segunda-feira, 31 de agosto de 2015
AUDIODESCRITOR: CARREIRA EM ASCENSÃO, MESMO EM ÉPOCA DE CRISE.
Os ponteiros do relógio têm ritmo próprio, dependendo de quem consulte as horas. Para aqueles que foram diretamente afetados pela crise econômica e o desemprego — que atingiu 6,9% em junho, a maior taxa dos últimos cinco anos segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) —, as horas andaram para trás. No entanto, para quem resolveu apostar em determinados mercados novos, em que há mais demanda do que oferta de profissionais, a marcha dos ponteiros continua à frente.
(Sofia - faz audiodescrição em eventos e percebe alta procura em Brasília.
A procura por gerontólogos, audiodescritores, analistas sensoriais e algumas outras carreiras continua em alta, como atesta Yara Leal, que trabalha há mais de 20 anos como gerente de desenvolvimento de RH e consultora de consumo e negócios. "A crise muda tudo, mas alguns setores são menos afetados. São profissionais estratégicos em empresas ou que atuam em nichos específicos que continuam crescendo", analisa a sócia-diretora do grupo Questão de Coaching.
"Há mais demanda por serviços de personal — como o organizer e o stylist — porque o estilo de vida mudou, e as pessoas têm menos tempo. É uma oportunidade para se especializar e até de oferecer novos subprodutos, já que isso está se popularizando, e a clientela não é mais só da elite. A área de atuação do gerontólogo cresce com o aumento do número de pessoas mais velhas. A carreira de audiodescritor está em alta não porque tenha aumentado o número de cegos: o que mudou é que eles estão mais inseridos na sociedade e cobram acessibilidade", exemplifica Yara sobre novos nichos de mercado. "Com relação a carreiras estratégicas, uma delas é a de analista sensorial. “Ele define diferenciais para um produto, como um cheirinho ou sabor característico. É um potencial pouco explorado que deve crescer".
Confira o dia a dia de quatro profissões em ascensão e oportunidades de trabalho e cursos:
Audiodescrição:
Função: transmitir objetivamente informações visuais contidas em obras de arte, filmes, espetáculos e eventos sem se sobrepor ao conteúdo sonoro, em um processo que visa compensar elementos visuais com palavras
Remuneração: em eventos presenciais, o preço médio da hora gira em torno de R$ 200. Pela diária de sete horas, os serviços custam de R$ 1.200 a R$ 1.400. No caso de audiodescrição voltada para tevê e cinema, o minuto de adaptação varia de R$ 100 a R$ 150, já que envolve outros profissionais, como roteirista e até diretor.
Em 2012, a discussão em torno das políticas de acessibilidade para pessoas com deficiência se intensificou com a criação do Projeto de Lei (PL) nº 4.248, que exige o uso de audiodescrição nos filmes exibidos nos cinemas e nos canais de televisão. Em consonância com o discurso, a Portaria nº 188/2010, do Ministério das Comunicações, determina o uso da audiodescrição em, pelo menos, duas horas semanais na programação das emissoras de tevê aberta que operam em sinal digital.
"O audiodescritor tem que entender a estética do produto que está traduzindo, essa é uma sensibilidade que se adquire com esforço e estudo", explica a professora Soraya Ferreira, que coordena um grupo de pesquisa e extensão em audiodescrição na UnB chamado Acesso Livre. Há cerca de um mês, Sofia Fiore, 24 anos, aluna de pedagogia na insituição, criou uma empresa que oferece serviços de audiodescrição. A ideia que deu origem à Verbo Produções Audiovisuais surgiu no grupo de pesquisa e extensão coordenado por Soraya. "Começaram a nos chamar para realizar trabalhos fora da universidade, foi aí que eu me dei conta da alta procura por audiodescritores em Brasília", conta a estudante.
A matéria completa está disponível na versão impressa e online para assinantes do jornal Correio Brasiliense.
Fonte: Blog da audiodescrição. Acesso em http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2015/07/audiodescritor-carreira-em-ascensao.html
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
domingo, 16 de agosto de 2015
Boletim do Conselho Regional de Psicologia SP.
PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES DO CRP SP EM COMEMORAÇÃO AO DIA DA(O) PSICÓLOGA(O) JÁ ESTÁ NO AR.
Dia da/o Psicóloga/o 2015.
Para marcar a comemoração do Dia da(o) Psicóloga(o) de 2015, celebrado em 27 de agosto, o CRP SP preparou uma programação especial com uma série de encontros, atividades culturais, oficinas, cine debates entre outras iniciativas em diversas cidades do estado.
Consulte a programação de sua Subsede diretamente no site exclusivo do Conselho para o Dia da(o) Psicóloga(o) e inscreva-se nas atividades de interesse!
A relação atividades da data também pode ser acessada na seção de eventos da nossa página no Facebook, aproveite para compartilhar a programação com outra(s) psicóloga(s)! Lembramos que as inscrições serão recebidas somente pelo formulário do site.
ECA 25 ANOS: CRP SP LANÇA CAMPANHA NA PRIMEIRA SEMANA DE SETEMBRO.
Anote: Acontece no dia 5/9, das 9h às 12h, na Praça das Artes (Avenida São João, 281, Centro, São Paulo) o lançamento da campanha dos 25 anos do ECA. Ao longo de um ano, a programação da campanha promoverá o debate de dezenas de temas fundamentais relacionados à infância e adolescência.
Serão realizadas em todo o estado 25 rodas de conversa formadas por jovens, psicólogas/os e jornalistas.
O objetivo é privilegiar em cada local que sediará uma roda o assunto que mais impacta a juventude e a comunidade do entorno. Saiba + na reportagem especial do jornal PSI e fique de olho na programação das rodas de conversa no site www.crpsp.org.br.
SAÚDE MENTAL É QUESTÃO DE SAÚDE E NÃO DE SEGURANÇA!
O CRP SP manifestou-se quanto à solicitação da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e da organização Conectas Direitos Humanos, para emissão de parecer acerca dos possíveis danos à saúde mental e para o equilíbrio psicológico que o isolamento prolongado em solitárias pode ocasionar às pessoas submetidas a este, especialmente no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), bem como sobre outras questões enfrentadas pela pessoa acometida por sofrimento psíquico, submetida ao encarceramento em estabelecimentos penais comuns, sem qualquer estrutura que permita o devido tratamento de sua saúde mental. Adicionalmente, ingressou como amicus curiae da Organização Conectas Direitos Humanos, em Ação Direta de Inconstitucionalidade, quanto ao Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).
O Conselho tem sido reconhecido por suas contribuições na garantia da defesa dos direitos humanos e políticas públicas. Assim, é contrário a qualquer modelo de encarceramento para responder às questões sociais e é favorável à reforma psiquiátrica, à luta antimanicomial, e entende que na impossibilidade do cumprimento da medida de segurança em um local destinado a esta, a alternativa deve ser a liberdade, atendimento em saúde pela rede e jamais a integração desta pessoa ao sistema prisional, que tem se mostrado totalmente ineficaz quanto à ressocialização e diminuição das taxas de reincidência, além de reproduzir e perpetuar sofrimento psíquico, afrontando diretamente seus direitos humanos.
DIA NACIONAL DA BVS-PSI:
Em 27 de Agosto, além do Dia da(o) Psicóloga(o), será comemorado o Dia Nacional da Biblioteca Virtual em Saúde - Psicologia (BVS-Psi Brasil), uma coleção descentralizada e dinâmica de fontes de informação na área. Além de apresentar os recursos e funcionalidades da BVS-Psi, a proposta é principalmente orientar sobre como realizar buscas e consultas às informações científicas de maneira eficaz e segura.
Nesta data, serão organizadas atividades informativas e educativas para o uso das bases de dados mais pertinentes ao ensino e formação dos psicólogos. Todas as bibliotecas de instituições com cursos de Psicologia podem e devem participar para ampliar a capacidade de acesso às informações por parte dos alunos, professores e pesquisadores dos mais de 500 cursos do país.
http://www.crpsp.org.br/portal/boletim/
sábado, 8 de agosto de 2015
Psicopedagogia Online: novos artigos!
ARTIGOS!
Família no processo de aprendizagem da criança:
Rosimeire Pereira Gois da Silva orientador: dra. Magda Jaciara de Andrade Barros.
Famílias, relações de gênero e representações sociais:
Adriana Horta de Faria e Josiane Peres Gonçalves.
Desafios e Possibilidades da Prática Psicopedagógica:
Elisandra Silveira Raupp e Aline Accorssi.
A identidade do masculino e do feminino:
Claudenice Fernandes Barbosa Santos e Eliza Alves Landin.
A Influência da Interação Professor-Aluno:
Eliza Alves Landin e Rosângela Lopes Damas.
Desenvolvimento de Linguagem e Fonoaudiologia:
Priscila Ana Gabriela Olivati, Andréa Ferreira Latanzio, Regina Nunes Misquiatti.
Promoção da Saúde na Escola Nadir Colaço, Recife - Pernambuco:
Olga Maria Ramalho de Albuquerque.
A Teoria Piagetiana e a Aprendizagem:
Danielly Emilia Stachera e Franciéli Arlt Lopes.
A avaliação do psicopedagogo sobre a depressão infantil:
Alessandra Aparecida da Silva e Magda Andrade Barros.
Violência sexual, fatores de riscos e registros dos conselhos tutelares:
Maria de Fátima P. Alberto, Milena Ataíde Maciel, Joana Azêvedo Lima, Yanathamires Mendes Felix, Lidivânia de Lima Santos e Wanessa Belarmino de Morais.
Sexualidade infantil e a prática docente:
Francieli Cavalheiro Viero, Josiane Lieberknecht Wathier Abaid, Cristiane Bottoli e Márcia Elisa Jager.
Epistemologia da humanização na saúde contribuição psicopedagógica:
Marcos Tadeu Garcia Paterra.
..
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quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Maçonaria: curso de extensão na UERJ.
O Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro abre inscrição para o curso de extensão Introdução à História da Maçonaria. O público alvo compreende estudantes, professores e entusiastas das áreas de Educação, Filosofia, História, Antropologia, Sociologia, Pedagogia, Magistério, livres-pensadores e público interessado em geral.
O objetivo do curso é criar base para o desenvolvimento de uma pesquisa histórica crítica sobre a instituição conhecida como "Maçonaria", objetivando reduzir a defasagem entre os estudos históricos acadêmicos sobre o tema e os estudos desenvolvidos pela própria instituição maçônica. As inscrições podem ser feitas até 1º de setembro.
No site do Centro de Produção da Uerj – www.cepuerj.uerj.brr é possível fazer a inscrição online, até o dia 01 de setembro.
Mais informações:
Período de realização – de 5 de setembro a 12 de dezembro.
Dia e hora – Sábados, das 13h às 15h.
CENTRO DE PRODUÇÃO DA UERJ:
Rua São Francisco Xavier, 524.
Maracanã, Rio de Janeiro, RJ.
1º andar, Bloco A, Sala 1006.
CEP: 20559-900.
Horário de atendimento na recepção: de 2ª a 5ª feira, das 9h às 18h / 6ª feira, das 9h às 16h30.
Teleatendimento: (21) 2334-0639 de 2ª a 5ª feira, das 9h às 18h / 6ª feira, das 9h às 16h30.
E-mail: cepuerj@uerj.br - Site www.cepuerj.uerj.br
segunda-feira, 20 de julho de 2015
LIBRAS FALANDO COM AS MÃOS - REVISTA APPAI EDUCAR:Escola Municipal Maurice Maeterlinck.
Por Tony Carvalho(Revista Appai Educar).
A
educação especial inclusiva no Brasil se tornou um mecanis-
mo de discussão e de práticas de ações que contemplam o
exercício da efetivação do respeito aos direitos humanos
e repúdio ao preconceito. Os crescentes diálogos sobre a
questão da acessibilidade possibilitaram que milhões de crianças,
adolescentes, jovens e adultos pudessem ter o direito a um ensino
com qualidade. O ideal de inclusão defendido pelas leis atuais prevê que
todos possam frequentar a escola regular, e esta deve se fazer apta a recebê-los. Mas
o que acontece quando a primeira língua dos alunos não é o português? Nesse caso,
o ensino de Libras (Língua Brasileira de Sinais) se faz necessário.
No Rio de Janeiro, a
gerência da 6ª Coordenadoria Regional de Educação vem realizando um trabalho nesse
sentido, oferecendo aos professores cursos que os capacitem a lidar com estudantes surdos.
Para a professora Kátia Barboza, gerente da GED da 6ª CRE, a escola é um espaço
singular para o desenvolvimento da aprendizagem de forma sistemática, frente ao
movimento de acessibilidade e, para tanto, precisa priorizar o ensino da Libras a sur-
dos e ouvintes como uma das condições para garantir a permanência e o sucesso
escolar.
“Quando chegamos na GED, em 2011, começamos a investir na questão da
inclusão e, para tanto, iniciamos um processo de capacitação dos professores com o
curso de Libras, ministrado pela professora Cristiane Penha, para que nossos edu-
cadores tivessem mais condições de entender nossas crianças, de poder ajudá-las,
trazendo-as para perto da gente e, em consequência, suas famílias, uma parceria
fundamental para que o trabalho flua com mais facilidade”, afirma Kátia.
Parabéns!!
Fonte: Revista APPAI EDUCAR, edição número 94, ano 2015, p.24 - 26.
Acesso em http://www.appai.org.br/revistaappaieducar/
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Maçonaria: Estudos Históricos Acadêmicos.
INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DA MAÇONARIA
O Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro está com inscrição aberta para diversos cursos de extensão. São eles: Noções Básicas para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos; Sociedades Secretas: os Iluminatis; e Introdução à História da Maçonaria.
Sobre os cursos:
O objetivo do curso é criar base para o desenvolvimento de uma pesquisa histórica crítica sobre a instituição conhecida como "Maçonaria", objetivando reduzir a defasagem entre os estudos históricos acadêmicos sobre o tema e os estudos desenvolvidos pela própria instituição maçônica. As inscrições podem ser feitas até 24 de julho.
Sociedades Secretas: os Iluminatis:
lluminati (plural do latim illuminatus, "aquele que é iluminado") é a denominação de diversos grupos, alguns históricos, outros modernos, reais ou fictícios. Comumente, o termo Illuminati tem sido empregado para referir-se aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta iluminista fundada em 1º de maio de 1776. Nos tempos modernos, também é usado para se referir a uma suposta organização que controlaria os assuntos de vários Estados secretamente, normalmente como versão moderna ou como continuação dos referidos Illuminati bávaros, como sinônimo e cérebro por trás dos acontecimentos que levarão ao estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial. Este curso se propõe a analisar e relacionar os eventos que levaram à criação e desenvolvimento desta sociedade secreta pelo prisma da documentação histórica existente sobre o tema; seus manifestos e filosofia nos campos social, político e cultural, na Europa e, posteriormente, no Brasil, abordando os marcos históricos da sua atuação política, desde os governos da chamada República Velha até a atualidade. Abordaremos ainda a síntese filosófica entre o pensamento iluminista e o ideário positivista, no intuito de entender o pensamento desta sociedade no Brasil. Inscrições abertas até 24 de julho.
Noções Básicas para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos:
O curso tem por objetivo promover aos profissionais de saúde capacitação, senso crítico e interesse em projetos de pesquisa envolvendo seres humanos nas diferentes áreas de conhecimento. Além disso, permitir o reconhecimento de seu papel à contribuição da investigação científica. É uma excelente ferramenta para reciclagem e atualização dos profissionais. As inscrições seguem abertas até o dia 7 de setembro.
No site do Centro de Produção da Uerj – www.cepuerj.uerj.br é possível encontrar todas as informações dos cursos citados e fazer inscrição online.
CENTRO DE PRODUÇÃO DA UERJ:
Rua São Francisco Xavier, 524.
Maracanã, Rio de Janeiro, RJ.
1º andar, Bloco A, Sala 1006.
CEP: 20559-900.
Horário de atendimento na recepção: de 2ª a 6ª feira, das 09h às 17h.
Teleatendimento: (21) 2334-0639, de 2ª a 6ª feira, das 09h às 17h.
E-mail: cepuerj@uerj.br - Site www.cepuerj.uerj.br
A Revista “Ciência & Maçonaria” é a primeira revista acadêmico-científica no Brasil dedicada a produção e divulgação de conhecimento em um campo de pesquisa cada vez mais estudado: a Maçonaria.
Acesso em http://www.cienciaemaconaria.com.br/index.php/cem
A MISSÃO PERMANENTE DA MAÇONARIA: Um sacerdócio maçônico.
Por Rubi Rodrigues.
Resumo:
O resgate da missão permanente da Maçonaria a qualifica como instituição a serviço da humanidade e a inscreve como representante atual de uma tradição milenar de Escolas de Mistério. A Maçonaria do século XXI está sendo beneficiada por conquistas culturais que lhe facultam levar a cabo o sonho acalentado pelos grandes iniciados de todos os tempos: disponibilizar um método racional capaz de libertar a mente humana da caverna platônica das ilusões. Obtém-se esse resultado, articulando as “doutrinas não escritas” de Platão, as conquistas culturais da modernidade e o saber esotérico cultivado na Maçonaria. Aqui, tentamos justificar essa tese.
Políticas Editoriais:
» Foco e Escopo
» Políticas de Seção
» Processo de Avaliação pelos Pares
» Periodicidade
» Política de Acesso Livre
» Seções.
Foco e Escopo:
A Revista “Ciência & Maçonaria” é a primeira revista acadêmica no Brasil dedicada a contribuições acadêmicas em um campo de pesquisa cada vez mais estudado: a Maçonaria. Seu formato é exclusivamente eletrônico e com publicações semestrais. Sua finalidade é publicar produção multidisciplinar relacionada à Maçonaria de especialistas, professores e alunos de diversas universidades. O objetivo é disponibilizar conhecimento sobre Maçonaria e democratizar a produção acadêmica sobre esse objeto de pesquisa: a Maçonaria.
A Revista “Ciência & Maçonaria” destina-se à publicação de textos inéditos na modalidade de artigos, ensaios e resenhas. Trata-se de um espaço aberto para professores, pesquisadores e estudantes que desejam publicar suas análises, reflexões e resultados de pesquisas realizadas. A revista também está aberta ao público maçônico em geral para suas contribuições. Considera-se ainda, como principal requisito para publicação na Revista “Ciência & Maçonaria”, que a produção apresente conteúdo analítico-interpretativo, de maneira coerente com rigor científico na área de estudo das ciências humanas e sociais.
Os artigos podem ser das seguintes CATEGORIAS: teórico, empírico, ensaio ou resenha bibliográfica:
Artigo Teórico:
O artigo teórico deverá basear-se em questões maçônicas ligadas a uma das ciências humanas e sociais e apresentar uma reflexão/interpretação crítica dos fenômenos observados, sustentado por referências bibliográficas relevantes.
Artigo Empírico:
O artigo empírico deverá fundamentar-se em procedimentos metodológicos relevantes, na tentativa do desenvolvimento de análises e interpretações que produzam avanço ou conhecimento na área.
Ensaio:
O ensaio trata-se de uma forma livre de análise e interpretação de fenômenos relacionados à Maçonaria, apresentando novas perspectivas e enfoques sobre temas relevantes; contribuindo assim para o avanço da produção cientifica.
Resenha:
A resenha consiste em análise crítica de livros, teses, dissertações e monografias, publicadas no Brasil e no exterior sobre Maçonaria.
Políticas de Seção:
Artigos:
Política padrão de seção.
Verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares.
Ensaios:
Verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Verificado Avaliado pelos pares.
Resenhas:
Verificado Submissões abertas Não verificado Indexado Não verificado Avaliado pelos pares.
Processo de Avaliação pelos Pares:
O processo de avaliação da Revista Ciência & Maçonaria consiste nas seguintes etapas: O artigo original será analisado pelo editor responsável da revista, de modo a se analisar se cumpre com os requisitos temáticos e metodológicos e definir a área de avaliação o qual será direcionado. Com a etapa de definição, o artigo será enviado a dois avaliadores externos, preservando o anonimato dos autores e entre os avaliadores (peer blind review), que por sua vez, procederão de acordo com os critérios:
1. Publicar sem alterações;
2. Publicar com pequenas alterações, efetuadas pelos avaliadores;
3. Retornar ao autor com orientações de correções a serem efetuadas, podendo ser publicado posteriormente;
4. Retornar ao autor com a reprovação do artigo, sem publicação posterior.
Periodicidade:
A Revista “Ciência & Maçonaria” apresenta volumes anuais com periodicidade semestral; sendo dois números por ano. A RC&M apresenta-se em formato digital, onde o leitor pode facilmente efetuar buscas por temas, títulos, autores, além de possibilitar salvar os artigos em formato ".pdf" quando necessário, sem a necessidade de autorização prévia. Os volumes serão divididos em:
N.1: Jan/Fev/Mar/Abr/Mai/Jun/ - publicado em Julho
N.2: Jul/Ago/Set/Out/Nov/Dez - publicado em Janeiro.
Política de Acesso Livre:
Esta revista oferece acesso livre imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização mundial do conhecimento.
Seções:
A Revista Ciência & Maçonaria é dividida nas seguintes seções, nas quais os artigos a serem submetidos devem ser enquadrados:
1. Linguística, Filosofia e Simbologia.
2. História.
3. Sociologia, Antropologia, Administração, Ciência Política, Pedagogia e Direito.
4. Teologia.
5. Psicologia e Pedagogia.
A C&M - Ciência & Maçonaria (ISSN 2318-0129) consta nos seguintes indexadores e diretórios:
DOAJ – Directory of Open Access Journals.
ROAD—Directory of Open Access Scholarly Resources.
Academic Journals Database.
Latindex – Sistema Regional de Información em Línea para Revistas Científicas de América Latina, el Caribe, España y Portugal.
Sumarios.org - Sumários de Revistas Brasileiras.
Diadorim - Diretório de Políticas de Acesso Aberto das Revistas Científicas Brasileiras.
Acesso em http://www.cienciaemaconaria.com.br/index.php/cem/article/view/36
ESTAÇÃO DAS LETRAS: lançamento de livro.
08 de julho
[quarta-feira].
Às 18h.
Entrada Franca.
Lançamento do livro Gramática da Ira
e bate-papo com o poeta Nelson Maca.
Sobre Nelson Maca – Poeta e professor de Letras da UCSAL. Articulador do Coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia e do Sarau Bem Black. Com Berimba de Jesus, realiza o Encontro de Literatura Divergente em São Paulo.
Endereço:
Estação das Letras-
Rua Marquês de Abrantes, 177 - Lojas 107/108 :: Flamengo.
Rio De Janeiro, RJ 22230-060.
Brasil.
Telefone: (21) 3237-3947.
http://estacaodasletras.com.br/
quarta-feira, 1 de julho de 2015
terça-feira, 30 de junho de 2015
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Introdução à História da Maçonaria: cursos de extensão na UERJ.
O Centro de Produção da Universidade do Estado do Rio de Janeiro está com inscrição aberta para diversos cursos de extensão. São eles: Noções Básicas para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos; Sociedades Secretas: os Iluminatis; e Introdução à História da Maçonaria.
Sobre os cursos:
Introdução à História da Maçonaria:
O objetivo do curso é criar base para o desenvolvimento de uma pesquisa histórica crítica sobre a instituição conhecida como "Maçonaria", objetivando reduzir a defasagem entre os estudos históricos acadêmicos sobre o tema e os estudos desenvolvidos pela própria instituição maçônica. As inscrições podem ser feitas até 24 de julho.
Sociedades Secretas: os Iluminatis:
lluminati (plural do latim illuminatus, "aquele que é iluminado") é a denominação de diversos grupos, alguns históricos, outros modernos, reais ou fictícios. Comumente, o termo Illuminati tem sido empregado para referir-se aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta iluminista fundada em 1º de maio de 1776. Nos tempos modernos, também é usado para se referir a uma suposta organização que controlaria os assuntos de vários Estados secretamente, normalmente como versão moderna ou como continuação dos referidos Illuminati bávaros, como sinônimo e cérebro por trás dos acontecimentos que levarão ao estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial. Este curso se propõe a analisar e relacionar os eventos que levaram à criação e desenvolvimento desta sociedade secreta pelo prisma da documentação histórica existente sobre o tema; seus manifestos e filosofia nos campos social, político e cultural, na Europa e, posteriormente, no Brasil, abordando os marcos históricos da sua atuação política, desde os governos da chamada República Velha até a atualidade. Abordaremos ainda a síntese filosófica entre o pensamento iluminista e o ideário positivista, no intuito de entender o pensamento desta sociedade no Brasil. Inscrições abertas até 24 de julho.
Noções Básicas para Pesquisa Envolvendo Seres Humanos:
O curso tem por objetivo promover aos profissionais de saúde capacitação, senso crítico e interesse em projetos de pesquisa envolvendo seres humanos nas diferentes áreas de conhecimento. Além disso, permitir o reconhecimento de seu papel à contribuição da investigação científica. É uma excelente ferramenta para reciclagem e atualização dos profissionais. As inscrições seguem abertas até o dia 7 de setembro.
No site do Centro de Produção da Uerj – www.cepuerj.uerj.br é possível encontrar todas as informações dos cursos citados e fazer inscrição online.
CENTRO DE PRODUÇÃO DA UERJ:
Rua São Francisco Xavier, 524.
Maracanã, Rio de Janeiro, RJ.
1º andar, Bloco A, Sala 1006.
CEP: 20559-900.
Horário de atendimento na recepção: de 2ª a 6ª feira, das 09h às 17h.
Teleatendimento: (21) 2334-0639, de 2ª a 6ª feira, das 09h às 17h.
E-mail: cepuerj@uerj.br - Site www.cepuerj.uerj.br
Revista Ciência & Maçonaria
A Revista “Ciência & Maçonaria” é a primeira revista acadêmico-científica no Brasil dedicada a produção e divulgação de conhecimento em um campo de pesquisa cada vez mais estudado: a Maçonaria.
Acesso em http://www.cienciaemaconaria.com.br/index.php/cem
A MISSÃO PERMANENTE DA MAÇONARIA: Um sacerdócio maçônico.
Por Rubi Rodrigues.
Resumo:
O resgate da missão permanente da Maçonaria a qualifica como instituição a serviço da humanidade e a inscreve como representante atual de uma tradição milenar de Escolas de Mistério. A Maçonaria do século XXI está sendo beneficiada por conquistas culturais que lhe facultam levar a cabo o sonho acalentado pelos grandes iniciados de todos os tempos: disponibilizar um método racional capaz de libertar a mente humana da caverna platônica das ilusões. Obtém-se esse resultado, articulando as “doutrinas não escritas” de Platão, as conquistas culturais da modernidade e o saber esotérico cultivado na Maçonaria. Aqui, tentamos justificar essa tese.
Acesso em http://www.cienciaemaconaria.com.br/index.php/cem/article/view/36
segunda-feira, 22 de junho de 2015
Joaquim Barbosa recebe o título de Dr. Honoris Causa pela Universidade Hebraica.
O ex-ministro do STF, Dr. Joaquim Barbosa, recebeu no ultimo dia 31 o título de Dr. Honor Honoris Causa pela Universidade Hebraica de Jerusalém.
Joaquim Barbosa veio a Israel acompanhado por uma delegação da Câmara de Comércio Brasil-Israel e foi recepcionado pelo atual Presidente de Israel, Reuven Rivlin.
A equipe da Moriah International Center esteve no evento e filmou este momento emocionante!
Informações em http://www.moriacenter.com/
domingo, 21 de junho de 2015
O voluntário anônimo.
por André Oliveira.
Assistimos todos os dias um índice crescente de aspectos sociais negativos, com sequelas e soluções de continuidade imensuráveis na saúde, educação e segurança pública.
Assistimos também o comodismo de muita gente que, acreditando ser invulnerável a todo e qualquer sinistro, esquivam-se de compartilhar, estão sempre com pressa, ignoram colaboração coletiva e omitem-se no próprio egoísmo. Lamentavelmente essas pessoas inertes ainda comungam aquela máxima de que: _pago meus impostos e exijo meus direitos_. Está na hora de rever seus conceitos.
Está na hora de ver o que se passa na sua rua e no seu bairro. Há muita atividade que poderia melhorar o convívio e a vida das pessoas se cada uma delas absorvesse o espírito do voluntariado. De uma simples ajuda a grandes mutirões se consegue resultados espetaculares e os beneficiados são para todos, sejam crianças, jovens e adultos.
Quem ainda comunga que o governo é culpado daquilo ou disso está vendo a vida passar e não se coaduna com a cidadania plena entre seres humanos. Há pessoas que são capazes de destinar horas passeando com cães, mas não se oferecem para levar os idosos num dia de sol na pracinha mais perto de casa.
Solidarizam-se com semelhantes somente na época do natal e acreditam que estão aumentando seus créditos com Deus para após a morte entrarem no céu. Ora, está na hora de se trabalhar o hoje. Viver e atuar com espírito de grupo, compartilhando e ajudando no que for possível.
Bem perto da sua casa há um posto de saúde, um hospital, uma escola, uma creche. Por que não ajudar com uma hora por dia como voluntário. Há tantas maneiras de colaborar que você vai se surpreender quando conhecer o interior dessas repartições.
No Instituto dos Cegos de Londrina, estado do Paraná, por exemplo, os voluntários anônimos, gravam fitas de livros inteiros, poesias, contos, crônicas, para que todos os deficientes visuais possam ter a _leitura auditiva_. Um trabalho emocionante porque proporciona uma viagem pelo universo da imaginação.
Nos hospitais que tratam do câncer em vários pontos do país, o expediente administrativo pode ser auxiliado com o mínimo de domínio do computador, para ajudar no preenchimento dos formulários, por exemplo. Ou ainda auxiliar na cozinha, recolher donativos, levar uma palavra aos doentes ou simplesmente visitar as pessoas que estão internadas.
Nas creches, que tal servir a merenda para as crianças uma vez por dia? Compartilhar do momento do recreio e voltar no tempo, para que a dormência lúdica que existe em cada um de nós floresça novamente e produza em nosso metabolismo as boas endorfinas da alegria e felicidade.
Pessoas aposentadas e felizes, em muitas partes do país, se solidarizam com escolas de periferia e lá ensinam crianças a jogar xadrez, dama, dominó e a montar os deliciosos quebra-cabeças. São essas atividades que fazem as crianças e os jovens terem a boa disputa esportiva e conhecer a verdadeira relação de vitória e derrota. Molda-se o caráter através da prática do raciocínio. Não há agressões de impactos.
Ações voluntárias fazem muita diferença porque estreitam laços, resgatam convívios de amizade, eliminam a vaidade humana e aproximam as pessoas no entendimento de que o bom mesmo na vida é ser e não ter.
Aos que desejarem orientações para encontrar uma vaga de serviço voluntário ou outras informações sobre o tema, podem procurar o Planeta Voluntários é um site não governamental, apartidário e ecumênico, criada em maio de 2009, com a visão de desenvolver a cultura do trabalho voluntário organizado, que leva o serviço voluntariado a auxiliar milhões de brasileiros e entidades que necessitam de todo tipo de ajuda.
O site conta com uma Rede Social que cruza as informações dos voluntários com as instituições cadastradas, sendo um elo entre elas.
Fonte: Marcio Aurelio - Agencia Nacional de Notícias.
contato@agencianacionaldenoticias.com.br
Tel: (43) 3037-1240.
Caixa Postal: 7016 / Londrina / Paraná / Brasil.
CEP: 86050-981.
André Oliveira*-
Diretor da CredFácil - Colaborador do Planeta Voluntários.
http://www.planetavoluntarios.com.br
Doutorado em Ciências da Reabilitação UNISUAM.
Recomendado pela CAPES em 2015, o Doutorado em Ciências da Reabilitação da UNISUAM é o único no Estado do Rio de Janeiro, com perfil multidisciplinar, pois agrega todos os profissionais que possuam como foco principal a investigação de temáticas que contribuam para a construção de evidências cientificas em reabilitação.
Esta configuração possibilita a capacitação interdisciplinar de pesquisadores independentes e docentes de distintas formações acadêmicas, que atuam ou pretendem atuar com reabilitação e promoção da saúde, articulando ensino e pesquisa.
O Programa de Pós-graduação em Ciências da Reabilitação é inovador na constituição de suas linhas de pesquisa, uma vez que além das linhas de pesquisa mais tradicionais em Reabilitação – Avaliação Funcional em Reabilitação e Abordagem Terapêutica em Reabilitação – conta com a linha Avaliação e Intervenção no Esporte Adaptado que inclui o estudo de intervenções para prevenir e recuperar lesões advindas da prática esportiva adaptada e otimizar o desempenho funcional de paratletas.
Ao ofertar o curso de Doutorado em Ciências da Reabilitação, a UNISUAM cumpre sua missão de contribuir com a formação de excelência de recursos humanos para exercer a pesquisa de forma autônoma, com capacidade de inserção em programas já consolidados ou criar e desenvolver novos núcleos de pesquisadores em centros emergentes, além de exercer a docência altamente qualificada.
Coordenação: Prof. Dra. Sara Menezes.
Coordenação Adjunta: Prof. Dr. Arthur de Sá Ferreira.
Informações:
Secretaria do Mestrado e Doutorado em Ciências da Reabilitação:
Tel.:(21) 3882-9797 ramal: 1012
E-mail: secretariacr@unisuam.edu.br
Endereço: Praça das Nações, 34 - Bonsucesso – Rio de Janeiro.
quinta-feira, 11 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Intelectuais da Igreja na Baixa Idade Média: nas Universidades.
Por Vitor Reis*, Renato Queiroz**.
RESUMO:
Este artigo tem como assunto central. Os Intelectuais na Idade Média, e trazendo todo o seu contexto histórico. Na Baixa Idade Média, e tratando especialmente dos Intelec-tuais nas Universidades Européias. Sua origem, sua importância. E como a Universida-de se tornou uma grande questão política e cultural.
SUMMARY:
This article has as its central subject. Intellectuals in the Middle Ages, and bringing all their historical context. In the Middle Ages, and especially in the case of Intellectuals in European Universities. Its origin, its importance. And as the University became a major political and cultural issue.
A Sociedade Européia Medieval era plural, como em todo momento histórico teve questões culturais, religiosas, institucionais que deixaram cicatrizes fortíssimas de herança nas gerações vindouras. O Período que nomeado de a Noite de Mil Anos, pe-los Iluministas dura cerca de dez séculos (V-XV). Dois pontos são de destaque: primei-ro, que para muitos Historiadores é considerada uma extensão da Idade Antiga. E se-gundo, sobre esta Sociedade que será construída a Europa Moderna.
O fim da Idade Média é um período de agitação. A queda do surto demográ-fico, depois o seu refluxo agravado pelas fomes a pestes, das quais a de 1348 foi catastrófica, as perturbações na alimentação da economia ocidental em metais preciosos que provocam fome de prata e depois de ouro, fome agudi-zada pelas guerras – guerra dos Cem anos, guerra das Duas Rosas, guerras Ibéricas, guerras italianas -, tudo concorre para acelerar a transformação das estruturas econômicas e sociais do Ocidente. A evolução da renda feudal, que massivamente assume forma monetária, perturba as condições sociais. Aprofunda-se o fosso que separa as vítimas dos beneficiários desta evolução. A linha divisória passa pelo centro das classes urbanas (LE GOFF, 1984, 125).
Para Franco Cambi, O “Outono da Idade Média” chega devido ao desequilí-brio que entra a Baixa Idade Média. É em meio a todo esse caos. É o Poder Político que vem socorrer O Poder Econômico. A tal ponto que ocorre uma simbiose entre e Poder Político e o Poder Econômico, onde não se enxerga. O Primeiro e o Segundo e nem tão pouco o seu início e o seu fim. Pois, a Idade Média é uma Sociedade de pouco ou nenhuma mobilidade social. Dependendo de relações interpessoais com o Rei e a Nobreza, para mover-se socialmente. E é Jacques Le Goff, que nos esclarece isso:
O poder político vem em auxílio das forças econômicas. Durante séculos vai sustentar o Antigo regime. É a era do Príncipe. É servindo-o, fazendo, poder, seu funcionário ou cortesão, que se ganha riqueza, poder, prestígio. Com-preenderam-no os antigos poderosos, que se ligam às tiranias e às monarqui-as ao mesmo tempo em que outros homens vindos de novo, que se insinuam entre eles graças ao favor do príncipe.
Neste contexto vai desaparecer o Intelectual da Idade Média. O Primeiro plano da cena cultural vai ser ocupado por uma nova personagem; o Huma-nista. Mas este só no fim dará o empurrão que fará desaparecer o seu ante-cessor (LE GOFF, 1984, 126).
Para Maria L. de Arruda Aranha, as Universidades Medievais são uma releitura das Universidades Superiores da Idade Antiga, que serve como um paradigma para a cultura. Assim, a Universidade não tinha conotação alguma ligada a ensino ou Educa-ção. No entanto, representava toda e qualquer Assembléia Corporativa de profissio-nais, que acaba sofrendo influencia burguesa esperançosa de mobilidade social.
Ambos, Le Goff e Aranha são unânimes quando destaca Pedro Abelardo como o mais atraente dos Intelectuais da Idade Média, quando se fala em poder de discursar. No Século XII as Universidades tendem a reler-se internamente para dar conta de atender os novos atores sociais medievos, que a cada instante modernizava-se. Assim, que conforme aumenta o status da Universidade muda no tempo. A Instituição passa a ser alvo de disputa entre os reis e a Igreja, isso é um fenômeno quase que universal no tempo medievo.
A universidade mais Antiga que se tem notícia talvez seja a de Salerno, na Itá-lia, que oferecia o curso de Medicina, desde o século X. No final do século XI (em 1088) foram criadas as universidades de Bolonha, na Itália especializada em Direito, e no século seguinte, a de Teologia, em Paris. Na Inglaterra desta-cam-se a de Cambridge e a de Oxford, com predominante interesse estudos pelos estudos científicos como matemática, física e astronomia. Outras for-mam criadas em Montpellier, Salamanca, Roma e Nápoles. Nos territórios Germânicos, as Universidades de Praga, Viena, Hiedelberg e Colônia só apre-cem ao final do século XVI. Ao longo da Idade Média foram fundadas mais de oitenta na Europa Ocidental (ARANHA, 2006, 110 p.).
Para acrescentar no assunto da origem das Universidades. Segundo Mario Alighero Manacorda, a origem se situa no anseio de Clérigos em busca Mestres famo-sos, que deste nasce o fenômeno chamado Clerici Vagantes. Condenado pelas Autori-dades Eclesiásticas.
Segundo Antonio Gramsci, na sua obra: A formação dos Intelectuais. Todo e qualquer grupo social tem seus Intelectuais. Portanto é algo enigmático conceituá-lo. Existem dois padrões triviais. O primeiro é o Intelectual Orgânico. Esse é oriundo de uma categoria importante do modelo de produção vigente. O Empresário Capitalista é um padrão deste modelo de intelectualidade, ainda que sendo da prateleira de cima do resíduo social, é um orientador e direcionador das massas. Ocorre uma situação relacional da atividade intelectual e a própria sociedade
Prosseguindo, Gramsci em sua obra destaca outra categoria de Intelectuais: Os Eclesiásticos. Destacando que, para Gramsci em toda a sociedade existem Intelectuais Tradicionais. E o resíduo de ideologias econômicas, ou seja, os novos Intelectuais – são os Revolucionários.
No pensamento de Gramsci ocorreu um domínio dos Intelectuais Eclesiásticos, na Noite Gótica, na Noite de Mil anos – Idade Média. Tudo que tocavam dominavam como um grande polvo: a Ciência; a Justiça; a Moral; a Filosofia; a Escola; o Ensino. E todas as Instituições que pudesse erguer um poder concorrente. Tornando-se uma In-telectualidade Orgânica com estreitos laços com dominadores Sociais. Tudo isso tinha um preço, as rivalidades se aguçaram. Nesse período arvora também a Aristocracia Togada. Conjuntamente, a pluralidade de Mentalidade Tradicional é uma ajudadora mútua na história, para se conservarem independentes e ornados de um memorial autônomo.
No Ponto de vista de Gramsci é errôneo o Trabalho Intelectual do conjunto de relações sociais. Igualmente, cada respectivo grupo que os representam – admiti toda a complexidade orgânica e generalista da Sociedade. Todos nós seres humanos somos Intelectuais, e discordando em suas posições profissionais. A separação é devido a re-ferendar-se ao caráter profissional. Assim para Gramsci não existe o não intelectual. A divisão social do trabalho é a expressão da fragmentação da Sociedade. A desigualda-de social atinge e divide o trabalho intelectual e manual; citadino e campestre. Assim. O tipo de divisão de trabalho corresponde á estrutura de Classes da Sociedade.
Como os universitários enobreceram-se? Primeiramente, tornou-se uma Classe ou Estamentos de privilégios. Em meio a um tempo tão áridos economicamente, eles lucram com os pagamentos de lições. Mesmo com a oposição da Igreja. Originam-se uma redução de ensino gratuito nas universidades, com base me seus respectivos esta-tutos.
Assim se extingue essa alimentação das universidades em estudantes de condição modesta, que tinham sido o fermento das faculdades. A partir de então, não mais a elas terão acesso, a não ser aqueles que forem sustentados por um protector desejoso de retê-los junto de si ou aqueles que se conten-tarem com uma existência de boêmia onde as ambições intelectuais são se-cundária – um Villon ( LE GOFF, 1984, 127p.)
Um exemplo de excentricidade ocorreu na decisão dos Doutores em Direito da universidade de Pádua. Mostra à proporção que as coisas tomaram na relação Mes-tre-Estudante. Por volta de 1400 elaboram um estatuto, que estabelecem uma escala gradativa de aumento de remuneração dos Mestres, de contra partida os Estudantes Bolsistas mantém suas Bolsa congeladas. Isso mostra outra simbiose entre a Política Universitária e a Economia Européia de 1450-500. Essas Autoridades quando tomam tal atitude, com o objetivo de não estabelecer ligação entre o custo de vida e os salá-rios. Percebe-se uma ligação estrita entre economia e Educação. Os Universitários flutuam em torno de Estamentos Sociais que vivem de modo econômico feudal: quer feudal-tradicional; feudal-senhorial e feudal-capitalista. Até porque é deste modelo econômico que os Universitários construíram suas maiores fontes de renda. Mesmo em meio aos caos Social, que vivia a Idade Média do século XIII em diante. A vida de Universitário não era tão glamorosa assim, existe outro lado da moeda:
Assiste-se à decadência da riqueza de numerosos Universitários, casa e ter-ras vendidas uma a uma. Daí a obstinação no recebimento de outros proven-tos: pagamentos dos estudantes, salários devido aos exames. Daí também a renovação de parte do pessoal universitário, com base nas suas possibilida-des econômicas. Daí, finalmente, as razões de natureza financeira que lava-rão os universitários para novos centros de riqueza, para cortes dos prínci-pes e dos mecenas eclesiásticos ou laicos (LE GOFF, 1984, 129p.)
Quando olhamos a Sociedade Medieval pelo prisma, de Durkheim os Intelectu-ais estavam inseridos em uma Sociedade de pouca mobilidade, de uma Solidariedade Mecânica, ou seja, o indivíduo é tratado como coisa. Uma Sociedade com o Direito Repressivo (baseado em prevenções); sem a divisão social do trabalho; a Consciência era pequena; as funções no trabalho eram iguais; uma Sociedade com pouca diferen-ciação social; uma Sociedade Linear e menos dependente que a Moderna.
A Sociedade Medieval baseada na diferença entre a superioridade do Clero e Nobres por situarem no primeiro Estamento Social. Na lógica do tempo Medievo é natural. O Sociólogo Marx Weber, o Estamento é baseado em tradição; sangue; Famí-lia; é um grupo restrito; o dinheiro na lhe dá acesso, e esta Sociedade é adestrada com o a dominação tradicional . O Social e Político atingiram questão da Educação. Agora, na Educação ergue-se uma espécie de Nobreza. Constrói-se toda uma estrutura para se acomodar-se sobre ela sem maiores problemas.
Em Pádua é decretada em 1394 a entrada gratuita no colégio dos juristas pa-ra todo doutor que pertença à descendência masculina de um doutor, mes-mo que um dos intermediários não tenha sido doutor. Em 1409 precisa-se que um filho de doutor deve ser sujeito a exame gratuitamente. Esta forma-ção de uma Oligarquia Universitária contribuía simultaneamente para reduzir significativamente o nível intelectual e para conferir ao meio universitário uma das características essenciais da nobreza: a hereditariedade. Constituía-se uma casta (LE GOFF, 1984, 129p.).
Os Universitários adotam uma vida que muitas vezes não podiam sustentar por muito tempo era um risco a ser corrido, pois queriam conquistar a Nobreza. E move se todas as peças do tabuleiro para fazer parte da mesma.
Para ascenderem a uma aristocracia, os universitários adoptam um dos habi-tuais dos grupos e dos indivíduos dos grupos e dos indivíduos para ingressa-rem na nobreza [...]
Dos seus hábitos e dos atributos da sua função faz em símbolos de nobreza. A cátedra, cada vez mais decorada de um espaldar de características senhori-ais, isola-os, exalta-os, glorifica-os [...]. As casas dos universitários tornam-se luxuosas [...]. Os túmulos são verdadeiros monumentos [...] (LE GOFF, 1984, 130p.).
Para Le Goff, a Ciência tornou-se uma ferramenta de poder político e econômi-co. São os Intelectuais que volumeiam as fileiras que faz distanciamento entre o tra-balho manual do intelectual – divide as profissões. Efetua-se uma separação oficial entre o técnico e o científico. Toda essa aristocratização da Sociedade desdobra-se no grau de importância que ganha a Instituição chamada Colégio. Muitos são notáveis sem dúvida tomam uma proporção institucional incrível. Todavia, o grande destaque ainda eram as Universidades.
As universidades tornavam-se assim potências ancoradas no meio do tempo-ral, proprietários cujas preocupações econômicas a administração dos negó-cios corporativos, das casas senhoriais. Os selos que haviam sido a insígnia da corporação transformavam-se nas armas da dama (LE GOFF, 1984, 134 p.).
Outro ponto a ressaltar é a Escolástica, que é mais nobre das expressões da Filosofia Cristã Medieval. Seu auge é no século XII-XIII. Assim, nomeada por se lecio-nada nas Escolas. Scholacsticus era o nome dado a quem lecionava das artes liberais, que mais a frente atingiria os professores e Teologia Filosofia, sobre uma nova no-menclatura magister. A Escolástica cumpre um grande papel para os Intelectuais na Idade Média.
Após o trabalho enciclopédico dos sábios da primeira parte da Idade Média, a escolástica iniciou a sistematização da doutrina, recorrendo cada vez mais ao concurso da razão. As Universidades serão o foco, por excelência, dessa fermentação intelectual. Até entre os fiéis, mesmo quando não se despreza-va a religiosidade, o gosto pelo racional se tornava evidente. Enquanto na Idade Média, com a urbanização, a sociedade tornou-se mais complexa e as heresias aumentaram, prenunciando as rupturas na unidade secular da Igreja (ARANHA, 2006, 114).
O Divórcio entre a razão e a fé tem como referencial o franciscano Guilherme de Ockham. É a partir dele que a Teologia começa se perseguida pela Escolástica. Nasce uma busca pela estabilidade “Fe-razão”. A Origem da separação está em Duns Escoto. Para Duns Escoto, Deus é um ser tão acima da percepção humana, que razão humana não tem como dimensioná-lo. Pois, Deus está no cerne da Teologia, e conse-guintemente fora do alcance da razão. Ockham conduz a ideia de Duns Escoto, e de-pois de Ockham as questões redimensionam-se.
Depois de Ockham, as questões diminuem em número e concentram cada vez mais sobre a omnipotência e o livre arbítrio. Simultaneamente rompe-se todo e qualquer equilíbrio entre a natureza e a graça. O homem pode cum-prir com tudo aquilo que Deus exige dele, mesmo que esteja fora da graça. O ensino dogmático perde todo o alcance. O conjunto dos valores acha-se sub-vertido. O bem e o mal já se não excluem necessariamente. As forças huma-nas não podem ser discutidas senão em termos naturais, confrontadas com a experiência (LE GOFF, 1984, 137p.).
O grande acontecimento a destacar é que muitos dos Sábios Medievos tinham Instituições de grande destaque, que num determinado momento sai da inércia medi-eval, e rumam para escavara às bases do Renascimento. Que é fruto de embate, relei-tura, e inovação de diversas ideologias. A Escolástica é sepultada pela Ciência Racional sem sequer ter um enterro de honras. Consequentemente, os Universitários se unem a Espiritualidade Humanística.
Resta acrescentar que eles contribuíram poderosamente para o descrédito do racionalismo que, ele, teria sido capaz de moldar os espíritos dos intelec-tuais e de lhes dar, mais cedo, hábitos mentais e métodos necessários ao progresso da ciência. Enveredaram por becos sem saída (LE GOFF, 1984, 139 p.).
As ideias políticas e o momento histórico do final da Idade Média elevam as Universidades de simples Instituições de “debates” para uma Instituição Política, ativis-ta. Uma referência a inspiração de um sentimento romântico nacional. Pois, contribu-em para uma nova ideia de Estado. Vem á tona uma busca pela afirmação de um: Es-tado Laico, Autônomo, que tinha como principal meta era o divórcio do Direito e a Moral.
O Estado todo-poderoso reivindica todos os direitos relativos à vida social cu-ja unidade é fortemente proclamada, detém o poder legislativo, executivo, jurídico. É universal: num dado território nenhum súbdito pode escapar á au-toridade do príncipe. Concretamente, o Estado laico não se satisfaz com a re-jeição da Igreja para o domínio espiritual; reclama para si mesmo a uma mis-são espiritual, o direito de administrar também esse domínio (LE GOFF, 1984, 147 p.).
As Universidades com essas ideias darão muitos frutos, e dentre eles muitos arautos, ainda que paradoxais, e divergentes como: Maquiavel; Lutero; Hobbes; Rous-seau. Todavia, o grande destaque é Ockham, devido as suas ideias visionárias no sécu-lo XIV.
As teorias políticas de Ockham e o averroísmo político se defendem uma te-se extrema ultrapassando em muito as condições do século XIV, mas que te-ve um eco considerável – estão de acordo com uma tendência geral da re-flexão intelectual aplicada ao exame da evolução política. Essa tendência, toma partido pela fragmentação da cristandade. Adopta o particularismo (LE GOFF, 1984, 147 p.).
A universidade de Praga é primeira que podemos chamar da Nacional. É ergui-da em um ambiente turbulento. A Instituição não é diferente das outras Universidades é dominada pelos Mestres e Estudantes Alemães. E se multiplicam quando se mudam de Paris na época do Grande Cisma. Agora, tem embates étnicos e corporativistas. Os Estudantes Alemães não tardam a erguer Leipzig, e a deixar Praga. Outra Insti-tuição de destaque é a universidade de Paris, que tem codinome de “a Filha mais ve-lha do rei da França” e a grande Juíza Teológica. A sua reputação é imensurável, mais ainda tem uma relação íntima como o Papado. Mas, ela não escapa do efeito do Cis-ma – desequilibra-se, tendo que fazer uma escolha. Fica com o Papa da Avinhão. Ao mesmo tempo, que tem o amparo papal, quer uma relação mais direta e íntima coma a Monarquia.
Assim, as Universidades triunfam no Concílio de Constança e é apenas uma fi-gura decorativa do Concílio da Basiléia. As Universidades se abriram ao Humanismo ao se distanciarem do domínio Papal. Os Humanistas viviam sob a diretriz monárquica: servia-a diariamente; no silêncio dos Castelos; na tranqüilidade; na ociosidade. “Assim abandonam os humanistas uma das tarefas fundamentais do intelectual, o contacto com a massa, a ligação entre a ciência e o ensino” (LE GOFF, 1984, 165 p.). Este colap-so só chega ao fim com a Contra-Reforma. Ainda na questão dos humanistas é só ob-servar como Le Goff descreve-o sinuosamente:
...Se o Intelectual da Idade Média acabou por atrair a sua vocação para cienti-ficamente, fê-lo renegado a sua própria natureza. Humanista toma aberta-mente o espírito, o gênio por divisa, mesmo quando fraqueja sobre os textos ou quando a sua eloqüência soa falso. Escreve para os iniciados...
Sim o ambiente que nasce o humanista é muito diferente do buliçoso estalei-ro urbano – aberto a todos, interessado em fazer progredir simultaneamente todas as técnicas e em unificá-las numa economia comum – em que se for-mara o intelectual medieval.
O meio ambiente do humanista é o do grupo, da Academia fechada e quando o verdadeiro humanismo conquista Paris não é ensinado nas Universidades, mas nessa Instituição destinada a uma elite: o Colégio dos Leitores Reais, o futuro Colégio da França (LE GOFF, 1984, 161 p.).
Outro grande nome re forçar a posição de Le Goff, quanto ao Humanismo é Manacorda na particularidade que tem o humanista:
Humanismo nasce aristocrático, e, embora nenhum outro movimento cultu-ral tenha dedicado maior atenção, todavia o renovado contato com os clás-sicos gera nos novos intelectuais uma aversão não somente pela cultura me-dieval, mas também pela sua forma tradicional de transmissão, a escola (MA-NACORDA, 2006, 175p.).
Em suma, a Universidade é uma Instituição chave para entender a Intelectuali-dade da Sociedade Medieval. É o centro da Intelectualidade, e uma peça importante que passa a interessar o Papado e o Rei. A Universidade e os Intelectuais sofrem com os acontecimentos externos como os próprios fenômenos sociais: O Cisma do Oriente e o Humanismo. Mas, elas estavam sempre sofrendo releituras. Uma Instituição que começa com a função de debate se transforma utilidade, e ás vezes em árbitra teoló-gica. Ganham status e força. E sem dúvida, que os principais intelectuais da Idade Mé-dia saíram das Universidades.
Bibliografia:
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação de da Pedagogia: geral e do Brasil. 3ª Ed. Ver e ampli. São Paulo. Moderna, 2006.
CAMBI, Franco. História da Pedagogia. Tradução: Álvaro Lorencini. São Paulo. Fundação Editora da UNESP (FEU), 1999.
LE GOFF, Jacques. Os Intelectuais na Idade Média. Tradução: Margarida Sérvu-lo Correia. 2ª Ed.? Editora Gradiva, 1984.
GRAMSCI, Antonio. A Formação dos Intelectuais. Tradução e notas: Serafim Ferreira. Editora Robson Achimé, Rio de Janeiro?
MANACORDA, Mario Alighiero. História da Educação: da antiguidade aos nos-sos dias. Tradução: Gaetano Lo Monaco; revisão da tradução Rosa dos Anjos Oliveira e Pablo Nosella. 12ª Ed. São Paulo. Cortez, 2006.
QUINTANEIRO, Tania et al. “Um toque de clássicos: Marx; Durkheim; Weber. ED. UFMG, Belo Horizonte, 2007.
Vitor Reis* - Renato Queiroz** São Acadêmicos do Curso de História do Centro Universitário ABEU. Contato com os autores em (reisdemelovitor@yahoo.com.br).
Artigo aprovado e indicado para publicação por Ch Penha Projetos Educacionais em 03 de junho de 2015. Acesso em http://chpenhaprojetoseducacionais.blogspot.com.br
domingo, 31 de maio de 2015
UNIFESP: 1º SEMINÁRIO DISCURSO, MÍDIAS, PESQUISA E ENSINO.
COMUNICAÇÃO ORAL APRESENTADA DIA 28 DE MAIO 2015.
INSTRUMENTALIZAÇÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Christiane Maria Costa Carneiro Penha, Katia Barbosa da Silva Peres e, Antonio Ricardo Penha.
RESUMO:
Basta um olhar atento sobre a oferta de novas tecnologias nas escolas do país
para identificarmos que a distribuição desses recursos são insuficientes. Alguns autores
(Edith Litwin, 2007; José
Armando Valente, 2008; Andrea Ramal & Buffara, 2008)
chamam atenção para este fato, e afirmam, que as tecnologias não estão disponíveis para
professores e alunos de forma democrática. Destaca
-
se entre esses recursos tecnológicos
a plataforma Educopédia, um
a idealização de Rafael Parente, cujo projeto tem em sua
essência, potencial de mudança no processo de construção de conhecimento junto aos
alunos, além de facilitar e potencializar, o trabalho dos professores. A Educopédia é uma
plataforma online que visa
proporcionar aos professores da rede municipal de ensino do
Rio de Janeiro uma fonte de postagens e consulta com dicas para ministrar suas aulas em
todos os níveis da Educação Básica. OBJETIVO: o
presente estudo objetiva analisar,
como a Plataforma Digita
l Educopédia ajuda a percepção de ensino e, aprendizagem, dos
acadêmicos dos cursos de licenciatura de um CENTRO UNIVERSITÁRIO, que
enfrentam dificuldades em sala de aula, durante a prática do estágio em turmas do ensino
fundamental, objeto da avaliaçã
o da 6ª. Coordenadoria Regional de Educação do
Município do Rio de Janeiro. METODOLOGIA: em sua metodologia a mídia Educopédia
oferece atividades autoexplicativas, com exercícios lúdicos e práticas para o
desenvolvimento do plano de aula. As orientações cu
rriculares de cada ano e disciplina
foram divididas em 32 aulas digitais, que correspondem às semanas da ano letivo,
retiradas àquelas voltadas para avaliações revisões. As atividades incluem exibição de
vídeos, animações, podcasts, mini
-
testes e jogos, se
guindo um roteiro pré
-
definido que
obedecem a teorias de metacognição, isto é, através do exercício de reflexão sobre a
maneira como se apresenta, repensa
-
se à cerca dos processos do pensamento individual
(EDUCOPEDIA, 2013). RESULTADOS: os resultados obtid
os são positivos, e constata
que a Educopédia oferece recursos para aproximar o aluno dos processos educacionais
disponibilizados pelas novas tecnologias, onde a tarefa humana de ensinar, com o auxílio
de ferramentas digitais pode ser considerado um trunfo
que viabiliza positivamente o
desenvolvimento de ensino
-
aprendizagem. Fornece também a professores, recursos
multimídias de pesquisa permitindo a contextualização de dados nas diferentes formas de
construção do conhecimento, virtual e presencial.
Palavras
–
chave: Educopédia; Plataforma online; Novas Tecnologias.
DISLEXIA E DESINFORMAÇÃO: UMA ANÁLISE DISCURSIVA ACERCA
DO BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR -
Valdilene
Fabrício
de
Menezes.
Resumo:
Apesar de grandes inovações pedagógicas, dos recursos multimídia
, de equipes
multidisciplinares, da inteligência e de oportunidades socioculturais, algumas crianças
falham no processo de aquisição da linguagem. Será um indício de dislexia? Não é raro
confundirmos dislexia com problemas de adaptação escolar, dificuldade
s naturais no
início da alfabetização, desmotivação nas atividades escolares ou até mesmo, indisciplina.
Matias (1996) considera a dislexia um distúrbio ou transtorno de aprendizagem na leitura,
escrita e soletração. É também vista como fator genético, o
que a faz motivo de
inquietação para pais, docentes e pesquisadores. Para Ivan e Luciana Isquierdi (2008) o
grande problema do diagnóstico, (quando este acontece) consiste em que ele não é feito
corretamente, pois, na maioria das vezes, é feito por leigos
sem nenhum tipo de
informação ou observação primária para que depois, a criança seja encaminhada ao
profissional habilitado e logo, medidas emergenciais sejam tomadas. A linguagem é
ferramenta principal no desenvolvimento e construção de saberes nos discen
tes. Sem a língua não haveria a comunicação, sem a comunicação não haveria os símbolos e sem
eles, não haveria o aprendizado. Quando isto ocorre, a criança frustrada absorve
problemas de variadas ordens, inclusive, social. O disléxico encontra muita dificuldade
em ler e entender, e por isso, seus problemas só aumentam. Eles confundem letras e
sílabas, trocam o “a-o” ,“o “ e-d “, o “ n-h “, o “p-b”. Além disso, a escrita dessas crianças
é carregada de defeitos e se percebe uma irregularidade de desenhos nas letras, ora feitas
de uma forma, ora de outra, o que pode ser indício de falta de concentração e raciocínio.
Nossos objetivos quanto ao estudo desta pesquisa é analisar o discurso do professor de
ensino fundamental acerca da dislexia e identificar a desinformação do mesmo como
principal causa do baixo rendimento escolar do disléxico. A metodologia será qualitativa,
em escola pública, onde coletaremos os dados a partir de entrevistas semi-estruturadas,
gravadas e devidamente permitidas através da assinatura do TLC por parte dos sujeitos que serão um grupo de 40 professores. Esta pesquisa se dará através dos procedimentos
analíticos da Análise de Discurso. Esperamos como resultado, Identificar a
desinformação do docente; melhorar suas condições de trabalho atr
avés de informação,
promover palestras, debates e oficinas com dinâmicas inclusivas e reflexivas sobre
práticas educacionais.
Palavras
-
chaves: Discurso; Dislexia; Pesquisa e Ensino.
RESUMOS DE PALESTRAS E MESAS REDONDAS: dia 28 de maio de 2015.
16h - Palestra de abertura:
Frases sem texto: fenômeno discursivo, circulação na
mídia e desdobramentos em ensino/pesquisa.
Profa. Dra. Maria Cecíia Perez Silva-e-Souza (PUC/SP).
A mídia contemporânea é grande consumidora das chamadas frases sem texto, as quais,
por serem interpretadas em um momento e espaço público dados, ajudam a construir
questões políticas e sociais. Daí a importância de interpretá-las em diversos contextos de
ensino e pesquisa.
17h - Mesa Redonda 1 -
Prof. Dr. Paulo Ramos (Unifesp).
Profa. Dra. Ana Cristina Carmelino (Unifesp).
Coordenação: Prof. Dr. João Kogawa (Unifesp).
Tiras no ensino-aprendizagem:
um assunto para comentar, compartilhar e até curtir.
Prof. Dr. Paulo Ramos (Universidade Federal de São Paulo).
As tecnologias de informação têm levado o campo dos estudos da linguagem a
desenvolver novos conceitos para dar conta das mudanças trazidas pelas mídias virtuais.
Letramentos digitais, multiletramentos e multimodalidade são três deles. Afora as
diferentes perspectivas teóricas que possam nortear cada um dos conceitos, um possível
ponto de convergência é a premissa de que as novas mídias são meios de produção de
conhecimento, mesmo que isso ocorra em atividades ainda distantes do ambiente escolar,
como os games e as redes sociais. Esta exposição objetiva demonstrar que o contato
com uma dessas produções, as tiras virtuais, pode ser um instrumento bastante amplo de
estratégias linguísticas de produção de sentido a serem trabalhadas em atividades de
ensino-aprendizagem. Circulando em sites autorais, blogs e em redes sociais, esses
textos multimodais demandam do leitor o domínio de diferentes mecanismos, tanto
textuais quanto hipertextuais, que casam com as propostas de aplicação de gêneros que
envolvam letramentos digitais (COSCARELLI; RIBEIRO, 2007) e multiletramentos (ROJO,
2012, 2014) no meio escolar. A análise irá tomar como base tiras nacionais para
demonstrar como elas circulam nos variados ambientes virtuais e como se dá o contato
interacional com aquele conteúdo.
Porta dos Fundos no Ensino? Por que não?
Profa. Dra. Ana Cristina Carmelino (Universidade Federal de São Paulo).
As novas tecnologias modificaram radicalmente o modo de interação entre as pessoas e
os modos de acesso à informação. Esse contexto contemporâneo tem levado os
estudantes a terem contato com formas diferentes de leitura e de escrita. Do ponto de
vista do ensino-aprendizagem, o novo cenário tem levado a dois comportamentos: os que
ainda se ancoram nos métodos pedagógicos tradicionais e, por outro lado, aqueles que
enxergam nas novas tecnologias formas de transmissão de conteúdos e de
aprendizagem. Neste último caso, como aponta Prensky (2001), parte-se da premissa de
que o acesso a games, vídeos e redes sociais podem representar fontes de saber.
Baseados nesses preceitos, pretende-se, com esta exposição, demonstrar como vídeos
humorísticos demandam variadas estratégias para a produção de sentido. O recorte de
análise será uma mídia específica, esquetes criados pelo grupo brasileiro Porta dos
Fundos para o YouTube. A análise mostrará que um gênero tão popular da internet e entre
os alunos, se trazido para a realidade de ensino-aprendizagem, pode ser uma forma rica,
e mais atraente, de domínio de conteúdos discursivos.
19h - Palestra 2: Alcances e limites das mídias na escola
Profa. Dra. Maria da Graça Setton (USP)
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Ainda que o interesse entre educação e mídias venha crescendo de maneira significativa
no campo universitário, muito ainda precisa ser feito.
Neste sentido, a palestra visa fazer algumas considerações de ordem metodológica a fim
de instrumentalizar a prática de pesquisa e reflexão sobre o tema.
Tomando como base a dificuldade de se olhar o fenômeno da educação e das mídias
como fatos articulados, busca-se trazer uma perspectiva relacional e processual dos dois
processos com a intenção de ampliar e consolidar as representações sobre ambos.
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29 de maio de 2015
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16h30 - Mesa Redonda 2:
Profa. Dra. Beltrina Côrte (PUC/SP)
Profa. Dra. Marina Mendonça (Unesp/Araraquara)
Prof. Dr. João Kogawa (Unifesp)
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Coordenação: Prof. Dr. Carlos Renato Lopes (Unifesp)
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Os discursos da longevidade nas mídias
Profa. Dra. Beltrina Côrte (PUC-SP)
Para se entender os discursos vigentes sobre o longeviver humano é necessário retomar
os discursos teóricos que fundamentaram os estudos sobre o envelhecimento e a velhice
e como estes repercutem até hoje nas mídias e, consequentemente, em cada um de nós.
O que elas falam sobre como e por que envelhecemos? Qual é a representação do
discurso classificatório veiculado nos mais diversos veículos de comunicação? Afinal, qual
é o discurso da mídia sobre a etapa da vida mais longa da existência humana? Estas
questões norteiam o debate, o qual pretende chamar a atenção para a construção de
discursos que levem à uma nova postura da sociedade ante a profunda mudança da
estrutura etária da população.
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Práticas de escrita na escola e na mídia: reflexões sobre autoria
Profa. Dra. Marina Mendonça (Unesp-Araraquara)
A presença das pesquisas desenvolvidas pela Linguística em documentos oficiais
direcionados ao ensino/aprendizagem, em materiais didáticos e em práticas de uso
linguístico na escola é indiscutível e tem sido estudada nas últimas décadas. No entanto,
há inúmeras atividades que envolvem aprendizagem informal de uso da linguagem que
circulam na internet (em, por exemplo, sites educacionais, blogs de professores, aulas no
YouTube) e que demandam novas pesquisas, já que complementam as atividades
escolares no uso orientado pela curiosidade do internauta. Há também que se destacar,
reforçando essas práticas de aprendizagem informal, a força do mercado editorial, que
coloca em circulação publicações/guias para um bom desempenho no uso linguístico,
como é o caso de periódicos que têm por público alvo principal o professor e em que se
materializam discursos produzidos em diferentes esferas: científica, pedagógica, artística,
entre outras. Considero aqui essa materialização do discurso da Linguística na mídia em
contexto de aprendizagem informal. No caso, o recorte que faço é o discurso sobre
“autoria” quando o tema é a produção escrita escolar. O interesse é destacar algumas
abordagens do tema feitas por analistas do discurso brasileiros e refletir sobre sua
ressignificação em discursos sobre as práticas de escrita escolares na mídia.
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A crítica na mídia: uma análise da recepção de I, Frankenstein
Prof. Dr. João Kogawa (UNIFESP)
Barthes nos diz que o mito é uma fala. Seguindo esse postulado, este artigo levanta
algumas questões sobre o cinema na atualidade para compreender aspectos da “retórica
da imagem” na sétima arte. A tecnologia 3D, mais do que um artefato técnico, é entendida
aqui como potencialidade linguageira que atende a uma urgência atual: a inserção
participativa do outro no mundo virtualizado. Nesse sentido, tomamos como ponto de
partida as críticas feitas à nova versão do filme Frankenstein na mídia como um espaço
de tensão entre uma retórica 3D – mito contemporâneo da inclusão participativa – e uma
vontade de originalidade que visa inserir o filme em uma “tradição clássica”.
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19h - Mesa redonda 3
Hipóteses de trabalho sobre/com relações intercenográficas
Prof. Dr. Roberto Leiser Baronas (UFSCar/CNPq)
Lígia Mara Boin Menossi de Araujo (UFSCar/Fapesp)
Nesta comunicação, de natureza teórico-prática, com base em uma leitura discursiva de
quatro outdoors, dados a circular em 2007 por conta de uma campanha publicitária de
uma empresa brasileira de hortifrutigranjeiros, perscrutamos a hipótese de se tratar
didaticamente tais plataformas discursivas com objetivo de auxiliar no trabalho de
produção de textos e leitura na escola. Fundamentamos epistemologicamente e
metodologicamente nossa proposição na tríade conceitual: cena englobante; cena
genérica e cenografia, proposta por Dominique Maingueneau (2006) no âmbito dos
estudos do discurso.
Palavras-chave: Discurso; gênero discursivo, leitura e produção de textos na escola.
Produzir textos no Ensino Médio: entre o ENEM e a multimodalidade
Profa. Dra. Ana Elisa Ribeiro (CEFET/MG)
O professor que atua com estudantes de Ensino Médio sabe a pressão que sofre em sala
de aula com relação à “redação do ENEM”. A despeito da existência de quase fórmulas da
boa escrita e do conhecimento de certos padrões para “ir bem” nesse episódio da vida
estudantil, é importante tratar a produção de textos como uma competência para a vida e
para todas as etapas da formação, inclusive a superior. Apresento, nesta oportunidade,
alguns resultados de pesquisas e experiências que tenho tido com estudantes de terceiro
ano do EM, em uma escola pública federal, especialmente aquelas que se relacionam à
escrita de textos que demandam a orquestração de mais linguagens, tais como a imagem,
por exemplo. Com base em alguns preceitos de Kress (2003) e na semiótica social, venho
buscando compreender a produção textual desses jovens em relação à paisagem
midiá
tica atual.
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O conflito representacional acerca dos rolezinhos na mídia brasileira
Prof. Dr. Paulo Roberto Segundo (USP)
No final de 2013 e no início de 2014, os
rolezinhos
— encontros de jovens realizados,
primariamente, em shopping centers de grandes centros urbanos — tornaram-se notícia
nacional e centro de calorosas polêmicas na mídia brasileira, mobilizando especialistas de
distintas áreas, que tendiam a polarizar os eventos como manifestações orientadas ora
pela diversão, ora pela contestação social. Notícias, reportagens, editoriais e artigos de
opinião sobre o tema tomaram uma série de jornais e portais na internet. A questão
chegou, inclusive, a ecoar na imprensa internacional. Nosso objetivo, neste trabalho, é
examinar essa polêmica representacional instaurada no debate público acerca dos
rolezinhos, a partir de uma abordagem cognitivista (Hart, 2010, 2014; Chilton, 2005; Cap,
2013) aplicada aos estudos crítico-discursivos (Fairclough, 2003, 2010; van Dijk, 2003).
Em termos metodológicos, resolvemos trilhar um caminho diferenciado: tomamos como
ponto de partida a entrada
Rolezinho
na
Wikipedia
e, a partir daí, examinamos os textos
hiperlinkados
, buscando depreender que discursos circulavam acerca desses jovens e de
seus encontros e de que forma as construções linguísticas instanciadas ativavam,
potencialmente, determinadas conceptualizações que favoreciam posicionamentos
ideológicos específicos. Nesse processo, detectou-se uma série de conflitos
representacionais, que abarcavam desde a apropriação do espaço — público e/ou
privado? —, passando pela segregação socioeconômica e chegando ao direito à
manifestação e à propriedade.
Fonte: UNIFESP. Acesso em http://seminariodimipesq.webnode.com/
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