dos alunos. O corpo discente: A escola é composta por alunos oriundos de famílias de baixa renda, moradores de uma área marcada, em muitos momentos, pela violência e ações do tráfico de drogas. Alguns alunos são filhos e netos de ex-alunos da própria escola. A escola atende também crianças de comunidades do entorno. A história de insucesso escolar, vivida por alguns desses pais e até mesmo avós não deve se repetir na vida dos filhos, por isso o baixo desempenho apresentado na escola, principalmente na alfabetização, foi ponto imprescindível nas discussões da formação docente e de outros encontros realizados na escola. Durante a formação docente os relatos dos professores mostravam que alguns alunos não liam, não escreviam e principalmente não frequentavam assiduamente as aulas. Era sabido pelos regentes que todos poderiam aprender, porém a questão era: Como eu ensino a todos? Vale ressaltar que os alunos não registravam história de violência física entre eles ou com a equipe da escola, mesmo vivendo em comunidades conflituosas – fato que por vezes os impedem de frequentar as aulas. Também queremos registrar que alguns alunos são atendidos pelo Programa Bolsa Família. Não há uma receita para o sucesso escolar dos alunos, mas há ingredientes que não podem faltar no cotidiano da escola: a escuta, o compromisso, a interação, a transparência nas ações pedagógicas, administrativas e comunitárias. O fazer da escola: No mês de dezembro de 2008 a Secretária Municipal de Educação do Rio de Janeiro realizou uma formação com os diretores de todas as escolas da rede municipal de ensino que estavam envolvidas no PDE Escola. Após esta formação, cada escola organizou um Plano de Metas cujo o objetivo era a melhoria dos resultados, com foco na aprendizagem dos alunos, como já dissemos anteriormente. O plano feito pela própria equipe da escola apontava as metas que seriam atingidas para aumentar os indicadores educacionais, o prazo para os cumprimentos dessas metas e os recursos necessários. Assim, a Equipe de Direção, os professores, as merendeiras, os pais e a comunidade do entorno dessa escola realizaram algumas reuniões que tinham como objetivos identificar dificuldades no cotidiano escolar e traçar o Plano de Metas da escola. Uma das dificuldades identificadas pelo grupo da escola foi o trabalho realizado nas turmas de alfabetização. Por esse motivo, a Equipe de Direção solicitou ajuda à Equipe de Acompanhamento da Secretaria Municipal de Educação, para juntos repensarem o processo ensino-aprendizagem. Neste momento, iniciamos um processo de formação docente para esses professores. Na primeira visita à escola, buscamos observar, ouvir e registrar cada relato apresentado pelos professores, os quais narravam suas buscas para acrescentar mais dinamismo às aulas, um melhor aprendizado dos alunos e tornarem a escola um local agradável para todos. Após extrairmos dos relatos os “sinais” e as “pistas” das concepções educacionais dos professores, iniciamos a reflexão sobre o trabalho de alfabetização nesta escola. Nesse sentido, nos remetemos a Ginzburg (1989) que fala da necessidade de lermos os sinais, compreendendo através deles alguns significados daquilo que não podemos captar. Em 2009, iniciamos a formação dos docentes, e fomos identificando as “pistas”, os “sinais” das práticas de alfabetização, encaminhando as discussões, as trocas de experiências e as leituras durante os encontros na escola, buscando sempre atender as suas principais dificuldades: o trabalho de alfabetização e a formação do grupo de professores. Acreditamos que o trabalho pedagógico do alfabetizador permite um diálogo com diferentes desafios na/pela vivência da prática docente. Desafios esses, que conduzem à construção de saberes e ações que atendam as necessidades – deles e de seus alunos. A equipe de professores tinha uma trajetória antiga no magistério e uma boa experiência de trabalho, no entanto, muitas vezes apresentavam dificuldades em desenvolver uma prática de alfabetização que atendesse à clientela da escola. Eram participativos, preocupados com a aprendizagem dos alunos, no entanto, a metodologia do trabalho não favorecia o processo de aprendizagem de todos. Sabemos que na organização das práticas de sala de aula do alfabetizador é necessária a presença de atividades diárias que contribuam para o processo de apropriação da leitura e da escrita, tais como: roda de leitura, atividades de leitura e de escrita, atividades de ensino, momentos de avaliação, atividades lúdicas. Percebemos a ausência de algumas destas atividades na rotina dos professores alfabetizadores. Ao professor alfabetizador exige-se o domínio de conhecimentos gerais sobre o ensinar e o aprender, bem como saberes específicos sobre o processo de apropriação dessa língua. Tendo em vista esses aspectos, a formação docente realizada nos Centros de Estudos visava refletir sobre a prática educativa, favorecendo a transformação/ressignificação de conceitos “cristalizados” em suas ações pedagógicas. Vale lembrar que o professor alfabetizador precisa, em sua sala de aula, organizar as ações pedagógicas que envolvam os alunos além das questões referentes ao código lingüístico, é importante ampliar as suas possibilidades como sujeito da atualidade. Sujeito envolvido em práticas culturais, marcados pela identidade, pela discursividade, pelas diferenças sociais, econômicas e culturais. Como nos diz Smolka (2003), A alfabetização é um processo discursivo: a criança aprende a ouvir, a entender o outro pela leitura; aprende a falar o que quer pela escrita. (Mas esse aprender significa fazer, usar, praticar, conhecer. Enquanto escreve, a criança aprende a escrever e aprende sobre a escrita). Isso traz para as implicações pedagógicas os seus aspectos sociais e políticos. Pedagogicamente, as perguntas que se colocam, então, são: as crianças podem falar o que pensam na escola? Podem escrever o que falam? Podem escrever como falam? Quando? Por quê? (p.63). Durante o processo de formação não trouxemos fatos novos para a ação docente, mas reflexões sobre essas ações, pois vivemos num mundo globalizado e cada vez mais exigente. Refletir sobre as práticas dos docentes nos desafiou a estimulá-los a pensar, a criticar e aprender, enfim a valorizar a escola e perceber-se como sujeito participativo transformador de sua prática. Segundo Oliveira (2003), não devemos entrar na escola como alguém que detém o saber superior e que pode avaliar a prática dos professores. A idéia é criar uma cumplicidade de modo que cada professor permaneça-se a vontade no que realiza. A formação docente: Num dos Centros de Estudos trouxemos para a pauta a proposta de alfabetização a partir do texto, visto que era um assunto recorrente na fala dos professores. Na vida real, as pessoas não pronunciam palavras isoladas. Quando alguém se põe a falar sua intenção é dar uma informação completa isso acontece através de um texto (CAGLIARI, 1999). Alfabetizar com texto, portanto, possibilita ao aprendiz a análise e a reflexão desta língua. Assim pensando, a proposta da formação por nós coordenada atendia uma rotina com trabalho diversificado, utilizando vários gêneros textuais como facilitador do processo de ensino/aprendizagem. Para ler e escrever é necessário alguns saberes, tais como a direção dessa escrita, a segmentação das palavras, o nome das letras, a relação fonema/grafema, bem como buscar blocos de sentido dentro do texto. Todo esse trabalho precisa ser intencional, diário e planejado. O trabalho de alfabetização com texto permite ao alfabetizador estabelecer a relação do texto oral com o texto escrito, sinalizando que podemos registrar tudo o que falamos, mas não da forma como falamos, pois na língua há regras estabelecidas para a comunicação. Nos momentos de formação lembramos aos regentes que o ambiente alfabetizador da sala de aula também favorece a aquisição da leitura e da escrita, pois auxilia a turma a entender a função social dessa língua. A presença nas aulas de gibis, catálogos, revistas, livros, jornais, folhetos, encartes, cartões, cartas, e-mails, tabelas, gráficos etc. tem como objetivo provocar nos alunos a busca da finalidade de cada ferramenta apresentada. As regentes auxiliariam os alunos a perceberem os diferentes formatos de cada texto, bem como suas funções. Auxiliamos os regentes a pensar sobre o ambiente escolar, pois esse ambiente pode propiciar algumas interações com a língua escrita. Sendo assim, a sala de aula terá mais do que letras expostas pelas paredes. Propomos mudanças no ambiente alfabetizador que os professores construíram em suas salas. Segundo Araujo (2001) o ambiente alfabetizador constitui a escola e contribui para que as crianças se apropriem da linguagem escrita como um instrumento de intervenção da realidade. Desta forma, as aulas passavam pelas áreas do conhecimento e não se limitavam apenas a leitura/escrita de textos desconectados da vida e cálculos matemáticos. A escrita não deve ser vista apenas como uma tarefa da escola, mas precisa engajar-se nos usos sociais que envolvem principalmente como uma das formas de expressão de uma cultura (CAGLIARI, 1999). O encaminhamento dessas práticas gerou no grupo de professores a percepção e a necessidade de (re)formular o planejamento diário de suas aulas, contribuindo também com a prática da coordenação pedagógica da escola. A equipe de direção participou ativamente das reflexões sobre o trabalho de alfabetização e como poderiam auxiliar na melhoria efetiva dele, e que ações poderiam realizar para diminuir as faltas dos alunos. A direção da escola resolveu reunir a equipe da Rede de Proteção ao Educando (RPE) existente na escola, formada por assistentes sociais, para fazer um acompanhamento dessas crianças. O currículo da escola: Sabendo-se que as reformas educacionais são marcadas por mudanças na organização curricular a Secretaria Municipal de Educação vem buscando, constantemente, atualização no currículo escolar, a fim de desenvolver um trabalho de qualidade, promovendo a aprendizagem e privilegiando uma proposta que traz para dentro da escola a vida, o dia-a-dia, o mundo. Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação ofereceu às escolas as orientações curriculares, sendo assim a escola de nosso relato, pretende com essas orientações e as demais práticas do cotidiano, viabilizar a organização do planejamento pedagógico dos regentes, buscando facilitar a sistematização do trabalho de alfabetização dos alunos. Como nos diz Mainardes (2006), os professores e demais profissionais exercem um papel ativo no processo de interpretação e reinterpretação das políticas educacionais, dessa forma, o que eles pensam e no que acreditam têm implicações para o processo de implementação das políticas. A equipe gestora da escola considera todo o processo vivido no cotidiano escolar como componente do currículo, portanto preocupa-se em constituir cidadãos críticos e participativos, que debatam questões sociais, demonstrando preocupação com o mundo em que vivem. Segundo Macedo (2006), um currículo para lidar com a diferença, necessita ser pensado como espaço-tempo de negociação cultural. Durante a prática educativa lidamos com muitos desafios, porém o mais importante será reconstruir o currículo escolar, “não tanto como movimento que venha de fora, sobretudo como competência humana integrada na velocidade dos tempos, inclusive para poder humanizar os processos inovadores” (DEMO, 1998, p. 30). Considerações sobre o trabalho realizado: A escola do século XXI tem se deparado com um grande desafio: conviver com a diferença de saberes (MACEDO, 2006), de experiências, de linguagens, de culturas, pois cabe a ela, enquanto instituição de ensino atender as necessidades educacionais de todos os alunos, bem como oportunizar as competências dos professores. Educar nesse tempo requer uma escola que ofereça um currículo em consonância com o mundo atual e que anteveja o futuro, através de metodologias para atender às especificidades do alunado e a interação permanente da equipe escolar com a família e a comunidade. A escola escolhida para esse trabalho buscou e continua buscando transformações em seu currículo, de acordo com Lopes (2008) o âmbito do currículo, considerando a recontextualização por hibridismo, pode ser pertinente para essas investigações e análises, por constituir uma concepção teórica capaz de articular campos diversos que atuam sobre os processos educacionais. Por meio dessa concepção, são abertos espaços para o entendimento dos processos de ressignificação, associando estabilidade e mudança nos mais diferentes níveis. Sendo assim o grupo de professores considera que é no próprio espaço do fazer educativo que eles constroem outro olhar para as suas práticas. Assim, (re)pensando o papel da escola hoje e o seu currículo, a equipe gestora permitiu/oportunizou a formação dos docentes. Essa formação já sinaliza mudanças no seu cotidiano, pois é perceptível a presença dos pais dos alunos nas reuniões e nos encontros propostos pela direção; a freqüência assídua dos alunos que eram os mais faltosos; a professora de música atendendo a todas as turmas da escola e sempre contribuindo com o processo de alfabetização das crianças e a professora de sala de leitura realizando encontros com todas as turmas, principalmente para as crianças que apresentam dificuldades na aquisição da leitura e da escrita. Outras ações de sucesso foram a criação da rádio pela direção da escola, onde são realizados a hora do conto todos os dias, onde alunos das diferentes turmas leem uma história para toda a escola e entrevistam professores, alunos, pessoas da comunidade e pais; e o jornal que também tem a contribuição dos alunos na redação, pesquisa e fotografia. No ano de 2009 a escola participou do Festival de Música e Mostra de Dança, ambos do Município do Rio de Janeiro. A coordenação pedagógica auxiliou os professores na organização do planejamento diário das aulas, contemplando o Currículo Multieducação e as orientações curriculares oferecidas pela Secretaria Municipal de Educação. Esclarecemos que o trabalho está em curso, mas já podemos constatar mudanças significativas no desempenho da Escola. Referências: ALVES-MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998. ANDRÉ, M. E. D. Etnografia da prática escolar. Campinas: Papirus, 1995. ANDRÉ, M. E. D. (Org). Pedagogia das diferenças na sala de aula. Campinas: Papirus, 1999. ARAUJO, M. Ambiente alfabetizador: a sala de aula como entre-lugar de culturas In: GARCIA, Regina Leite (org.) Novos olhares sobre a alfabetização, 4ª ed. São Paulo: Cortez Editora, 2008. BARBIER, R. A pesquisa-ação. Brasília: Liber Livro, 2002 (Série Pesquisa em Educação, v. 3). CANEN, A. “A pesquisa multicultural como eixo na formação docente: potenciais para a discussão da diversidade e das diferenças”. Ensaio, v. 16, n. 59, p. 297-308, 2008. CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o bá-bé-bi-bó-bu. São Paulo: Editora Scipione, 1999, p. 198. DEMO, P. Educar pela pesquisa. São Paulo: Autores Associados, 1996. _____. Conhecimento Moderno: sobre a Ética e Intervenção do Conhecimento. Petrópolis: Vozes, 1998 ESTEBAN, M. T.; ZACCUR, E. (Org.). Professora-pesquisadora - uma práxis em construção. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. GARCIA, R. L. (Org.). A Formação da Professora Alfabetizadora: reflexões sobre a prática. São Paulo: Cortez, 4ª. ed., 2003. GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais. Morfologia e história. São Paulo: CIA da Letras, 1989. LOPES, Alice Casimiro. Políticas de Integração Curricular. Rio de Janeiro: Ed. UERJ, 2008. MACEDO, Elizabeth. Currículo como espaço-tempo de fronteira cultural. Revista Brasileira de Educação, v.11, n.32, p.285-372, maio/ago.2006. MAINARDES, J. Abordagem do ciclo de políticas:Uma contribuição para a análise de políticas educacionais. Edc. Soc., Campinas, v.27, n.94. p. 47-69, jan./abr. 2006. MOREIRA, A. F. B.; MACEDO, E. F. “Em defesa de uma orientação cultural na formação de professores”, in: CANEN, A; MOREIRA, A. F. B. (Org.). Ênfases e omissões no currículo. Campinas: Papirus, 2ª. ed., 2005, pp. 117-145. NUCLEO CURRICULAR MULTIEDUCAÇÃO, Secretaria Municipal do rio de Janeiro, 1996. NÓVOA. A. Profissão Professor. Porto: Porto Editora, 1991. _________. Vidas de Professores. Porto: Porto Editora, 1992. OLIVEIRA, INÊS BARBOSA DE Currículos praticados: entre a regulação e a emancipação. Rio de janeiro DP& A, 2003. PLANO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO PDEE, 2008. SAMPAIO, C. S. Alfabetização e formação de professores. Rio de Janeiro: Wak, 2008. SMOLKA, A. L. B. A criança na fase inicial da escrita: a alfabetização como processo discursivo. São Paulo: Cortez, 2003. _______________. “Enseñar y significar: las relaciones de la enseñanza en cuestión. O de las (no) coincidencias en las relaciones de enseñanza”. Cultura y Educación, v. 18, n. 1, p. 3-14, 2006. * Pedagoga - Professora da Rede Pública da Cidade do Rio de Janeiro.

terça-feira, 12 de março de 2013

UNIVERSO: Revista de Trabalhos Acadêmicos

Publicação do Programa de Iniciação Científica - UNIVERSO - BRASIL - ISSN 2179-1589 Equipe Editorial: Editores: Marcio Barros Dutra, UNIVERSO. Regina Celi Lema, Universidade Salgado Oliveira. Comitê de Avaliação: Marcio Barros Dutra, UNIVERSO; Lucia Helena França, UNIVERSO; Jorge Mendes Soares; Roberta Barcelos, UFF; Roberto Ferreira dos Santos, Universidade Salgado de Oliveira; Mauricio Murad,Universidade Salgado de Oliveira; Jose Maurício Capinussú; Ana Luísa de Almeida Santos; Thays Almeida Alfaya, UERJ / UNIVERSO; Regina Celia Costa, UNIVERSO; Regina Celi Lema, Universidade Salgado Oliveira; Jonis Freire, UNIVERSO MESTRADO HISTÓRIA; Sônia Maria Souza, UNIVERSO; Renata Osborne, Universidade Salgado de Oliveira. Comitê Institucional: Roberto Ferreira dos Santos, Universidade Salgado de Oliveira; Regina Celia Costa, UNIVERSO; Maria Cristina Ferreira, UNIVERSO; Jonis Freire, UNIVERSO MESTRADO HISTÓRIA; Carlos Alberto Figueiredo da Silva, Revista Intercontinental de Gestão Desportiva; Lucia Helena França, UNIVERSO. Acesso http://revista.universo.edu.br/index.php?journal=1reta2&page=about

segunda-feira, 11 de março de 2013

Notícias do Blog da Gerência de Educação da 6ª CRE/Rio.

A SEXTA CRE é o 1º lugar na REDE no ALFABETIZA RIO !!! Fonte http://creged06.blogspot.com.br/2013/03/a-sexta-cre-1-lugar-na-rede-no.html

domingo, 10 de março de 2013

A Escola no Combate ao Trabalho Infantil (Curso Online).

Desenvolvido pela Fundação Telefônica, através da Rede Promenino (www.promenino.org.br), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (www.mpt.gov.br), contando com a gestão executiva do Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor – CEATS (www.ceats.org.br), da Fundação Instituto de Administração (FIA). O curso, totalmente online, é oferecido aos educadores de ensino fundamental das escolas públicas brasileiras, e tem como objetivo contribuir para a efetivação da Lei Federal 11.525, que incluiu, no currículo do ensino fundamental, conteúdos que tratem dos direitos de crianças e adolescentes, tendo como referência o Estatuto da Criança e do Adolescente. O foco da capacitação é informar, formar e mobilizar educadores, alunos e comunidades para que atuem no combate ao trabalho infantil em nosso país, tanto em ações diretas, quanto na formação de uma cultura de direitos em que o trabalho infantil não seja aceito como natural e positivo. Com três meses de duração e 60 horas de carga horária, o curso conta com vídeo aulas gravadas por grandes especialistas em direitos e deveres de crianças e adolescentes, parte deles, inclusive, redatores do ECA. A formação se inicia em 2 de abril e termina em 24 de junho de 2013. As inscrições estarão abertas até 1º de abril, ou até o preenchimento das vagas disponíveis. Você pode fazer a sua inscrição clicando no link abaixo, ou copiando o mesmo na barra de endereços do programa que usa para acessar a internet. http://ecti2.fundacaotelefonica.com/users/new?code=6280855111398&cat=55 Aqueles que completarem os seis módulos do curso receberão certificado emitido pela Faculdade FIA de Administração e Negócios (www.fia.com.br). Importante: são necessárias, em média, 4 horas semanais de dedicação ao curso. Somente solicite a sua inscrição se você realmente tiver condições de realizá-lo. Muitos educadores de todo o Brasil estão interessados e o número de vagas é insuficiente para atender a todos. Veja mais detalhes sobre o curso no hotsite do projeto www.promenino.org.br/ecti Para qualquer dúvida, utilize o e-mail do curso: ecti2@fia.com.br Cadastro http://www.promenino.org.br/default.aspx?tabid=261&appcode=promenino Fonte Fundação Telefônica | Vivo Divulgação enviada pela Profª. Drª. Maria Helena Zamora (por e-mail).

sexta-feira, 8 de março de 2013

MEC regulamenta Prouni do ensino técnico

Davi Lira, de O Estado de S. Paulo. Com a medida, instituições privadas poderão ofertar bolsas de estudos para cursos técnicos do Pronatec. O Ministério da Educação (MEC) regulamentou ontem medida provisória de dezembro do ano passado que previa a adesão de instituições de ensino superior e escolas de educação tecnológica privadas ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A regulamentação visa ampliar a oferta de cursos do programa até então oferecidos apenas pelos institutos federais, as instituições estaduais e as entidades do Sistema S, como Senai e Sesi. Com a medida, as unidades privadas poderão ofertar bolsas de estudos - como já ocorre com o Programa Universidade para Todos (ProUni) nas faculdades privadas - para a realização de cursos técnicos contemplados no catálogo nacional do programa. Terão como público-alvo jovens e trabalhadores que já concluiram o ensino médio. Os cursos poderão ter caráter de formação inicial ou continuada. Antes da medida provisória, a lei previa somente a realização de cursos concomitantes, ou seja, o estudante tinha que estar cursando o ensino médio regular, e no contraturno realizava o técnico. "Há uma grande quantidade de jovens que saem das escolas e têm dificuldades de se colocar no mercado de trabalho. Com essa regulamentação queremos ampliar a oferta de vagas, hoje em torno de 1,4 milhão de matrículas para far mais chances a esse jovens", afirma Marco Antonio de Oliveira, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC. A remuneração a a ser repassada à instituição privada para que o aluno não precise pagar pelo curso será calculada levando em consideração os preços de mercado, assim como ocorre com o ProUni. E a habilitação das instituição ao programa poderá ser feito já a partir da próxima semana até abril pelo sistema online do programa."A previsão é que a maioria das 2,9 mil escolas técnicas de nível médio privadas no País tenha interesse em participar do processo de habilitação", diz Oliveira. Elas poderão passar por uma avaliação prévia de qualidade a ser realizada pela rede federal, e no caso das instituições de ensino superior serão avaliados o desempenho delas em exames como o Enade. A seleção das vagas a serem preenchidas pelos candidatos interessados na realização do curso técnico nesta modalidade será divulgada a partir de maio. A seleção levará em conta a nota do estudante no ENEM. O início das aulas está previsto para o segundo semestre deste ano. Fies O MEC também chegou a publicar ontem novos procedimentos sobre o processo de habilitação nas modalidades do Fies Técnico e Individual. De acordo com a pasta, no tipo Técnico, as empresas deverão se habilitar no programa por meio do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SisTEC) para ter direito ao crédito. Em seguida procurar uma das 350 escolas já habilitadas e criar uma turma. Os cursos poderão ter de 160 horas até 800 horas. Para o Individual, o interessado deve procurar uma das escolas habilitadas e se inscrever em um dos cursos de ensino técnico de nível médio, depois solicitar o financiamento. Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mec-regulamenta-%C2%B4prouni%C2%B4do-ensino-tecnico,1005827,0.htm

quinta-feira, 7 de março de 2013

Oficina para professores

Professor (a), É com muita satisfação que o Museu Ciência e Vida o convida para participar da primeira oficina para professores do ano 2013. A oficina Calendário Cósmico conduz o professor a uma excursão pelo universo a partir do Big Bang. Você consegue imaginar uma viagem de algo em torno de 13,7 bilhões de anos de história? Nessa oficina, o professor terá como desafio confeccionar um calendário que possa reduzir bilhões de anos de eventos em apenas 12 meses. O objetivo é fazer entender os fatos mais importantes do universo e da Terra, incluindo o surgimento do homem, respeitando a ordem que ocorreram e nas datas em que aconteceram. A oficina Calendário Cósmico acontece no dia 9 de março, das 9h às 12h. Para participar, o professor precisa entrar em contato através do telefone: 2671-7797. A entrada é gratuita. Local: Museu Ciência e Vida. Endereço: Rua Aílton da Costa s/n. 25 de Agosto – Duque de Caxias - RJ. Inscrições pelo telefone: 2671-7797. Classificação: Professores Entrada Franca. Vagas limitadas! https://www.facebook.com/pages/Museu-Ci%C3%AAncia-e-Vida/122856674453847

quarta-feira, 6 de março de 2013

VI Seminário Fala Outra Escola

"Informamos que as inscrições para o VI Seminário Fala Outra Escola - Diálogo e Conflito: por uma escuta alteritária. ORGANIZAÇÃO: Comissão Organizadora, Profa. Adriana Carvalho Koyama, Profa. Adriana Stella Pierini, Profa. Adriana Alves Fernandes Costa, Profa. Alda Mendes Baffa, Profa. Ana Maria Falcão de Aragão, Profa. Ana Maria Campos, Profa. Carla Clauber da Silva Ropelato, Profa. Claudia Roberta Ferreira, Profa. Cristina Maria Campos, Profa. Fernanda Ferragut Favaro, Profa. Glória Pereira da Cunha, Prof. Guilherme do Val Toledo Prado, Profa. Heloísa Helena Dias Martins Proença, Profa. Itala Nair Tomei Rizzo, Prof. José Antônio de Oliveira, Prof. José Paulo Mendes da Silva, Profa. Kátia Maria Eugênio, Profa. Liana Arrais Seródio, Profa. Luciana Moreira Haddad, Prof. Marcemino Bernardo Pereira, Profa. Márcia Alexandra Leardine, Profa. Maria Carolina Bovério Galzerani, Profa. Maria de Fátima Guimaraes, Profa. Maria Fernanda Pereira Buciano, Profa. Maria José de Oliveira Nascimento, Profa. Maria Natalina Oliveira Faria, Profa. Maria Ângela de Melo Pinheiro, Profa. Marciene Aparecida Santos Reis, Profa. Marissol Prezotto, Profa. Nara Rúbia de Carvalho da Cunha, Profa. Patrícia Yumi Fujisawa, Profa. Patrícia Regina Infanger Campos, Profa. Rosaura Angélica Soligo, Profa. Rúbia Cristina Cruz Menegaço, Profa. Tamara Abrão Pina Lopretti, Profa. Vanessa França Simas, Prof. Victor Teixeira Rysovas, Prof. Wilson Queiroz, Comissão Científica, Prof. Dr. Adail Ubirajara Sobral - UCPEL, Prof. Dr. Admir Soares de Almeida Júnior - PUC -MG, Profa. Dra. Adriana Alves Fernandes Costa - SME - Paulínia, Profa. Dra. Adriana Varani - UFSCar, Profa. Dra. Ana Maria Falcão de Aragão - UNICAMP, Prof. Dr. Arnaldo Pinto Junior - UFES, Profa. Dra. Carla Helena Fernandes - UNIVÁS, Profa. Dra. Cláudia Regina Alves Prado Fortuna - UE,L Prof. Dr. Cláudio Borges da Silva - SME - Campinas, Profa. Dra. Corinta Maria Grisólia Geraldi - UNICAMP, Profa. Dra. Eliane Greice Davanço Nogueira - UEMS, Prof. Dr. Elison Antonio Paim - UFSC, Prof. Dr. Francisco Evangelista - UNISAL, Prof. Dr. Guilherme do Val Toledo Prado - UNICAMP, Profa. Dra. Jacqueline de Fátima dos Santos Morais - UERJ, Prof. Dr. João Batista Gonçalves Bueno - UEPB, Profa. Dra. Laura Noemi Chaluh - UNESP, Profa. Dra. Mairce da Silva Araújo - UERJ,, Profa. Dra. Maria Carolina Bovério Galzerani - UNICAMP, Profa. Dra. Maria de Fátima Guimarães - USF, Profa. Dra. Maria Elena Bernardes - CMU - Unicamp, Profa. Dra. Maria José de Oliveira Nascimento - IFECT/SP, Profa. Dra. Renata Barrichelo Cunha - UNIMEP, Profa. Dra. Rúbia Cristina Cruz - SME - Campinas/ UNISAL. Colaboradores: Profa. Paula Saretta, Profa.Tania Vilarroel. Apoio Técnico: Cármen Lúcia Rodrigues Arruda - Relações Públicas (FE), Edgar da Rocha - Ficha de Inscrição (Informática / FE), Roberta Rabello Fiolo Pozzuto - Webmaster FE. Thais Rodrigues Marin - Relações Públicas (Secretaria de Eventos/FE). Realização: Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Continuada (GEPEC) / FE/ UNICAMP. Fonte Comissão Organizadora Todas as informações estão no site http://www.fe.unicamp.br/falaoutraescola/

terça-feira, 5 de março de 2013

USP entre as 70 universidades com melhor reputação no mundo

(Notícia Estadão.edu) USP se mantém entre as 70 universidades com melhor reputação no mundo, diz ranking. Pesquisa é realizada com base em respostas de milhares de acadêmicos de 144 países. Pelo segundo ano consecutivo, a USP aparece no grupo das 70 universidades mais respeitadas do mundo no ranking da prestigiada publicação britânica Times Higher Education (THE). A instituição fica entre as posições 60 e 70 na pesquisa (a colocação exata não é divulgada). (Divulgação/USPPrédio da Administração Central da USP na Cidade Universitária)Mais uma vez, o ranking é liderado pela Universidade Harvard (EUA), pelo Instituto Tecnológico de Massachussetts (EUA) e pela Universidade de Cambridge (Reino Unido). Entre as 100 primeiras intituições, 43 são americanas e 9 inglesas. A USP é a única representante da América Latina no levantamento. "Nós queremos que a influência da USP em educação, ciência e tecnologia se compare ao desenvolvimento do poder que o País possui na economia global e no cenário político", disse o reitor da USP, João Grandino Rodas, à THE. Para Rodas, no entanto, a educação de massa de alta qualidade é ainda um dos principais gargalos para o desenvolvimento do Brasil. "A qualidade das escolas primárias e secundárias de todo o País continua a ser insatisfatória e a proporção de jovens brasileiros que entram no ensino superior é muito pequena em comparação com os números de países desenvolvidos." A USP aparece no mesmo grupo do King's College, de Londres (Inglaterra), da Universidade de Leiden (Holanda) e do Instituto de Tecnologia de Tóquio (Japão). E está à frente da Sorbonne de Paris e da Universidades de Pittsburgh (EUA). Segundo o editor dos rankings da THE, Phil Baty, o levantamento da reputação das universidades é baseado em "julgamentos subjetivos de quem sabe da excelência no ensino e na pesquisa melhor que ninguém: são acadêmicos experientes, informados e envolvidos". Esta edição contou com 16.639 respostas, de acadêmicos de 144 países. A pesquisa foi realizada pela Thomson Reuters entre março e abril de 2012. A edição de 2011 foi respondida por 17.544 pessoas, e a de 2010, por 13.388. Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,usp-se-mantem-entre-as-70-universidades-com-melhor-reputacao-no-mundo-diz-ranking,1004266,0.htm

segunda-feira, 4 de março de 2013

CCE PUC-RIO

(para melhor visualização clique nas imagens)

sábado, 2 de março de 2013

II SIMPÓSIO SOBRE AUTISMO: práticas educativas na escola e na família

(para melhor visualização clique na imagem) Local: Colégio Pedro II – Auditório Mario Lago. Rua Campo de São Cristóvão, 177 – São Cristóvão – Rio de Janeiro/RJ (em frente ao Centro de Tradições Nordestinas). Valor: R$ 140,00. Informações: (21) 3208-6113 / 3208-6095. wakeditora@uol.com.br Inscrição: www.wakeditora.com.br

sexta-feira, 1 de março de 2013

NO ESTADÃO: Coisas que eu queria saber aos 21 - Soraya Smaili

Nova reitora da Unifesp diz que não vai deixar de lado as pesquisas em Farmacologia. (Imagem: Márcio Fernandes/Estadão) “É curioso, mas desde pequena eu gostava muito de ciência – além de bonecas e carrinhos, claro. Lembro de pedir para meus pais comprarem na banca fascículos de uma coleção sobre a vida de cientistas. Eu adorava ler aquilo e me imaginar trabalhando num laboratório. Quando tinha entre 8 e 9 anos ganhei um presente que me marcou: um microscópio de brinquedo com duas lâminas prontas para observação da histologia de um inseto. Talvez por isso eu goste tanto de microscópios e os use até hoje nas minhas pesquisas. 'Não comecei minha carreira acadêmica sabendo que chegaria à livre-docência'O cientista pode dar vazão à sua curiosidade por meio da pesquisa. E havia muitas perguntas que eu queria responder na época do vestibular. Guiada por essa vontade, procurei o curso de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto. No segundo ano da faculdade eu já sabia que não queria ser farmacêutica ou trabalhar em farmácia, a não ser que fosse de manipulação. Me interessei pela pesquisa e fiz iniciação científica. Como gostava da parte laboratorial, me especializei em Farmácia-Bioquímica. A iniciação científica me deixou apaixonada pela farmacologia, área que exige muitos conhecimentos de química, bioquímica, anatomia e fisiologia. Você usa tudo isso para entender a ação dos medicamentos e fazer remédios cada vez mais específicos e que produzam cada vez menos efeitos colaterais. Decidi fazer pós e optei pelo mestrado da Unifesp, então Escola Paulista de Medicina. O Programa de Farmacologia, fundado pelo professor Ribeiro do Valle, era (e ainda é) de excelência e pioneiro na área. Estudei o mecanismo de ação dos medicamentos em animais e humanos, algo considerado básico na farmacologia. No fim do mestrado eu comecei a lecionar no curso de Medicina da Universidade São Francisco, em Bragança Paulista. Foi um desafio importante para minha carreira. Eu tinha quase a mesma idade dos alunos! Peguei turmas com cem pessoas, muito críticas e questionadoras, e eu precisava me esmerar para responder às dúvidas. Terminei o mestrado e comecei o doutorado. Mais ou menos no meio do curso, passei no concurso da Unifesp para ser professora do Departamento de Farmacologia. Daí fazer o pós-doutorado no exterior virou um caminho natural. Era como uma exigência dos colegas para manter a excelência do programa de pós. Fiz um pós-doc em Biologia Celular na Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia, e outro em Neurociência e Morte Celular no Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, em Bethesda (Maryland). Percebi então por que o pós-doc é importante: os cursos ajudaram a estabelecer e consolidar minha linha de pesquisa. A partir dali comecei a trabalhar com neurociência, morte celular e microscopia de alta resolução. Veio o desafio de criar uma nova linha de pesquisa no meu departamento, para me estabelecer como pesquisadora autônoma. A partir de 2000, tive de submeter projetos para Fapesp, CNPq e Capes para conseguir recursos. Com a verba, montei um laboratório de sinalização de cálcio e morte celular. Ao mesmo tempo, participei de uma iniciativa pioneira na Unifesp: eu e minhas colegas Helena Nader (presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e Alice Ferreira fundamos um laboratório de microscopia confocal com equipamentos ultrassofisticados à disposição de qualquer pesquisador. Vinha gente do Incor, do Butantã e até do Rio para usá-los. O laboratório multiusuários criou uma dinâmica muito interessante na Unifesp, porque a pesquisa científica é baseada na colaboração, troca de informações e de metodologias. Se o poder público investe na nossa formação e na compra de equipamentos de grande porte, faz todo sentido que eu coloque eles e o conhecimento que adquiri a serviço da sociedade brasileira. Àquela altura eu já tinha formado doutores, uma das principais funções de um professor pesquisador. E já tinha cursado os pós-doutorados. Me senti preparada para a livre-docência. Foi muito trabalhoso. Fiz cinco provas muito intensas, que exigiram meses e meses de preparação. Mas concluir o processo é muito gratificante. Revisei tudo que tinha feito até o momento, reconheci as coisas boas e redirecionei o foco para o que ainda precisava ser melhorado. Claro que nesse percurso eu tive momentos de crises existenciais. Não comecei minha carreira acadêmica sabendo que chegaria à livre-docência, mas no percurso fui entendendo a necessidade de dar novos passos e tive cada vez mais certeza de que seria pesquisadora e professora. Mesmo agora, como reitora, não quero deixar minhas pesquisas de lado. A pesquisa e a ciência permitem que eu continue a produzir e a repassar conhecimento, formando pessoas para a sociedade brasileira.” ONTEM E HOJE: AS MUDANÇAS NAS PAIXÕES E ÍDOLOS DE SORAYA SMAILI DESDE OS ANOS 80: Eu lia Nietzsche, Jung e Gramsci. Eu leio Milton Hatoum e Hanna Arendt. Eu acreditava que iria mudar o mundo. Eu acredito que estou mudando o mundo. Minha preocupação era ter conhecimento e lutar por justiça social. Minha preocupação é fazer que mais gente lute por justiça social e conhecimento. Eu via o Brasil como um país cheio de contradições. Eu vejo o Brasil como parte do Povo Brasileiro de Darcy Ribeiro. Fonte http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,coisas-que-eu-queria-saber-aos-21-soraya-smaili,1001465,0.htm