domingo, 27 de julho de 2014
Jornal da Educação -
Publicação do Instituto de Pesquisas e Administração da Educação.
ISSN 0104-9895.
ano 19 - nº 4795.
ProIES é alternativa para que centenas de instituições de ensino superior possam voltar a oferecer o Programa Universidade para Todos:
A Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação editou despachos descredenciando mais de 350 mantenedoras de instituições de ensino superior do ProUni. O primeiro grupo constou de um ato de maio de 2013. Posteriormente foram feitos outros despachos, inclusive um mais recente, em maio de 2014, com um novo grande grupo. Essas mantenedoras são responsáveis por mais de 400 IES, entre universidades, centros universitários e faculdades. As mesmas ofereciam cerca de 12.000 bolsas ao Programa. A razão das desvinculações foi a falta de apresentação de prova de regularidade fiscal quanto aos tributos federais.
A lei do ProUni exige que tais documentos sejam verificados pelo MEC no momento das adesões ao Programa Universidade para Todos. Objetivando regularizar a situação tributária o Executivo reabriu o ProIES - Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento das Instituições de Ensino Superior que foi instituído pela Lei nº 12.688, de 18 de julho de 2012 e renovado por intermédio da Lei 12.989, de 6 de junho de 2014.
O prazo para adesão ao ProIES está fluindo. Apesar de existirem condições que trazem reflexos negativos à autonomia das universidades e centros universitários, é uma das melhores alternativas para que as mantenedoras consigam a regularidade fiscal e possam voltar a desenvolver seus programas em condições normais.
(IPAE 145 - 07/14).
Número de inscritos no Sisutec passa de 260 mil:
A segunda edição de 2014 do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec) registrou 260,6 mil inscritos até o meio-dia desta quinta-feira, 24. Como cada candidato pode escolher duas opções de curso, até o momento foram feitas 498,4 mil inscrições. O prazo para as inscrições termina às 23h59 desta sexta-feira, 25. Nesta edição do Sisutec são ofertadas 289.341 vagas em cursos técnicos e gratuitos em instituições públicas e particulares e nos serviços nacionais de aprendizagem (sistema S), distribuídas em 466 municípios das 27 unidades da Federação. As áreas com maior número de vagas ofertadas são ambiente e saúde (correspondendo a 32% do total), seguida por informação e comunicação (17%), gestão e negócios (14%) e controle e processos industriais (11,6%). As vagas serão preenchidas prioritariamente por candidatos que tenham cursado o ensino médio completo em escolas da rede pública ou, se em instituições particulares, na condição de bolsistas integrais. Além disso, devem ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 e obtido nota na redação que não seja zero. O candidato pode fazer a inscrição em até duas opções de vagas. Criado em 2013, o Sisutec integra o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que até julho deste ano registrou 7,6 milhões de matrículas.
(IPAE 146 - 07/14).
Consultoria em desenvolvimento institucional e assessorias atendem à entidades mantenedoras e mantidas em todo o Brasil:
O Instituto de Pesquisas e Administração da Educação possui diversas linhas de consultoria voltadas para o desenvolvimento institucional de escolas de educação básica e superior. Os serviços estão detalhados através do site, sendo acessáveis através do link http://www.ipae.com.br/portal/br/consultoria-e-assessoria
Há também uma linha de assessoria que abrange uma grande leque de opções. As principais são as seguintes:
a) Assessoria na elaboração de processos de autorização de cursos e credenciamento Institucional para educação a distância
b) Assessoria para viabilização financeira de projetos de EAD
c) Assessoria para implantação de 20% da carga horária dos cursos presenciais reconhecidos através de educação a distância
d) Assessoria para renovação de reconhecimento de cursos presenciais ou a distância
e) Assessoria para criação, reconhecimento e renovações de reconhecimento de cursos de graduação
f) Assessoria para elaboração e revisão de estatuto e regimento
g) Assessoria para transformação de faculdade em centro universitário
h) Assessoria para transformação de centro universitário em universidade
i) Assessoria para desenvolvimento de programas através do PRONATEC
j) Assessoria para a estruturação do catálogo e inserção no cadastro de cursos de pós-graduação
l) Assessoria para certificação e manutenção do CEBAS para as entidades filantrópicas
m) Assessoria para reconhecimento de utilidade pública federal
n) Assessoria na internacionalização da instituição e celebração de convênios com Universidades estrangeiras
o) Assessoria para aferição do nível de satisfação da instituição junto à comunidade educacional
p) Outras assessorias conforme sob demanda
A especificação dos serviços encontra-se em cada ficha técnica cujo acesso se faz através do link acima mencionado.
(IPAE 147 - 07/14).
Ministério do Turismo vai bancar intercâmbio de universitário na Europa:
Depois da criação do programa Ciência sem Fronteiras (CsF) pelo Ministério da Educação (MEC) em 2011, e mais recentemente do "Cultura sem Fronteiras" - capitaneado pelo Ministério da Cultura -, agora chegou a vez de outra pasta do Governo Federal anunciar um programa próprio de intercâmbio voltado para a concessão de bolsas de estudos para universitários brasileiros em instituições estrangeiras. Estruturado pelo Ministério do Turismo (MTur), o Projeto de Qualificação Internacional vai conceder 110 bolsas de estudo no exterior. Assim como o Ciência sem Fronteiras, o desempenho do candidato em provas anteriores no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será um dos principais critérios de seleção dos bolsistas. Para esta nova ação do Ministério do Turismo serão concedidas 110 bolsas de estudos, 60 para a Espanha e 50 para o Reino Unido. O estudante, contudo, deve se inscrever em apenas um dos processos seletivos. Só podem participar do programa alunos matriculados em cursos de bacharelado, licenciatura ou tecnólogo em Turismo ou da área da Hospitalidade. O prazo de inscrições para participar da seleção vai até o dia 31 de julho.
(IPAE 148 - 07/14)
Sistema educacional dos países da Copa foram serão consolidados na revista Atualidades em Educação:
Durante 32 edições o Jornal da Educação abordou os sistemas educacionais de todos os paises que disputaram a Copa do Mundo de Futebol. A variedade de modelos é extraordinária, assim como as tendências das políticas públicas daquelas nações. Objetivando permitir uma visão de conjunto a edição de numero 160 da revista Atualidades em Educação, editada pelo Instituto de Pesquisas e Administração da Educação, fará uma matéria especial, que permitirá um aprofundamento das análises pelas pessoas interessadas em educação comparada. A edição estará em breve disponível e acessável através do link http://ipae.com.br/pub/pt/re/ae/160/160.pdf
(IPAE 149 - 07/14).
Anima entra em ensino a distância :
O grupo educacional Anima obteve autorização do Ministério da Educação (MEC) para oferecer cursos de ensino a distância - segmento que mais cresce no setor de educação e chega a ter uma margem bruta de 80%. O credenciamento, cujo processo de aprovação levou três anos, foi para o Centro Universitário Una, uma das instituições da Anima com sede em Belo Horizonte. As aulas serão iniciadas em janeiro do próximo ano em 14 polos localizados em São Paulo, Minas Gerais e Nordeste. Com isso, a empresa mineira torna-se um grupo com atuação nacional. Na primeira etapa, a Anima oferecerá cinco cursos de gestão (processos gerenciais, recursos humanos e marketing) com duração de dois anos e um curso de bacharelado em administração. As aulas serão 100% on-line, com opção de o aluno ir ao pólo uma vez por semana para orientação acadêmica. Todas as provas são presenciais. Os centros universitários e universidades têm autonomia para aumentar o número de cursos, ou seja, não precisam de autorização prévia do MEC como acontece com as faculdades. Mas para expandir o número de polos, todas as instituições de ensino superior são obrigadas a ter o credenciamento do Ministério da Educação. Entre as companhias de educação listadas em bolsa, a Anima era a única que ainda não ministrava aulas a distância.
(IPAE 150 - 07/14)
Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais:
A Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais – ABRUEM é uma organização, fundada em outubro de 1991, que reúne 46 universidades públicas brasileiras (distribuídas em 20 estados e uma população de aproximadamente 900.000 alunos regularmente matriculados, o que representa cerca de 50% dos estudantes de ensino superior matriculados anualmente no país). A ABRUEM, por meio de sua estrutura e seus encontros estimula a troca de informações, discussão e aprofundamento de temas prioritários da Agenda do Ensino Superior e a decisão sobre ações de interesse comum entre as instituições filiadas. Além disso, compete-lhe, ainda, dar suporte à implementação dessas decisões, quando necessário, junto às autoridades competentes do governo e do setor privado.
(IPAE 152 - 07/14)
EXPEDIENTE:
Publicação diária do Instituto de Pesquisas e Administração da Educação (enfoca os principais acontecimentos que ocorrem no Brasil e no Mundo na área educacional, sendo as matérias aprofundadas nos Informativos (mensais) e Revistas especializadas (bimestrais) também editadas pelo IPAE ).
Exemplares arquivados na Biblioteca Nacional de acordo com Lei nº 10.944, de 14 de dezembro de 2004 (Lei do Depósito Legal).
ISSN (International Standard Serial Number) nº 0104-9895 conforme registro no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT (Centro Brasileiro do ISSN), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
Editora do Instituto de Pesquisas e Administração da Educação cadastrada no ISBN (International Standard Book Number) sob o nº 85927 conforme registro na Biblioteca Nacional.
Reprodução permitida desde que citada a fonte.
Editor Responsável - João Roberto Moreira Alves.
Edição e Administração:
Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação.
Av. Rio Branco, 156 - Conjunto 1.926 - CEP 20040-901 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
http://www.ipae.com.br - ipae@ipae.com.br
FICHA CATALOGRÁFICA:
Jornal da Educação – Ano 1 – nº 1 (fevereiro de 1995) – Rio de Janeiro – Instituto de Pesquisas e Administração da Educação (diário).
1. Direito à educação – periódico. I – Instituto de Pesquisas e Administração da Educação – CDU 37.011.001.4.
Prezado leitor: Para ter acesso às edições anteriores do Jornal da Educação, entre em http://www.ipae.com.br/portal/br/edicoes-anteriores
domingo, 20 de julho de 2014
Cursos de Pós - Graduação a Distância.
CARGA HORÁRIA A PARTIR DE
495 HORAS.
ÁREA EDUCACIONAL:
*ADMINISTRAÇÃO E INSPEÇÃO ESCOLAR
*ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
*ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONALALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
*AEE / ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADOAEE E EDUCAÇÃO ESPECIAL
*ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
*BIOLOGIA VEGETAL
*CIÊNCIAS DA RELIGIÃO
*COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA
*COORDENAÇÃO PEDAGÓGICA E SUPERVISÃO ESCOLAR
*DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR
*DOCÊNCIA DO ENSINO SUPERIOR E INSPEÇÃO ESCOLAR
*DOCÊNCIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E ANOS INICIAIS
*EDUCAÇÃO AMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE
*EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
*EDUCAÇÃO DO CAMPO
*EDUCAÇÃO EM UNIDADES PRISIONAIS
*EDUCAÇÃO ESPECIAL
*EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA COM ÊNFASE EM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E MULTIPLA
*EDUCAÇÃO ESPECIAL E NEUROPSICOPEDAGOGIA
*EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA
*EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR
*EDUCAÇÃO INCLUSIVA, ESPECIAL E POLÍTICAS DE INCLUSÃO
*EDUCAÇÃO INFANTIL E NEUROCIÊNCIA
*EDUCAÇÃO INFANTIL E PSICOMOTRICIDADE CLÍNICA
*EDUCAÇÃO INFANTIL, ESPECIAL E TRANSTORNOS GLOBAIS
*EDUCAÇÃO INFANTIL, NEUROCIÊNCIA E APRENDIZAGEM
*EDUCAÇÃO MUSICAL
*EDUCAÇÃO MUSICAL E ENSINO DE ARTES
*ENSINO DE ARTES: TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS
*ENSINO DE BIOLOGIA
*ENSINO DE FILOSOFIA
*ENSINO DE FÍSICA
*ENSINO DE GEOGRAFIA
*ENSINO DE HISTÓRIA
*ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA
*ENSINO DE LÍNGUA INGLESA
*ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA
*ENSINO DE MATEMÁTICA
*ENSINO DE QUÍMICA
*ENSINO DE SOCIOLOGIA
*GEOGRAFIA E MEIO AMBIENTE
*GEOGRAFIA FÍSICA E DAS POPULAÇÕES
*GESTÃO EDUCACIONAL E EDUCAÇÃO INFANTIL
*GESTÃO EDUCACIONAL E INSPEÇÃO ESCOLAR
*GESTÃO EDUCACIONAL E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
*GESTÃO ESCOLAR INTEGRADA E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS
*HISTÓRIA DO BRASIL
*HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA
*INFORMÁTICA E COMUNICAÇÃO NA EDUCAÇÃO
*INSPEÇÃO E SUPERVISÃO ESCOLAR
*INSPEÇÃO ESCOLAR
*INSPEÇÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
*LIBRAS
*LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA
*LINGUÍSTICA APLICADA NA EDUCAÇÃO
*LUDOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO INFANTIL
*MATEMÁTICA FINANCEIRA E ESTATÍSTICA
*METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA INGLESA E ESPANHOLA
*METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA E ESPANHOLA
*METODOLOGIA DO ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA E INGLESA
*METODOLOGIA DO ENSINO DE BIOLOGIA E QUÍMICA
*METODOLOGIA DO ENSINO DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA
*METODOLOGIA DO ENSINO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA
*METODOLOGIA DO ENSINO DE MATEMÁTICA E FÍSICA
*METODOLOGIA DO ENSINO DE QUÍMICA E FÍSICA
*NEUROPSICOPEDAGOGIA
*ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
*PSICOMOTRICIDADE CLÍNICA E RELACIONAL
*PSICOMOTRICIDADE E SUPERVISÃO ESCOLAR
*PSICOPEDAGOGIA CLÍNICA E INSTITUCIONAL
*PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO ESPECIAL
*PSICOPEDAGOGIA E EDUCAÇÃO INFANTIL
*PSICOPEDAGOGIA E SUPERVISÃO ESCOLAR
*SUPERVISÃO E ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR
*SUPERVISÃO ESCOLAR
8SUPERVISÃO ESCOLAR E ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
*TGD - TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO
*TREINAMENTO DESPORTIVO E EDUCAÇ ÃO ESPECIAL
*TREINAMENTO DESPORTIVO E SUPERVISÃO ESCOLAR
*TREINAMENTO DESPORTIVO: JOGOS, TESTES E PROVAS
**TUTORIA EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA.
ÁREA SOCIAL:
*GESTÃO DO SUAS - SISTEMA ÚNICO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
*INSTRUMENTALIDADE DO SERVIÇO SOCIAL
*PEDAGOGIA SOCIAL E ELABORAÇÃO DE PROJETOS
*POLÍTICAS PÚBLICAS, GESTÃO E SERVIÇOS SOCIAIS.
ÁREA JURÍDICA:
*DIREITO ADMINISTRATIVO
*DIREITO AMBIENTAL
*DIREITO DA FAMILIA
*DIREITO DO CONSUMIDOR
8DIREITO DO TRABALHO
*DIREITO ELEITORAL
*DIREITO EMPRESARIAL
*DIREITO IMOBILIÁRIO
*DIREITO MILITAR
*DIREITO NOTARIAL E REGISTRAL
*DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL
*DIREITO PREVIDENCIÁRIO
*DIREITO PROCESSUAL CIVIL
*DIREITO TRIBUTÁRIO
*REGISTRO PÚBLICOS.
ÁREA DE SAÚDE:
*ANÁLISES CLÍNICAS E MICROBIOLOGIA
*AUDITORIA EM ENFERMAGEM
*ENFERMAGEM DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
*ENFERMAGEM DO TRABALHO
*ENFERMAGEM EM UTI
*GERONTOLOGIA E SAÚDE MENTAL
*GESTÃO DE ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA
*GESTÃO DE PROGRAMAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA
*GESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA E MEIO AMBIENTE
*GESTÃO E ENFERMAGEM DO TRABALHO
*GESTÃO E LOGÍSTICA HOSPITALAR
*GESTÃO EM SAÚDE MENTAL
*HEMATOLOGIA
8SAÚDE DO IDOSO E GERONTOLOGIA.
ÁREA EMPRESARIAL:
*ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
*AUDITORIA AMBIENTAL
*CONTABILIDADE PÚBLICA E LEI DE RESP. FISCAL
*FORMAÇÃO DE CONSULTORES EM ORGANIZAÇÕES
*GERENCIAMENTO DE PROJETOS
*GESTÃO AMBIENTAL
*GESTÃO DE AGRONEGÓCIOS E LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
*GESTÃO DE CIDADES E PLANEJAMENTO URBANO
*GESTÃO DE EQUIPES E VIABILIDADE DE PROJETOS
*GESTÃO DE NEGÓCIOS
*GESTÃO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS
*GESTÃO DE PESSOAS
*GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS E MEIO AMBIENTE
*GESTÃO E PROJETOS EM TURISMO
*GESTÃO EM LOGÍSTICA
*GESTÃO EM PETRÓLEO E GÁS
*GESTÃO EMPRESARIAL
*GESTÃO PÚBLICA E LEGISLAÇÃO URBANA
*MARKETING E GESTÃO ESTRATÉGICA
*MEIO AMBIENTE, DESENV. E SUSTENTABILIDADE
*PEDAGOGIA EMPRESARIAL E DINÂMICA DE GRUPO
*PLANEJAMENTO EMPRESARIAL
*SEGURANÇA DO TRABALHO.
ÁREA DE ENGENHARIA:
*ENGENHARIA AMBIENTAL
*ENGENHARIA DA QUALIDADE
*ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
*ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO
*ENGENHARIA DE SUPRIMENTOS
*ENGENHARIA E GERENCIAMENTO DE MANUTENÇÃOENGENHARIA ELÉTRICA.
MBA EXECUTIVO:
MBA EM COACHING.
MBA EXECUTIVO EM CONSULTORIA E PLANEJAMENTO EMPRESARIAL.
MBA EXECUTIVO EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO AMBIENTAL.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE CIDADES E AGRONEGÓCIOS.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE NEGÓCIOS E MARKETING.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS E TURISMO.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE PESSOAS E RECURSOS HUMANOS.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE PRODUÇÃO E QUALIDADE.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO EM PETRÓLEO E GÁS.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO EMPRESARIAL E PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO PÚBLICA.
MBA EXECUTIVO EM GESTÃO TRIBUTÁRIA.
MBA EXECUTIVO EM MARKETING E GESTÃO DE EQUIPES
MBA EXECUTIVO EM SAÚDE.
MBA EXECUTIVO EM SEGURANÇA NO TRABALHO E MEIO AMBIENTE.
MBA EXECUTIVO EM SERVIÇOS SOCIAIS E POLÍTICAS PÚBLICAS.
Informações: Tel.:
0800 039 4040 Site www.prominasonline.com.br
quarta-feira, 16 de julho de 2014
UFRJ: Jornada de Serviço Social & Curso de Especialização em Políticas Públicas e Cultura de Direitos (PPCD).
Inscrições abertas para jornada de Serviço Social na área da saúde.
Por GIOVANNA LISBOA DE GOUVEIA.
Já estão abertas as inscrições para a 10ª Jornada de Intercâmbio de Trabalhos de Serviço Social na Área da Saúde do Estado do Rio de Janeiro e a 3ª Mostra de Produção Técnico-Científica da Residência Multiprofissional de Saúde, que acontecem no dia 15/8. Organizado pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), o evento tem como objetivo debater a prática do Serviço Social na saúde.
Este ano o tema é a “a eclosão de movimentos sociais: protagonismo e impactos na sociedade contemporânea”. Além da já tradicional mostra de trabalhos multidisciplinares em pôster, haverá apresentações orais de pesquisas em Serviço Social e a divulgação do relatório final da pesquisa “Perfil dos assistentes sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro”.
As vagas são limitadas e as inscrições se encerarão assim que elas forem preenchidas. Para participar basta entrar em contato através do telefone (21) 3938-2567, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Interessados em apresentar trabalhos têm até o próximo dia 20/7 para enviar resumos para os e-mails 10jornada@gmail.com (para apresentação oral) e 3mostrarims@gmail.com (pôster).
Para consultar a programação completa da 10ª Jornada e 3ª Mostra acesse o portal de eventos da UFRJ. Mais informações pelo telefone (21) 3938-2567.
Acesso em
(http://www.ufrj.br/mostranoticia.php?noticia=14940_Inscricoes-abertas-para-jornada-de-Servico-Social-na-area-da-saude-.html).
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Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos.
Inscrições para curso de especialização do NEPP-DH vão até o dia 18.
Por PEDRO BARRETO - SETOR DE COMUNICAçãO CFCH.
Foi prorrogado o prazo de inscrições do processo seletivo para o curso de especialização em Políticas Públicas e Cultura de Direitos (PPCD). Os interessados devem se dirigir à sede do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP-DH) até a próxima sexta (18/07), das 9h30 às 15h. O NEPP-DH fica no 3º andar do prédio anexo do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). O endereço é Avenida Pasteur, 250, fundos, Urca.
O curso tem como objetivo promover o avanço da pesquisa e do ensino de Direitos Humanos na perspectiva interdisciplinar, auxiliar na formulação de políticas de educação e de práticas que afetem prospectivamente o domínio dos Direitos Humanos e auxiliar a efetivação de políticas de proteção e promoção de Direitos Humanos, especialmente para grupos vulneráveis, denominadas minorias, e acometidos das mais variadas formas de violência e violação da condição humana.
O público alvo é composto por graduados em qualquer área de conhecimento, emitido por instituição do ensino superior reconhecido pelo MEC. As aulas serão realizadas todas as terças, quartas e quintas, das 18h às 22h, no campus universitário da UFRJ na Praia Vermelha.
Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (21) 3938-5180 / 5174 / 99603-8121, ou pelo site do NEPP-DH
em
http://www.ufrj.br/mostraNoticia.php?noticia=14938_Inscricoes-para-curso-de-especializacao-do-NEPP-DH-vao-ate-o-dia-.html
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Diagnóstico: Entendendo a crise.
Por Carlos José Pedrosa*
POR QUE O DIAGNÓSTICO?
Sempre, e todo ano, é natural apurar o valor da empresa. Essa avaliação, prevista na nossa legislação, é realizada sob o aspecto meramente contábil, através do balanço, que é um método específico de avaliação, com objetivos diferentes. Entretanto, não é possível, por meio da escrituração contábil, apurar correta e exaustivamente o potencial ou as dificuldades de uma empresa. Todas as apurações - contábeis, financeira, técnica e comercial - são extremamente específicas e não fornecem meios que indiquem o valor global e sintético da empresa nem as perdas por negócios perdidos ou lucros não realizados. Sua finalidade é responder a questões específicas, e não às indagações quanto à política geral que preocupam o dirigente. A decisão de realizar um diagnóstico decorre sempre da existência de problemas urgentes, às vezes de um emaranhado de problemas. A simples curiosidade não é motivo bastante para justificar a decisão de analisar um negócio, seja micro empresa, uma pequena empresa familiar ou uma grande corporação. É necessário que os problemas e as necessidades da empresa ou as escolhas a fazer para orientar sua evolução sejam percebidas com suficiente acuidade. É imprescindível que se torne evidente a necessidade de uma visão clara, dinâmica e profunda do negócio e suas implicações. A empresa mergulhada em dificuldades será, normalmente, um dos objetivos prioritários de um diagnóstico. Entretanto, a utilidade de tal análise não é específica de empresas em crise.
O diagnóstico é um verdadeiro check-up, uma visão global que indica insuficiências, que permite analisar as instabilidades e avaliar os desequilíbrios. Deste modo, é um instrumento insubstituível para colocar em relevo toda desarmonia entre as estruturas da empresa ou entre a empresa e a realidade sócio-econômica na qual sua ação se desenvolve. O diagnóstico é um instrumento indispensável de gestão, uma técnica gerencial de primeira ordem, ainda que a empresa apresente resultados satisfatórios. Neste caso, as decisões poderão ser mais importantes e fundamentais, porque poderão alterar o equilíbrio de um corpo são. Em resumo, quando tudo vai mal, nada fazer é sempre pior que cometer um erro, visto que a inação, por si só, já é um grande erro. O diagnóstico é o único instrumento que apresenta uma visão global e dinâmica da empresa e que define um roteiro geral do processo de decisão. Não se limitam a uma avaliação técnica, que responda a questões de especialistas, como o balanço, os relatórios de estoque, a posição de tesouraria e outros relatórios. Trata-se de um procedimento que habilita o empresário a obter uma visão clara, simples e precisa do conjunto do seu negócio. Não se adota aqui soluções já prontas, empacotadas ou milagrosas. Para chegar a apontar diretrizes, o diagnóstico prevê uma abordagem direta, profunda e eficaz, adequada ao objetivo a ser alcançado.
RESPOSTAS PARA AS SUAS PERGUNTAS>
Um dirigente não concorda em contratar um diagnóstico sem ter razões definidas, claras e plausíveis. Essas razões são perguntas, sempre as mesmas, que nós nos fazemos praticamente todos os dias e que precisam de respostas urgentes: Que poderia ter feito a empresa? Que pode fazer a empresa? Que quer fazer a empresa? Que deverá fazer a empresa? Tenho realmente vontade de agir? Intervenções visando modificar certas atividades serão rentáveis a curto prazo? O clima da empresa admite tal intervenção? Estas indagações emergem cada vez que resultados são apurados, que uma coleta de dados (contábeis, financeiros, técnicos) enseja conclusões e ressurge cada vez que um incidente grave ameaça o futuro dos negócios, como a obsolescência muito rápida de um produto ou mesmo a falta de motivação entre os empregados. Será preciso um reexame e uma avaliação da unidade produtiva, assim como o desejo de recolocar os negócios no seu devido lugar, dentro do mercado onde evolui. O empresário não é o único envolvido em um processo de transformação das condições de vida de um negócio, principalmente tratando-se de um micro ou pequena empresa. Inúmeros problemas humanos podem favorecer, ou, ao contrário, obstar uma ação em profundidade dentro da empresa. De um lado podem estar os empregados que se sentem motivados a procurar um caminho para a recuperação; de outro podem estar aqueles que temem perder status ou regalias. A vontade de agir e de transformar é um dos principais fatores de desenvolvimento ou de equilíbrio de uma sociedade.
O que a maioria dos que nela trabalham pretendem, a começar pelo dirigente, é o que pretende a sociedade. Antes do início do diagnóstico, as questões englobam todos os problemas existentes; ao fim da avaliação, elas invocam ações corretivas, decisões imediatas. Não vale a pena começar tal estudo se a primeira resposta à questão "Que deverá fazer a empresa?" não seja "Agir rápida e eficazmente, tendo em conta os resultados do diagnóstico". Entretanto, o dirigente ou o executivo deve aceitar ser diretamente interpelado e questionado e ser flexível na forma de encarar o diagnóstico. Às vezes será preciso fazer um reexame de sua própria atuação à frente do negócio. Afinal, ninguém é infalível. É preciso não apenas vontade de levar a cabo o estudo, mas também de aceitar as conclusões, de continuar a tarefa, colocando em prática as medidas corretivas que forem levantadas. Um diagnóstico, para ser realizado com êxito, exige certo número de qualidades das quais a primeira será sempre a coragem: coragem de obter os recursos para efetuar o diagnóstico, para tirar conclusões, para apresentá-las, para promover uma reorganização às vezes complexa da empresa, e humildade para assumir uma postura de autocrítica. O lucro e a segurança são questões que devem encontrar respostas satisfatórias.
A CHAVE É A CONFIANÇA>>
A tomada de uma ou várias decisões e sua transformação em ordens sugerem a localização e a formulação de um ou mais problemas e a busca de informações significativas concernentes à empresa. Este é o papel do diagnóstico. Este programa exige, para ser bem conduzido, uma estreita colaboração de todos os setores da empresa. Se ao fim do diagnóstico for verificado, com a concordância da direção, que certos problemas levantados apresentam caráter de gravidade e urgência, exigindo rápida intervenção, serão estudadas e propostas as soluções a adotar. O conjunto do trabalho de análise deverá se desenvolver em um clima de inteira confiança - mútua e permanente. Só em tal ambiente o empresário poderá tomar, em todos os estágios do diagnóstico, as decisões que se tornarão necessário. O objetivo a alcançar é o de elaborar um inventário dos pontos fortes e fracos da empresa em todos os seus aspectos. Os pontos fortes serão explorados ao máximo; os pontos fracos serão examinados profundamente. Ao fim do diagnóstico, o dirigente deverá obrigatoriamente tomar uma decisão imediata: ou bem ele se dá por satisfeito e decide não ir em frente; ou, ao contrário, o chefe da empresa resolve prosseguir sua ação, porque está íntima e firmemente persuadido de que é necessário corrigir certos erros. Ele se propõe, então, a alguns objetivos. Mas, não será o caso de dar uma resposta impulsiva. A decisão de prosseguir na ação deve ser cuidadosamente pesada. O diagnóstico, então, terá cumprido suas finalidades: identificar os problemas, determinar suas causas, avaliar os recursos humanos e suas qualificações e ajudá-lo a encontrar soluções adequadas. Com a realização do diagnóstico, a empresa solucionará seus problemas, economizando e prosperando mais que o custo dos Serviços Realizados.
APROVEITE O TEMPO QUE LHE RESTA>>>
Se você quer ter alguma coisa com isto, não perca tempo. Contrate a realização de um diagnóstico para ajudá-lo a vencer as turbulências, antes que seja tarde.
Sobre o autor: Carlos José Pedrosa* é catarinense de Biguaçu, radicado em Alagoas. Tem formação em contabilidade, sendo um profissional autônomo oriundo da iniciativa privada. Com mais de 40 anos de atuação em banco, na indústria siderúrgica, metalúrgica, mecânica e de laticínios, no comércio, no setor jornalístico, em estatal de abastecimento e no setor público.
Indicação para divulgação nesse blog de
Patrícia Machado
(Professor na UNIC . Universidade de Cuiabá - via e-mail).
Fonte:Blog Educação em Inovação. Acesso em http://educacaoeminovacao.blogspot.com.br/2014/07/diagnostico-entendendo-crise.html
sábado, 5 de julho de 2014
DATA: 19 de julho (sábado).
HORÁRIO: 08:30 às 17:00 h.
LOCAL: Campus 2 - Nilópolis.
ENDEREÇO: Rua Professor Alfredo Gonçalves Figueira, 553 - Centro – Nilópolis.( Rua que fica nos fundos do Prezunic).
INVESTIMENTO: R$ 20,00.
INSCRIÇÃO NO ENDEREÇO: https://pt.surveymonkey.com/s/R3KBZV2
CURSOS OFERECIDOS:
1) A HISTÓRIA DO BEM CONTRA O MAL: DO ORIENTE ANTIGO AOS DIAS ATUAIS -
Prof. Ronald Apolinário de Lira - Mestre em Ciências Sociais (Sociologia da Religião).
2) AS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS E AS COMPETÊNCIAS NA APRENDIZAGEM -
Profª. Rosangela Ferreira Ramos - Mestra em Educação.
3) ATIVIDADES PEDAGÓGICAS EM LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS : FACILITAÇÃO NO ENSINO DE ALUNOS SURDOS - Area temática: Educação -
Profª. Christiane Maria Costa Carneiro Penha - Mestra em Psicologia Social, Pós Graduada em Língua Brasileira de Sinais e Educação.
4) COMO ENTENDER TEXTOS EM LÍNGUA INGLESA DE MANEIRA EFICAZ?
Área temática: Educação.
Profª Cristiane de Moraes Salvino – Pós-graduada em Português / Inglês.
Profª Cátia Aparecida Vieira Barboza - Doutora em Letras Português / Inglês.
Pré-requisito: Noções básicas de língua inglesa.
5) IDEIAS E PRÁTICAS AUTORITÁRIAS NO BRASIL DO SÉCULO XX: A HISTORIOGRAFIA E A SALA DE AULA
Área temática: Educação
Prof. Vinícius da Silva Ramos - Mestrando em História / UERJ
Prof. Diego da Silva Ramos -Mestrando em História pela UERJ.
6) OLHARES E SABERES SOBRE A HISTÓRIA DA BAIXADA FLUMINENSE: ENSINO E TECNOLOGIA.
Áreas temáticas: Comunicação e Educação
Profª. Ivonete Cristina Campos – Mestra em História.
Profª. Vanda Mendes Loureiro Zidan – Mestra em Educação.
7) SIGNIFICADOS DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL: LEGISLAÇÃO, AGENTES SOCIAIS E ENSINO -
Área temática: Educação
Profª Andréa Santos da Silva Pessanha - Doutora em História
8) TÁ DE BRINQUEICHON?” INGLÊS SEM COMPLICAÇÃO.
Área temática: Cultura.
Prof. Leandro Braga Di Salvo – Graduado e Licenciado em Português e Inglês UFRJ.
9) PORTUGUÊS SEM MISTÉRIO – PARA ENEM E VESTIBULAR -
Área temática: Educação.
Profª Catherine de Souza Medeiros Alves - Graduanda em Letras Português e Japonês UFRJ.
Outras Informações em
https://pt.surveymonkey.com/s/R3KBZV2
Audiodescrição como área de atuação do tradutor. Por
Ana Julia Perrotti Garcia
Trabalhando há mais de doze anos na formação de profissionais de Letras e Tradução, em cursos de graduação, extensão, atualização e especialização, fui chamada há três anos a trabalhar na recém-criada disciplina de Teoria e Prática de Audiodescrição para alunos do curso de Especialização em Tradução da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), na cidade de São Paulo. Após um levantamento da literatura existente, da montagem do cronograma de aulas e da definição do trabalho prático final que os alunos deveriam fazer para serem “aprovados” na disciplina, iniciaram-se as aulas e as diversas turmas se sucederam, com grandes desafios e inúmeras descobertas, provando que o profissional com formação em Tradução está perfeitamente habilitado a realizar trabalhos de audiodescrição com qualidade, fidelidade e precisão.
O presente artigo, de natureza prática e caráter descritivo retrospectivo, procura apresentar ao leitor alguns dos trabalhos realizados pelos alunos da referida disciplina, mostrando uma breve história sobre os vídeos originais e alguns aspectos relativos ao processo de audiodescrição. Como este artigo não buscou fazer análises aprofundadas sobre as escolhas lexicais e fraseológicas da audiodescrição de cada um dos vídeos, deixamos esta tarefa aos pesquisadores que queiram empreendê-la. Lembrando que, mais do que buscar a perfeição nesta primeira experiência de audiodescrição, os alunos que realizaram os vídeos procuraram aprender os processos, experimentar as metodologias e vencer as barreiras tecnológicas. A perfeição, assim como em qualquer área profissional, consagra-se pela prática, ao longo dos anos, e deve ser repensada a cada novo trabalho. Afinal, nas palavras de Franco (2008) “mesmo que frequentem um curso, os audiodescritores não se ‘criam’ tão rapidamente, é preciso muita prática”.
Uma vez que este artigo teve origem em minhas experiências didáticas, incluo aqui, na seção de E-referências (ao final do texto), além dos links de acesso aos vídeos audiodescritos, os links para os filmes originais. A intenção é facilitar a procura, para aqueles educadores, audiodescritores e leitores que pretendam analisar as diferenças entre um vídeo com e sem audiodescrição, ou que pretendam usar este material em sala de aula, ou ainda, que desejem fazer pesquisas comparativas entre o nível de assimilação e compreensão do conteúdo de ambos os vídeos.
Um último esclarecimento faz-se necessário neste texto introdutório: após a avaliação em sala, os alunos foram orientados a postar os vídeos em um site aberto de dados audiovisuais (You Tube) e os links citados nas referências foram coletados no momento da redação deste artigo, podendo sofrer alterações futuras, já que por ora não foi implantado um portal específico para hospedagem e manutenção dos vídeos.
Fonte: Blog da Audiodescrição. Acesso em
http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2014/06/audiodescricao-como-area-de-atuacao-do-tradutor.html
Leia a íntegra do artigo AUDIODESCRIÇÃO COMO ÁREA DE ATUAÇÃO DO TRADUTOR: QUATRO VÍDEOS FEITOS POR JOVENS UNIVERSITÁRIOS, da profa. Ana Julia Perrotti Garcia, em
https://dl.dropboxusercontent.com/u/10004244/Blog/Artigos%20Acad%C3%AAmnicos/AUDIODESCRI%C3%87%C3%83O%20COMO%20%C3%81REA%20DE%20ATUA%C3%87%C3%83O%20DO%20TRADUTOR%20QUATRO%20V%C3%8DDEOS%20FEITOS%20POR%20JOVENS%20UNIVERSIT%C3%81RIOS.pdf
domingo, 29 de junho de 2014
O novo mercado de trabalho.
Por João Oliveira.>>
O ambiente no mercado de trabalho vem mudando bastante nos últimos anos, principalmente, após o surgimento dos sistemas de gestão. Afirmar que a culpa pela recente transformação é somente obra da tecnologia que cria, a cada instante, novas ofertas de serviço, que necessitam de ágeis operadores, também seria um exagero. Outras circunstâncias alteram o perfil do corpo laboral atual como formação e a busca por uma melhor qualidade de vida.
Para começar este tema temos um setor de RH que se depara com o enfrentamento de uma C.O. (cultura organizacional) fracionada pelas gerações: Geração Y (16-30 anos); Geração X (31-46 anos); Baby Boomers (47-65 anos) e os Tradicionalistas (66-86 anos). Cada qual com o seu perfil e universo próprios, dividindo o mesmo espaço na instituição. São conhecimentos técnicos e experiências de vida cruzando corredores sem compartilhar, devidamente, seus conteúdos.
Quando a empresa está mais voltada para o ambiente tecnológico, muitas vezes, a geração Y é preferida em relação às outras. Isso ocorre pela falsa ideia que as gerações anteriores têm dificuldade em lidar com o mundo moderno, altamente ligado às parafernálias eletrônicas. Verdade é que todos podem ter o mesmo desempenho com boa vontade e treinamento adequado. As propostas de nivelamento interno, por meio de cursos rápidos, deve manter uma agenda cheia de possibilidades.
Outro argumento para essa preferência pela geração Y seria a possibilidade de crescimento interno, com uma formação genuína dentro da C.O. estável. No entanto, as pesquisas mostram que, em quase todo mundo, os jovens desenvolvem planos de carreira e fazem investimentos de tempo em algumas empresas como forma de galgar espaços maiores no mercado com a experiência adquirida. Estabilidade já não é a palavra chave para quem está iniciando.
Assim o moderno empreendedor deve atentar para alguns pontos importantes para atrair colaboradores de talento para sua empresa. Enumeramos alguns:
1) Contrato de trabalho: Deve ser apresentado logo durante o processo de recrutamento e seleção para evitar surpresas desagradáveis para o colaborador. Os pontos chaves devem ser discutidos verbalmente e, claro, de forma assertiva com uma comunicação clarificada. O velho questionamento: “Você entendeu o que está escrito?” é mais do que válido neste momento.
2) Remuneração estratégica: Uma modalidade cada vez mais em uso. Observando os valores pagos no mercado para posições similares, é feito um percentual mínimo e máximo para o cargo (mediana e quartis). Para iniciantes, o valor gira em 80% do valor médio de mercado e, para os expoentes, dependendo da complexidade e responsabilidades do cargo, pode chegar a 125%. Além disso, a remuneração indireta (planos de saúde, auxílio-farmácia etc) fazem toda diferença na hora da captação de um bom colaborador.
3) Jornada de trabalho: ponto mais mutável da atualidade. Hoje, existe a chamada “jornada flexibilizada” e o já famoso home office. Inovar para apresentar resultados é algo amplamente discutido, novos perfis de jornada de trabalho estão ganhando mais adeptos a cada dia. Para fugir dos congestionamentos e dar qualidade de vida aos seus funcionários, todos os dias mais empresas alteram seu quadro de horários. Os funcionários evitam congestionamentos e, ainda, podem aproveitar os primeiros momentos da manhã para atividades físicas.
4) Setor de RH forte: o coração de uma empresa é um bom setor de, RH que reúne profissionais das áreas de Comunicação, Recursos Humanos, Administração, Marketing, Psicologia e outros. Uma equipe multidisciplinar capaz de observar a C.O. no dia a dia e estar pronta para apresentar propostas de intervenção aos gestores a cada nova demanda. Promovendo treinamentos constantes, mobilizando recursos motivacionais, o RH desta nova geração de mercado não compete com o concorrente e, sim, com ele mesmo. Este elemento na instituição preserva o maior patrimônio de qualquer empresa: o corpo laboral.
Novas janelas de oportunidades são abertas a cada dia. Algumas cidades sofrem com a falta de mão de obra especializada e a “importação” de profissionais já é uma realidade, tornando o recrutamento algo totalmente diferente das décadas passadas, pois o movimento agora é inverso: “a montanha vai até Maomé”.
A ideia que prevaleceu até recentemente, onde a procura por postos de trabalho movia um enorme contingente de profissionais, está se tornando uma velha lembrança. Colocar o colaborador certo no cargo perfeito é a problemática do momento. Manter este bom profissional no ambiente corporativo propõe uma superação de novos desafios.
Com este pensamento, o novo líder deve lançar seu olhar crítico em todas as direções. Estando munido de informação qualificada e atualizada a todo instante, ao lado do RH multifacetado, este gestor agrega pela empatia mais que pela gratificação somente. Lembre-se que, para os bons profissionais, sempre existirá alguém disposto a pagar mais.
Estar atento aos ventos das mudanças não é mais uma questão de navegação e, sim, de permanecer dentro do navio.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
VI Seminário Internacional Fronteiras...
Data e local:
O evento será realizado na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) entre os dias 22 e 24 de setembro de 2014.
Objetivos do evento:
Promover a reflexão e o diálogo entre pesquisadores e representantes de movimentos sociais de diferentes estados do Brasil e de diferentes países sobre relações étnico-raciais, gênero e desigualdade social na educação; fomentar o fortalecimento e a formação de redes de pesquisa regionais, nacionais e internacionais que tenham como foco relações étnico-raciais, gênero e desigualdade social na educação; e socializar e fomentar a produção de práticas inovadoras no campo da educação, sobretudo em relação às relações étnico-raciais, gênero e desigualdade social na educação.
Público-alvo:
O público-alvo do seminário são pesquisadores, educadores, acadêmicos de graduação e pós-graduação, lideranças e membros de movimentos sociais populares, representantes de órgãos públicos e outros.
COMITÊ CIENTÍFICO:
Drª Adir Casaro Nascimento (UCDB),
Dr. Aloísio Jorge de Jesus Monteiro (UFRRJ),
Dr. Antônio Hilário Aguilera Urquiza (UFMS),
Dr. Ayas Siss (UFRRJ),
Drª. Beatriz dos Santos Landa (UEMS),
Drª Clarice Cohn (UFSC),
Drª Catherine Valsh (Universidade Andina Simón Bolívar),
Dr. Heitor Romeu Marques (UCDB),
Drª Graciela Chamorro (UFGD),
Dr. Heitor Queiroz de Medeiros (UCDB),
Drª Iara Tatiana Bonin (ULBRA),
Drª Jacira Pereira do Valle (UFMS),
Dr. José Licínio Backes (UCDB),
Dr. José Bessa Freire (UERJ),
Dr. Josemar De Campos Maciel (UCDB),
Drª Maria José de J. Cordeiro (UEMS),
Drª Maria Cristina Lima Lopes (UCDB),
Drª. Marina Vinha (UFGD),
Drª Marisa de F. Lomba de Farias (UFGD),
Drª Magda Sarat (UFGD),
Drª. Mônica Pechincha (UFG),
Dr. Neimar Machado de Sousa (UFGD),
Dr. Reinaldo Matias Fleuri (UFSC),
Drª. Ruth Pavan (UCDB).
Comissão organizadora:
Dra. Adir Casaro Nascimento,
Dr. Ahyas Siss (UFRRJ),
Dr. Antonio Hilário Aguilera Urquiza (UFMS),
Dr. Heitor Queiroz de Medeiros (UCDB),
Dr. José Licínio Backes (UCDB),
Dr. Reinaldo Matias Fleuri (UFSC),
Drª. Ruth Pavan.
Fonte: UCDB
Outras informações em http://www.gpec.ucdb.br/vifronteiras/local.html
sábado, 21 de junho de 2014
12ª Jornada de Educação Especial -
Ciência e Conhecimento em Educação Especial
Data:18 a 20 de agosto de 2014.
ENVIO DE TRABALHOS PRORROGADO ATÉ 23/06/2014.
PROMOÇÃO:
• Departamento de Educação Especial (FFC - UNESP - Marília).
Comissão Organizadora:
• Sadao Omote (Coordenador)
• Anna Augusta Sampaio de Oliveira
• Miguel Cláudio Moriel Chacon
• Maria Luiza Rodrigues Garcia (Secretária).
Comissão Científica:
• Lígia Maria Presumido Braccialli (Coordenadora) - UNESP/Marília
• Adriana Lia Friszman de Laplane - UNICAMP
• Alexandra Ayach Anache - UFMS
• Ana Lúcia Rossito Aiello - UFSCar
• Anna Maria Lunardi Padilha - UNIMEP
• Cecília Guarnieri Batista - UNICAMP
• Célia Regina Vitaliano - UEL
• Celso Socorro Oliveira - UNESP/Bauru
• Cláudia Regina Mosca Giroto - UNESP/Marília
• Débora Deliberato - UNESP/Marília
• Denise Meyrelles de Jesus - UFES
• Dionisía Aparecida Cusin Lamônica - USP/Bauru
• Dirce Shizuko Fujisawa - UEL
• Eduardo José Manzini - UNESP/Marília
• Elisa Tomoe Moriya Schlünzen - UNESP/Presidente Prudente
• Eliza Dieko Oshiro Tanaka - UEL
• Fabiana Cia - UFSCar
• Fabiana Cristina Frigieri de Vitta - UNESP/Marília
• Fátima Elisabeth Denari - UFSCar
• Fátima Inês Wolf de Oliveira - UNESP/Marília
• Francisco Ricardo Lins Vieira de Melo - UFRN
• Gilmar de Carvalho Cruz - UNICENTRO
• Jáima Pinheiro de Oliveira - UNESP/Marília
• José Geraldo Silveira Bueno - PUC/São Paulo
• Katia Regina Moreno Caiado - UFSCar
• Leila Regina d'Oliveira de Paula Nunes - UERJ
• Lúcia de Araújo Ramos Martins - UFRN
• Lucia Helena Reily - UNICAMP
• Maria Cândida Soares Del Masso - UNESP/Marília
• Maria Cristina Marquezine - UEL
• Maria da Piedade Resende da Costa - UFSCar
• Maria Júlia Canazza Dall’Acqua - UNESP/Araraquara
• Marilda Moraes Garcia Bruno - UFGD
• Marli Nabeiro - UNESP/Bauru
• Mary da Silva Profeta – UNESP/Marília
• Mônica de Carvalho Magalhães Kassar - UFMS
• Nerli Nonato Ribeiro Mori - UEM
• Olga Maria Piazentin Rolim Rodrigues - UNESP/Bauru
• Olinda Teruko Kajihara - UEM
• Regina Keiko Kato Miúra - UNESP/Marília
• Rita de Cássia Barbosa Paiva Magalhães - UFRN
• Rosangela Gavioli Prieto - USP/São Paulo
• Rosimar Bortolini Poker - UNESP/Marília
• Rossana Maria Seabra Sade - UNESP/Marília
• Sandra Eli Sartoreto de Oliveira Martins - UNESP/Marília
• Silvia Márcia Ferreira Meletti - UEL
• Silvia Regina Ricco Lucato Sigolo - UNESP/Araraquara
• Simone Ghedini Costa Milanez - UNESP/Marília
• Sônia Mari Shima Barroco - UEM
• Tárcia Regina da Silveira Dias - CUML
• Thelma Simões Matsukura - UFSCar
• Vera Lucia Messias Fialho Capellini - UNESP/Bauru
• Zilda Aparecida Pereira Del Prette - UFSCar.
HISTÓRICO:
A Jornada de Educação Especial foi concebida por um grupo de professores do Departamento de Educação Especial, Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, campus de Marília, visando a: (1) discutir os avanços científicos em Educação Especial e refletir sobre o presente e o futuro da área; e (2) divulgar conhecimentos interdisciplinares produzidos em Educação Especial, com vistas ao aprofundamento de questões teóricas e práticas. A primeira edição ocorreu em 1993, com periodicidade anual. Atualmente a Jornada ocorre bienalmente, encontrando-se na sua décima segunda edição.
APRESENTAÇÃO:
A XII Jornada de Educação Especial, com tema oficial Ciência e Conhecimento em Educação Especial, tem o propósito de, além de debater temáticas variadas da área, dar ênfase às questões relacionadas à relevância científica e/ou social do problema investigado e aos procedimentos metodológicos, considerando a adequação e rigor no uso de delineamentos de pesquisa e na coleta e análise de dados.
Nessa perspectiva, está programada a Conferência Magna de abertura, sob o título Análise crítica da produção do conhecimento em Educação Especial. A proposta é a de fazer um pequeno balanço das pesquisas e produção do conhecimento em Educação Especial no Brasil. Outras atividades são propostas pelos grupos de pesquisa vinculados ao Departamento de Educação Especial, UNESP, campus de Marília, e pela Comissão Organizadora, voltadas para o tema oficial da Jornada.
Com o intuito de atender mais de perto o interesse dos congressistas na busca de conhecimentos específicos, estão programados minicursos, que tratam de assuntos variados, com a preocupação de oferecer, ainda que muito brevemente, algumas ferramentas de trabalho para o cotidiano de pesquisadores, estudantes e profissionais da área.
Na concretização do propósito de disseminação e debate dos conhecimentos recentes em Educação Especial, são programadas Sessões de Comunicação Oral e Sessões de Pôster.
Publico Alvo:
• Alunos de Graduação
• Alunos de Pós-Graduação
• Professores da Rede Pública de Ensino
• Demais Profissionais e Pesquisadores
LOCAL DE REALIZAÇÃO:
Fundação de Ensino Eurípides Soares da Rocha - UNIVEM.
Auditório Aniz Badra.
Avenida Hygino Muzzi Filho, 529 – CEP. 17525-901 – Campus Universitário (Entrada pelo estacionamento: Rua Adão Stroppa s/nº.)
Outras informações em http://www.fundepe.com/jee2014/
domingo, 15 de junho de 2014
CONFERENCISTA CONVIDADO: Antônio Ioris, Universidade de Edimburgo, Escócia.
Este ano nosso conferencista convidado é o Professor Antônio Augusto Rosotto Ioris, da Escola de Geociências da Universidade de Edimburgo e Pesquisador Visitante Especial do Programa Ciência Sem Fronteiras. Possui graduação em Agronomia (UFRGS, 1992), mestrado em Environmental Change and Management (Oxford, 1999), mestrado em Research Methods in Human Geography (University of Aberdeen, 2003) e doutorado em Geography and Environment (PhD, University of Aberdeen, 2005). Trabalhou como analista senior de políticas públicas para o meio ambiente na Scottish Environment Protection Agency (SEPA) e também como consultor da UNESCO. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Econômica, atuando principalmente nos temas de gestão de recursos hídricos, conflitos socioambientais e ecologia política. Possui uma extensa lista de publicações, que estão disponíveis em http://www.geos.ed.ac.uk/homes/aioris ***
Estão abertas as submissões de trabalhos para o IV SEMINÁRIO DE JUSTIÇA AMBIENTAL, IGUALDADE RACIAL E EDUCAÇÃO.
Para inscrever seu trabalho basta preencher o formulário de submissão no endereço http://ivsemijaire.blogspot.com.br no qual você digitará o título da comunicação, o resumo (com até 500 palavras), três palavras-chave e os dados dos autores.
O prazo para submissão do formulário com o resumo é 15 DE JULHO DE 2014.
As atividades do evento obedecerão ao seguinte cronograma:
• LANÇAMENTO DO EVENTO - 10 de janeiro de 2014
• PRAZO FINAL PARA ENVIO DE RESUMOS - 15 de JULHO de 2014
• DIVULGAÇÃO DOS RESUMOS SELECIONADOS - 01 de AGOSTO de 2014
• ENVIO DOS TRABALHOS COMPLETOS - 31 de AGOSTO de 2014
• SOLICITAÇÃO PARA LANÇAMENTO DE LIVROS, APRESENTAÇÃO DE FILMES, DOCUMENTÁRIOS E EXPOSIÇÕES - 01 de agosto de 2014
• ABERTURA DO EVENTO - 18 de agosto de 2014.
Esperamos que o IV SEMIJAIRE seja um espaço de encontro, diálogo e mobilização, potencializando membros do poder público e da sociedade civil para enfrentar as injustiças, trilhando novos caminhos e reconhecendo possibilidades para a transformação social.
Esperamos contar com a presença de todos!
Saudações cordiais,
Comitê Executivo.
Fonte:
Seminário de Justiça Ambiental, Igualdade Racial e Educação. Acesso em http://ivsemijaire.blogspot.com.br
terça-feira, 10 de junho de 2014
O desempenho dos cotistas do ENEM - comparando as notas de corte do SISU.
Texto de discussão GEMAA
O Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (GEMAA), do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Uerj (IESP-Uerj), tem o prazer de trazer a público o texto de discussão nº 4 "O Desempenho dos Cotistas no ENEM: comparando as notas de corte do SISU".
O texto analisa e compara os padrões de notas obtidas no ENEM pelos estudantes que se candidataram às cotas nas instituições públicas de ensino superior com aqueles que optaram pelas vagas de ampla concorrência via Sistema de Seleção Unificada (SISU). Os dados do SISU indicam que os temores em relação ao desempenho dos cotistas no ENEM são superestimados e que o desempenho dos cotistas é, de modo geral, próximo do desempenho dos não-cotistas. Ainda que tais diferenças variem de acordo com os diferentes grupos beneficiados pelas cotas, as notas de corte dos cotistas costumam ficar entre dois e sete pontos percentuais abaixo das notas de corte dos não-cotistas. Ao que tudo indica, o sistema de apostas e rodadas adotado pelo SISU contribui para que cotistas maximizem suas escolhas em função de suas notas.
Embora pequenas, essas diferenças de desempenho indicam ainda que as cotas para egressos de escola pública que são pretos, pardos ou indígenas e/ou possuem baixa renda são mais necessárias e prementes que a cota para egressos de escola pública, independentemente da cor ou renda. Os dados sugerem que cotas apenas para oriundos de escolas públicas não seriam suficientes para beneficiar estudantes pretos, pardos e indígenas e/ou de baixa renda, ao contrário do que costuma ser dito no debate público.
Por fim, a dinâmica das notas de corte revelou uma desfuncionalidade do sistema de cotas regulado pela lei 12.771 de 2012. Em 11% dos cursos, a cota não está apenas funcionando como um piso, mas também como um teto para a inclusão de egressos de escola pública, membros de famílias com baixa renda e não-brancos. Em alguns casos, o desempenho desses grupos supera substantivamente o desempenho dos não-cotistas. Mas apesar disso, a presença deles nos cursos fica restrita à cota determinada pela lei.
Por essa razão, assinala-se a urgência da introdução de mecanismos capazes de impedir que isso ocorra. Isso pode ser feito de forma razoavelmente simples. Basta garantir que os cotistas que ficaram abaixo da nota de corte das cotas em cada curso sejam também considerados para a ampla concorrência. Assim, se sua nota for maior do que a nota de corte da ampla concorrência, eles seriam admitidos, aumentando assim o número de estudantes oriundos de escola pública e pretos e pardos e indígenas. Ademais, esse procedimento garantiria que as melhores notas são melhor aproveitadas.
A presente análise coloca um aparente paradoxo. Por um lado, constatamos que a diferença das notas de corte de cotistas e não-cotistas é a relativamente pequena, o que pode dar a impressão que as cotas não estão sendo efetivas em produzir inclusão, afinal os beneficiados são quase tão bem sucedidos no ENEM como os candidatos da ampla concorrência. Por outro lado, nossos estudos mostram que a lei 12.771 está em avançado estágio de implantação, em alguns estados já se aproximando do limite de reservas especificados pela lei, ou seja, parece estar havendo de fato inclusão.
Outras Notícias:
Os resultados da pesquisa do GEMAA acerca do segundo ano de vigência da Lei 12.711 nas universidades federais foram divulgados pelo Globo, na matéria Tribunal declara legal plebiscito de Michigan que aboliu raça e gênero como critério de seleção.
Visite o site do GEMAA para ter acesso às publicações do grupo, levantamentos sobre as políticas de ação afirmativa e textos de discussão.
A única explicação capaz de resolver esse problema, evitando assim a perplexidade do paradoxo, é a de que a operação simultânea do SISU sob o regime da Lei de Cotas permite que a política funcione de maneira ótima, maximizando o mérito e a inclusão. Assim, entram os melhores possíveis (daí a pequena diferença de notas) e ainda assim são incluídos os percentuais de reserva cheios para cada grupo de beneficiários.
Para acessar e fazer download do texto, visite o site do GEMAA:
http://gemaa.iesp.uerj.br/publicacoes/textos-para-discussao/tpd4.html
sábado, 7 de junho de 2014
Mestrado em Sociologia e Ciência Política.
Divulgação IESP-UERJ
Editais para a seleção das turmas de mestrado em Ciência Política e
Sociologia, de 2015, já estão disponíveis em nosso site, na aba de pós-graduação.
Ciência Política:
http://www.iesp.uerj.br/wp-content/uploads/2014/06/2015-Edital-Mestrado-Ciencia-Politica.pdf
Sociologia:
http://www.iesp.uerj.br/wp-content/uploads/2014/06/2015-Edital-Mestrado-Sociologia.pdf
Site do IESP:
http://www.iesp.uerj.br/
sábado, 31 de maio de 2014
CURSO MENTALIST
Este curso que reúne uma gama de ferramentas para tornar qualquer pessoa capaz de ser o centro das atenções. Você pode aprender a manipular, de forma maestral, o foco de atenção utilizando técnicas de controle mental, análise comportamental, rotinas que incluem dinâmicas mnemônicas , adivinhações, hipnose, armadilhas matemáticas e, até mesmo, a capacidade de "ler" o outro e suas intenções através da mais moderna estrutura de leitura fria.
Sobre o Curso:
Local: Rio de Janeiro Copacabana.
Encontros: 25, 26 e 27/07.
Entre no site http://isecrio.blogspot.com.br/2014/05/mentalist-rio-25-26-e-27-de-julho.html e faça sua inscrição agora!
Horários:
Dia 25 (sexta) - de 18h às 22h.
Dia 26 (sábado) - de 09h00 às 17h.
Dia 27 (domingo) - de 10h00 às 17h00.
18 horas presenciais / 30 horas pelo sistema moodle de ensino / Total 48 horas.
Este curso que reúne uma gama de ferramentas para tornar qualquer pessoa capaz de ser o centro das atenções. Você pode aprender a manipular, de forma maestral, o foco de atenção utilizando técnicas de controle mental, análise comportamental, rotinas que incluem dinâmicas mnemônicas , adivinhações, hipnose, armadilhas matemáticas e, até mesmo, a capacidade de "ler" o outro e suas intenções através da mais moderna estrutura de leitura fria.
Profundo conhecedor de Análise Comportamental o psicólogo e Mestre em Cognição em Linguagem, Prof. João Oliveira, autor de livros nesta área, será o facilitador deste curso.
ISEC - Barata Ribeiro 383 - Copacabana - Rio de Janeiro
Este curso que reúne uma gama de ferramentas para tornar qualquer pessoa capaz de ser o centro das atenções. Você pode aprender a manipular, de forma maestral, o foco de atenção utilizando técnicas de controle mental, análise comportamental, rotinas que incluem dinâmicas mnemônicas , adivinhações, hipnose, armadilhas matemáticas e, até mesmo, a capacidade de "ler" o outro e suas intenções através da mais moderna estrutura de leitura fria.
Sobre o Curso:
Local: Rio de Janeiro Copacabana.
Encontros: 25, 26 e 27/07.
Entre no site http://isecrio.blogspot.com.br/2014/05/mentalist-rio-25-26-e-27-de-julho.html e faça sua inscrição agora!
Horários:
Dia 25 (sexta) - de 18h às 22h.
Dia 26 (sábado) - de 09h00 às 17h.
Dia 27 (domingo) - de 10h00 às 17h00.
18 horas presenciais / 30 horas pelo sistema moodle de ensino / Total 48 horas.
Este curso que reúne uma gama de ferramentas para tornar qualquer pessoa capaz de ser o centro das atenções. Você pode aprender a manipular, de forma maestral, o foco de atenção utilizando técnicas de controle mental, análise comportamental, rotinas que incluem dinâmicas mnemônicas , adivinhações, hipnose, armadilhas matemáticas e, até mesmo, a capacidade de "ler" o outro e suas intenções através da mais moderna estrutura de leitura fria.
Profundo conhecedor de Análise Comportamental o psicólogo e Mestre em Cognição em Linguagem, Prof. João Oliveira, autor de livros nesta área, será o facilitador deste curso.
ISEC - Barata Ribeiro 383 - Copacabana - Rio de Janeiro
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Produção de Roteiros: Seis Passos Para Um Roteiro.
Índice:
1. Introdução:
Ninguém ensina ninguém a escrever. Nem roteiros, nem textos para Internet, nem literatura, nem nada que exija criatividade e talento. O primeiro passo para quem quer escrever, seja lá o que for, é certificar-se de que leva algum jeito pra isso. Para escrever é preciso gostar das palavras, adorar a língua-pátria, amar escrever.
Se o candidato a escritor não for um gênio, pode superar as dificuldades com esforço e determinação. Mas se faltar talento e criatividade, aí não tem remédio!
Depois da descoberta do talento surgem as primeiras dúvidas: O Que, Como e Onde escrever. O Que escrever? Roteiros? Textos para a Internet? Ou Literatura?
Como escrever um roteiro para Teatro, para Cinema ou para Televisão? Um texto para a Web? Ou uma Crônica, um Conto, uma Poesia?
Onde escrever? Para mídia eletrônica, impressa ou digital?
Antes de começar a aprender, é preciso conhecer formatos, veículos e eleger um foco. Para redigir matérias jornalísticas ou peças publicitárias, o melhor caminho é cursar uma faculdade de comunicação. Mas não há faculdade de Escritores. Não há escolas que ensinem a arte da ficção.
A proposta deste trabalho é disponibilizar algumas ferramentas para o autor que está começando, ajudando-o a escolher O Que, Como e Onde escrever e servir como um guia para as pessoas que têm talento e vontade para escrever roteiros.
2. Definições:
"Eu comparo o roteirista a uma mãe de aluguel. Seu trabalho é conceber, gerar, parir e depois entregar o bebê para o diretor criar. O roteiro, quanto não é filmado, não vale nada e, depois de filmado, também não vale nada. É a peça literária menos lida e de vida mais curta, mesmo assim, sua importância é fundamental na produção de um filme". (Walter Webb).
"Eu criei um gráfico que pretende mapear as emoções do filme. É uma tentativa de tornar consciente o que passa despercebido para o roteirista. Afinal, o que queremos provocar no espectador? Um filme é pura emoção e vai deixar uma impressão neste espectador. Não se trata de um método científico, mas essa visão por dentro da ação dá mais segurança à direção e ao casting." (Anna Muylaert).
"O Roteiro é uma peça informativa que deve se limitar a fornecer dados para a equipe que vai trabalhar no filme e criar a partir desse texto. Roteiro não é produto final, é uma espécie de molde no qual você aplica uma resina, retira o produto e o molde permanece lá. Um bom roteiro é uma peça de transição, não deve ter ambições literárias, nem de direção". (Marçal Aquino).
"O Roteiro é a forma escrita de qualquer audiovisual. É uma forma literária efêmera, pois só existe durante o tempo que leva para ser convertido em um produto audiovisual. No entanto, sem material escrito não se pode dizer nada, por isso um bom roteiro não é garantia de um bom filme, mas sem um roteiro não existe um bom filme". (Doc Comparato).
"Roteiro é uma história contada em imagens, diálogo e descrição, dentro do contexto de uma estrutura dramática". (Syd Field).
"Escrever um Roteiro é muito mais do que escrever, é escrever de outra maneira: Com olhares e silêncios, com movimentos e imobilidades, com conjuntos complexos de imagens e de sons que podem possuir mil relações entre si..." (Jean-Claude Carrière).
"Roteiro é o desenvolvimento de um enredo, dentro de uma técnica determinada. O roteiro não é apenas uma arte, mas uma arte base ou uma arte básica. Em outras palavras, o roteiro é a base do cinema, do teatro e da novela / minissérie televisiva. É a planta do edifício de toda arte cênica". (Murilo Dias César).
"Roteiro é uma peça literária na qual o autor só tem um recurso: a descrição. E ela precisa ser compreendida por toda a equipe de produção. Pra todo mundo entender, não pode haver metáforas. Portanto, o bom roteirista não é necessariamente um bom escritor, mas aquele que sabe traduzir, com racionalidade e clareza, o seu pensamento visual". (Fernando Bonassi).
3. Considerações Gerais:
Considerações Gerais sobre o Roteiro:
1. Mídias e Veículos:
Para determinar o formato do audiovisual e do roteiro, é preciso definir para qual mídia ou veículo o projeto se destina: Teatro, Cinema, Televisão, Vídeo, CD ROM, DVD, Internet, Eventos, etc.
2. Teatro:
Para escrever roteiros para qualquer mídia é preciso conhecer os fundamentos do Teatro que é o pai das artes cênicas.
Há três aspectos fundamentais na arte do Teatro:
Conflito- Não há ação dramática sem conflito, mesmo que seja a total ausência de conflitos;
Sonoridade- A força de uma narrativa dramática está na sonoridade do texto expressa nas falas, nos diálogos, na locução, etc;
Estética- As imagens precisam ser criadas e visualizadas através de um conceito estético que harmonize formas, cores e movimentos, causando impacto visual no espectador.
3. Diferenças de Linguagem:
O Teatro é a arte do Diálogo.
O Cinema é a arte da Imagem.
A Televisão é um misto entre os dois. Novelas e seriados pendem mais para o teatro (diálogos) e as minisséries, para o cinema (imagens).
Já a Internet é a arte da Interatividade.
4. Formatos do Roteiro:
O modelo e a diagramação do roteiro variam conforme a mídia a que ele se destina. Existem padrões para cada tipo de roteiro.
Cada mídia exige informações preliminares adequadas à sua linguagem:
Teatro- Época, Local, Cenário, Personagens, Observações. Eventualmente pode-se incluir a Story Line e a Sinopse da peça;
Cinema - Época, Local, Locações, Personagens (principais, secundários, periféricos, extras e figurantes), Apresentador, Locutor ou Narrador. Pode-se incluir observações sobre a Trilha Sonora, Iluminação, dados referentes à produção, a story line e a sinopse do filme;
Televisão - Época, Local, Ambientação, Personagens (principais, secundários, periféricos, extras e figurantes), Escaletas;
Empresariais- Cliente, Formato, Duração, Público-alvo, Cenário, Personagens, apresentador ou locutor; Trilha, Observações, etc.
5. Ferramentas do Roteiro:
Teatro - O roteiro de teatro é composto por Diálogos, que são as falas das personagens, ao vivo ou em off e por Rubricas [vide tópico 13] que descrevem o que acontece em cena e os estados emocionais das personagens. Há ainda as indicações de sons, efeitos, trilha sonora, e efeitos de iluminação, que podem ocorrer em ocasiões específicas;
Cinema - O roteiro de Cinema é formado pela descrição das Imagens, ou seja, tudo aquilo que se vê na tela, inclusive letreiros; e Áudio, tudo aquilo que se ouve no filme, as falas das personagens, apresentador ou locutor, efeitos de som e trilha;
Televisão - O roteiro de Televisão também é composto por descrição de Imagens e de Áudio;
Internet - Em um roteiro interativo, além da descrição de Imagem e Áudio, há a Programação, que descreve as possibilidades de navegação dentro do programa.
6. Divisão do Roteiro:
Toda a ação dramática se divide em Cenas, no entanto um roteiro não precisa ser dividido cena a cena. O roteiro para teatro é dividido em Atos. Em cinema, o formato mais comum é o Seqüenciado (dividido em seqüências). Em televisão, o roteiro divide-se em blocos por causa dos intervalos comerciais, que se subdividem em seqüências. Em vídeo, normalmente, o roteiro é dividido em Blocos por assunto, que se subdividem em seqüências. Em roteiros para mídia digital, a divisão ocorre através de um menu com assuntos opcionais.
Em cinema e televisão, a forma mais usada para dividir as seqüências é a mudança de ambientação, ou seja, muda a locação da filmagem, muda a cena. No teatro, as cenas mudam com a entrada e saída de personagens.
7. Formato do Audiovisual:
O programa pode ser Ficcional ou Não-Ficcional e os formatos variam de acordo com a mídia a que se destina o projeto.
Cinema - Documentário, Longa-metragem, Curta-metragem, etc;
Televisão - Telenovela, Seriado, Minissérie, Documentário, etc;
Vídeos Empresariais - Comerciais, Institucionais, Treinamento e Produtos;
Eventos - Shows, Convenções, Inaugurações, etc.
Mídia Interativa - Comerciais, Informativos, etc.
8. Gêneros do Roteiro:
Além do formato (Ficcional ou Não-Ficcional ) o roteiro pode ser classificado quanto ao gênero:
Aventura - Western, Ação, Mistério, Policial, Guerra, Musical;
Comédia - Romântica, Musical, Infanto-Juvenil;
Crime - Psicológico, Ação, Social, Policial;
Suspense - Terror, Mistério;
Romance - Amor, Melodrama;
Drama - Romântico, Biográfico, Social, Musical, Comédia, Ação, Religioso, Psicológico, Histórico;
Ficção Científica - Futurista, Imaginário;
Outros - Tragédia, Farsa, Animação, Histórico, Séries, Mudo, Erótico, Documentário, Semidocumentário, Infanto-Juvenil, Educativo, Eventos, Empresarial ; etc.
9. Localização no Tempo e no Espaço:
Logo no início do roteiro deve-se definir onde e quando a ação transcorre.
Época - Localizar a história no Tempo - Quando;
Local - Localizar a história no Espaço - Onde.
10. Perfil das Personagens:
A personagem é um ser humano imaginário. Para compor personalidades consistentes, vivas e interessantes é preciso refletir sobre seu caráter e formação. O autor pode valer-se de suas próprias vivências e lembranças, e pesquisar sobre os dados atribuídos à personagem.
Uma ferramenta para dar corpo a elas é elaborar uma ficha contendo alguns dados como: Sexo, Tipo físico, Idade, Nacionalidade, Quando e Onde vive ou viveu, Classe Social, Raça, Saúde, Escolaridade e nível cultural, Profissão, Família, Hobbies, Hábitos, Fatos do Passado, Relacionamentos afetivos, Sexualidade, Religião, Filosofia e ideologia política, Situação financeira e patrimônio, Aspectos psicológicos, Vícios e desvios de conduta, etc.
11. Estrutura Clássica:
Embora existam diversas variáveis, a Estrutura clássica de fragmentação de um roteiro é conhecida como Ternário:
Preparação - Surge o conflito;
Desenvolvimento - Crise;
Desenlace - Resolução.
12. Rubricas e Indicações:
Esta é a parte mais importante para a audiodescrição!
As Rubricas e Indicações podem aparecer na área destinada ao áudio e entre as Imagens também. Elas devem ser claras, diretas e objetivas para que todos os profissionais da equipe de produção possam entender aquilo que o autor quer dizer. E devem ser criativas também, para que o diretor e os atores captem o clima e a densidade da ação.
Há dois tipos de Rubrica:
Rubricas de Ação - descrevem o que acontece em cena;
Rubricas de Tonalidade - descrevem os estados emocionais das personagens e o tom dos diálogos e falas.
As rubricas devem ser usadas com parcimônia com o objetivo exclusivo de descrever, de forma sucinta, o que acontece em cena e em que tom as personagens expressam suas falas. Ao exagerar no uso de indicações, o roteirista estará invadindo o espaço criativo do diretor e do elenco.
13. Movimentos de Câmera:
Para escrever para Cinema, Televisão e Vídeo, o roteirista deve conhecer os Planos de Filmagem e os Movimentos de Câmera, mas não cabe a ele definir os planos de cada cena. No primeiro roteiro ou roteiro literário, alguns movimentos poderão ser sugeridos ou descritos nas cenas-chave da ação ou para dar idéia do clima de uma seqüência. Mas caberá ao diretor e à equipe de produção, definir cada Movimento de Câmera no Roteiro Final ou Roteiro Técnico. Ao se exceder na descrição dos planos de cada seqüência, o roteirista estará invadindo o campo de ação do diretor e da equipe de produção.
4. Seis passos para o roteiro:
Primeiro Passo: Desenvolver uma Idéia.
Todo roteiro - assim como toda obra literária e toda obra de arte - começa sempre a partir de uma Idéia. Idéias valem ouro!
A criatividade pode ser alimentada pela observação e interpretação da realidade, muita leitura, pesquisa, vivências do autor, brainstorms com amigos e parceiros, etc. O importante é que cada um desenvolva seu próprio processo criativo, como por exemplo, métodos de relaxamento ou rituais simples para instigar a imaginação e despertar a intuição. No entanto, a transpiração é tão importante quanto a inspiração.
Segundo o dramaturgo Doc Comparato "Escrever um roteiro é como se tivéssemos uma câmera atrás do olho e ainda mais, pois a câmera tem maior acuidade visual do que o olho e isso a aproxima da imaginação".
Segundo Passo: Determinar uma Story Line.
Definir o Conflito (O que).
Traduzir a Idéia em um Conflito essencial e condensar este Conflito em palavras. O Conflito é a matéria prima da dramaturgia e pode confrontar diversas forças. Por exemplo: O ser humano contra outros seres humanos, o ser humano contra as forças da natureza, o ser humano contra ele mesmo, etc. Todo o bom roteiro tem um conflito essencial e pode ser resumido em uma única frase.
Terceiro Passo: Criar uma Sinopse (ou Argumento).
Definir as Personagens (Quem).
Determinar quem viverá o Conflito básico e definir o Perfil das Personagens. Uma ferramenta interessante para a criação de personagens consistentes é criar uma ficha, contendo informações diversas sobre cada uma delas, como por exemplo, seus dados, seus hábitos e costumes, religião, situação financeira, dados biográficos, perfil psicológico, crenças religiosas, filosóficas, etc.
Além das personagens, a Sinopse deve definir a localização da ação, em que época ela acontece e descrever o decurso da Ação Dramática, a estrutura da ação, descrita no próximo passo.
Quarto Passo: Elaborar uma Estrutura (ou Escaleta).
Organizar uma Ação Dramática (Como).
Definir de que maneira as personagens viverão o Conflito, ou seja, de que forma a história será contada. Para isso é importante definir o Plot da ação, ou seja, a parte central da Ação Dramática, a espinha dorsal do roteiro.
A Estrutura é a divisão da Sinopse em partes e a forma, ou seja, como a trama vai evoluir até o desfecho. Uma estrutura clássica é conhecida como Ternário (divide-se em três partes). Na Estrutura é preciso definir também o Formato do audiovisual. Para tanto, o primeiro passo é determinar a mídia ou o veículo para o qual se destina o roteiro e depois, fixar o Formato de acordo com a mídia alvo.
Quinto Passo: Elaborar o Pré-Roteiro (ou Roteiro Literário).
Incluir os Diálogos (falas ou locução) que são o fator determinante do Tempo Dramático das cenas ou seqüências. Definir as palavras que serão usadas pelas personagens que viverão o Conflito.
As Rubricas (ou indicações) devem acompanhar as falas descrevendo o estado de ânimo ou atitudes das personagens para orientar o diretor e os atores com relação ao clima de cada fala e de cada cena.
Os principais aspectos para a criação dos diálogos são a coerência e o conteúdo das falas, e a maneira como se fala.
No pré-roteiro, a narrativa, que até aqui é vista como um todo, será dividida em cenas, ou seqüências. Cada cena deve estar integrada ao todo e o desenrolar das cenas deve ter um Ritmo que resulte num tempo ideal. A harmonia do Ritmo determinará a harmonia do conjunto da obra. O Pré-roteiro é também a fase de fazer Leituras Dramáticas do texto, fazer revisões, ouvir feedbacks, refletir sobre o texto e reescrever as cenas e seqüências quantas vezes isso for preciso.
Sexto Passo: Participar do Roteiro Final (ou Roteiro Técnico).
Manejar as cenas e criar uma Unidade Dramática para o audiovisual.
O roteiro final é um trabalho de equipe que requer a interação do roteirista com o diretor, a equipe de produção e até com o elenco. É hora de corrigir imperfeições e trabalhar as imagens mais a fundo, incluindo os Movimentos de Câmera e Planos de Filmagem. Aqui também serão incluídos a Iluminação, a Trilha Sonora, o Elenco e outros detalhes de produção. Ao final deste trabalho o roteiro deve estar pronto para ser gravado.
Doc Comparato acredita que "Compete ao diretor e à sua equipe, converter o roteiro literário em roteiro técnico... Elaborar o roteiro final significa converter o Primeiro Roteiro - um texto - em uma ferramenta de trabalho que será entregue à equipe de produção para ser traduzida em imagens e sons".
Outras informações sobre audiodescrição:
• Produção de Roteiros: Introdução
• Produção de Roteiros: Considerações Gerais
• Produção de roteiros: Definições.
ORIGEM WWB - WebWrittersBrasil.
FONTE Blog da Audiodescrição. Acesso em http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2010/07/producao-de-roteiros-seis-passos-para.html
domingo, 25 de maio de 2014
4º Congresso Nacional de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Libras e Língua Portuguesa
O 4º Congresso Nacional de Pesquisas em Tradução e Interpretação de Libras e Língua Portuguesa estará reunindo pesquisadores convidados de outros países e pesquisadores brasileiros para discutir sobre as pesquisas que envolvem a tradução e interpretação de língua de sinais de e para língua portuguesa.
O tema central desta edição do evento é a intermodalidade nas pesquisas sobre tradução e intepretação de linguas de sinais e línguas faladas. Os efeitos de modalidade nos processos da tradução e interpretação entre línguas de modalidades diferentes apresentam impacto nas discussões teóricas e aplicadas do campo dos Estudos da Tradução. Neste evento, estaremos nos debruçando nestas questões para compreender ainda mais sobre as formas como podemos contibuir efetivamente para o desenvolvimento da área.
O congresso também objetiva afirmar as pesquisas em tradução e interpretação da Libras no campo dos Estudos de Tradução e Interpretação.
Para maiores informações visite o site do congresso em http://www.congressotils.com.br/
Fonte:
http://e-ipol.org/tag/linguas-de-sinais/
sábado, 10 de maio de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
IX Simpósio Pedagógico e Pesquisas em Educação – SIMPED.
Data do evento.
02, 03 e 04 de setembro de 2014.
Prezado(a)
Desde 17 de abril é possível enviar artigos para o IX Simpósio Pedagógico e Pesquisas em Educação – SIMPED.
O ENVIO DOS ARTIGOS pode ser realizado até 02 de junho de 2014.
DATAS IMPORTANTES:
Inscrições para autores com trabalhos>>>
16 de abril a 02 de junho de 2014.
Inscrições para ouvintes>>>
16 de abril a 20 de agosto de 2014.
Submissão de Trabalhos>>>
16 de abril a 02 de junho de 2014.
Divulgação dos Resultados:
A partir de 30 junho de 2014
SUB-TEMAS:
Convidamos você a participar desse relevante evento científico, enviando um ou mais artigos relacionados a um dos seguintes sub-temas.
v Práticas Educativas Contemporâneas;
v Reflexões sobre a avaliação transdisciplinar;
v Formação de Professores: pensamento transdisciplinar em transformação;
v Leitura e Transdisciplinaridade: intercomunicando múltiplos saberes;
v Políticas de Identidade transcultural: Raça, Sexo, Etnia e intervenção social na educação;
v Educação Ambiental e transversalidade;
v O ensino de Língua e a transculturalidade;
v Escola e diversidade no III milênio: discutindo realidades da inclusão escolar.
OBSERVAÇÕES:
1 – Os participantes com apresentação de trabalho deverão encaminhar o artigo para o site: www.aedb.br/ssa, na íntegra;
2 – O resumo deverá conter entre 100 a 250 palavras (O resumo deverá ser inserido no corpo do artigo, em um único arquivo e abaixo do título);
3 – No ato da inscrição, para apresentação de trabalho, o participante indicará o sub-tema e modalidade escolhida dentro das seguintes opções: pôster, relato de experiência e comunicação científica;
4 – Quando o trabalho apresentar mais de um autor, o certificado será conferido apenas àquele que efetivou o pagamento da inscrição e apresentação no dia e horário determinado pela Comissão Organizadora do SIMPED;
5 – Maiores informações sobre propostas e normas: www.aedb.br/simped emTRABALHOS.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
Informações adicionais poderão ser obtidas no portal http://www.aedb.br/simped, no endereço eletrônico simped@aedb.br ou pelo telefone (24) 3383.9000, de 2ª feira a 6ª feira, das 9h às 12h.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Estação das Letras: comemoração dos 18 anos.
DIA 24 DE ABRIL. A PARTIR DAS 17h.
Local:
Fundação Casa de Rui Barbosa
(Rua São Clemente, 134 – Botafogo).
Programação:
17h – Encontro com Gonçalo M. Tavares:
Universos da Criação Literária.
18h30 – Confraternização.
R.S.V.P. pelo telefone (21) 3237-3947
ou pelo e-mail estacaodasletras@estacaodasletras.com.br
Endereço:
Estação das Letras>>>>
Rua Marquês de Abrantes, 177 - Lojas 107/108 :: Flamengo
Rio De Janeiro, RJ 22230-060.
Brazil.
Tel: (21) 3237-3947.
segunda-feira, 31 de março de 2014
Nem herois nem coitados, compartilhamos sentidos: Notícias do Blog da Audiodescrição.
por Miriam Sanger.
O teatro proporciona uma vibrante troca de experiências. Ouvintes e surdos, cegos e videntes. Nem heróis, nem coitados. O palco e sua linguagem põem abaixo o estigma de que pessoas com deficiência só podem ter dois papéis na vida.
Não Só de Pão: o mais difícil é saber quem inclui quem nessa história israelense.
O palco se enche de luz e, no meio dele, uma trupe de atores está sentada em uma longa mesa. Preparam a massa, ingrediente do espetáculo Não Só de Pão. O público está ansioso – veio assistir a uma peça de teatro encenada por atores cegos, surdos e mudos. É possível ouvir os pensamentos: como pode atuar alguém que não fala, não ouve e não vê? Então a mágica orquestrada pelo Nalaga’at Center, sediado na cidade israelense de Tel Aviv, acontece. Os atores compartilham com a plateia ansiosa, em cenas cheias de poesia, os sonhos que todos os seres humanos têm e nem mesmo uma deficiência severa é capaz de apagar. É quase um teatro do absurdo, hoje chamado de “teatro inclusivo”, que convida o espectador a entrar em um mundo desconhecido. O mais difícil é saber quem inclui quem nessa história.
Um espetáculo que traz em seu elenco atores com deficiências físicas nunca propicia uma experiência comum. Isso acontece também porque, justamente por causa da deficiência – auditiva, visual ou verbal, ou todas conjugadas –, são trabalhados com maior intensidade outros sentidos em geral relegados a segundo plano. A sonorização, mais rica, é um recurso extra, enquanto o olfato e o tato crescem em cena. Esse tal de teatro inclusivo tem clara vocação artística, obviamente, mas pelo menos nesses primeiros anos de evidente experimentação tem também o papel de quebrar a barreira do preconceito que nos divide em grupos, e nos isola. O resultado é uma experiência mágica e incômoda – põe em perspectiva as deficiências de cada um de nós.
“Ninguém sai de nossas peças da mesma forma que entrou”.
“Ninguém sai de nossas peças da mesma forma que entrou”, conta Paulo Braz, diretor do Projeto Expressividade Cênica para Pessoas com Deficiência Visual, iniciado em 2001. “Lembro dos primeiros encontros com esse grupo de atores cegos, e a situação deu um nó na minha cabeça. Como faríamos para que eles pudessem se movimentar livremente pelo palco? Esse era um aspecto fundamental do trabalho, pois nosso objetivo comum nunca foi valorizar a deficiência. E, em vez de restringir a movimentação, inventamos recursos, como o piso tátil, que permite que os atores, descalços, caminhem com segurança”, explica.
“Quando você pensa nos deficientes visuais, vem à mente a dificuldade que têm para caminhar. Não foi o que vi naqueles atores, e isso me chocou. Ao fim da peça, continuei sentada, refletindo. Olhamos para os deficientes achando que sua vida é cheia de limites, e o que vi no palco mostrou o inverso. Saí dali com um olhar diferente”, descreve Lélia Rocha, docente de Língua e Literatura Francesas na Universidade Estadual de Londrina, que assistiu duas vezes a Olhares Guardados, a segunda montagem teatral do grupo, que sucedeu à peça Cidades Invisíveis.
Enquanto diretores reveem sua estratégia e o público, suas concepções, o deficiente também precisa se reinventar, física e emocionalmente, para atuar, superando os próprios preconceitos e receios. “A primeira coisa que fizemos juntos foram exercícios para nos soltar. O deficiente mantém o corpo muito rígido: estamos o tempo inteiro armados pelo medo dos obstáculos”, conta Gleice Santana, atriz do grupo NósCegos, de Belo Horizonte, cega desde os 10 anos de idade. A trupe foi formada em 2006 pela diretora Kelly Crifer, que encontrou em cinco meninos e meninas, entre 13 e 14 anos, disposição de encarar o desafio de se expor a uma plateia que eles só podem imaginar.
“Nas primeiras apresentações eu estava ansiosa, mas também superfeliz. Sentia que, ao mesmo tempo em que eu levava arte para as pessoas, quebrava um paradigma. Ali, no palco, a gente pode tudo”, descreve a atriz. As muitas apresentações que o grupo realizou em escolas foram, em sua opinião, seu trabalho mais importante até o momento. “Preconceito começa na educação. Ao entrarmos em contato com as crianças, mostramos a elas como é possível crescer com uma nova mentalidade, mais aberta, menos excludente. Fala-se muito por aí sobre inclusão, mas a gente sabe que ela dificilmente acontece na prática”.
Compartilhar sentidos:
A inclusão é um movimento de mão dupla: a aceitação deve vir de todas as partes envolvidas, e esse aspecto precisa ser também trabalhado com os deficientes, segundo a diretora Kelly. “É fundamental combater a barreira imposta por eles. Normalmente, por causa da nossa ignorância, os deficientes reagem se acomodando e se retraindo. É preciso dar-lhes consciência de suas potencialidades porque, com elas, eles se tornam mais fortes para se expor a novas experiências". O jovem grupo chegou longe: estreou com a peça Boi sem Estrelas, em 2006, no ano seguinte encenou Os Saltimbancos e, depois, A Ver Estrelas. “Nesse processo, é evidente como esses atores passaram a lidar melhor com seus preconceitos e partiram para a ação: precisam ensinar a sua verdade para as outras pessoas”.
Sueli Ramalho, atriz, intérprete, tradutora e professora de línguas gestuais – cada país tem a sua, a do Brasil é a Libras –, faz um trabalho importante nesse sentido. Ela e o irmão Rimar Romano, também ator e surdo, montaram a Cia Arte & Silêncio, com a qual se apresentam em ONGs, empresas e instituições. Suas performances, sempre com doses de comicidade, têm como objetivo mostrar o mundo e a cultura dos deficientes auditivos. “Queremos derrubar mitos e preconceitos. Superadas as dificuldades, todos somos obviamente iguais e enriquecedoramente diferentes”, diz Sueli.
A atriz israelense Batsheva Ravenseri, cega, surda e muda, também ressalta a importância de expor sua realidade. “Quando estou no palco, me sinto importante porque sei que estou ensinando à plateia algo a respeito do nosso mundo. Muitos nem sabem que existem pessoas como nós”, conta. O objetivo das peças do Nalaga’at – que sugestivamente quer dizer “toque, por favor”, em hebraico – vai nesse sentido, segundo a diretora Adina Tal. “Nosso teatro não fala especificamente sobre surdez ou cegueira, mas sobre a imperfeição em cada um de nós. Essa experiência nos torna mais receptivos às pessoas a nossa volta”.
O diretor teatral português João Pedro Correia também tateia nessa direção. Em 2007, formou a companhia Pele, sediada na cidade do Porto e composta por atores surdos. Seu interesse vai além de mostrar ao mundo o que um surdo pode fazer no palco: quer mostrar o que uma pessoa surda pode fazer na plateia. Para isso, busca soluções que tornem o teatro acessível a esse público. “Surdo não entra em sala de teatro porque acredita que não entenderá nada. Mas, quando entra, gosta, participa e sente-se cidadão. Não há outra saída: a mudança precisa partir da própria pessoa”, opina o diretor, que até o momento montou com esse elenco três espetáculos – com a música, no último deles, como elemento de destaque.
“Estreamos em um teatro pequeno e, no fim da peça, vários surdos da plateia vieram até nós para dizer que haviam adorado a música. Então entendi que eles sentiram a vibração dos tambores em cena através do piso, e isso abriu para mim uma nova perspectiva cênica”. No quarto espetáculo, prestes a estrear, João Pedro utilizará um sistema de pastilhas que amplifica o som dos objetos em cena. “Um relógio que toca, o passar de vassouras ou um toque na porta poderão ser sentidos pelo público surdo”.
Muitas vezes desesperançados ou acomodados, os deficientes encontram uma forma diferente de encarar a vida e a si mesmos.
No Brasil, também há experiências interessantes acontecendo. Em Belo Horizonte, há poucas semanas entrou em cartaz a peça Um Amigo Diferente?, a primeira no país com total acessibilidade. Há intérprete de Libras, legenda eletrônica, programa da peça em braile e lugares para cadeirantes. Mais ainda: antes da peça, um profissional passeia pelo palco com o público cego, para que todos possam tocar os figurinos e os cenários e, assim, acompanhar melhor as cenas mais tarde, com a ajuda de audiodescrição. Em São Paulo, O Grande Viúvo, montagem baseada em texto de Nelson Rodrigues, conta com atores cegos e é totalmente encenada no escuro.
Tantas novidades – reinvenção cênica, quebra de paradigmas, revisão de preconceitos – tornam-se, no entanto, pequenas frente à revolução que o teatro inclusivo representa dentro do universo do ator deficiente. Muitas vezes desesperançado ou acomodado, ele encontra uma forma diferente de encarar a vida e a si mesmo. “O teatro foi para mim uma surpresa, porque descobri um talento meu que desconhecia”, conta João Durval, DJ conhecido da noite de Londrina (PR) que, cego desde a infância, foi convidado por Paulo Braz para integrar o grupo Expressividade Cênica. “É um mundo diferente daquele que eu estava acostumado. Na minha atividade como DJ há barulho, e por meio dela me faço ser ouvido; no palco, vivo o silêncio e me exponho. É uma sensação incrível a de ser valorizado pelo que se faz”, descreve.
Surdos fazem música no espetáculo português Quase Nada.
Batsheva também veste uma nova pele quando entra em cena: “Quando estou no palco, sinto-me como uma pessoa normal, sem nenhuma limitação”. E, para seu colega de cena Itzik Hanuna – o narrador da peça Não Só de Pão –, o ingresso no Nalaga’at foi um divisor de águas. “Minha vida ganhou sentido. Esse não foi um caminho fácil, mas me forçou a me arriscar em novas atividades, como escrever”, conta Hanuna, cego desde o nascimento e surdo a partir dos 11 anos. É no fim da peça, quando o público é convidado a ir ao palco para se comunicar com o elenco, com a ajuda de intérpretes, que Hanuna mais vibra. É um momento delicado, incrivelmente emocionante para uns e terrivelmente incômodo para outros.
“Não gostei de ter sido chamado para me aproximar deles. Parece-me que estão sendo expostos, como animais em um zoológico”, comentou o espectador Adi Tali assim que as luzes da plateia se acenderam. Se o ouvisse, Hanuna não concordaria com ele. “O contato com o público é para mim o momento mais prazeroso do espetáculo, pois é a hora em que nos comunicamos como qualquer outra pessoa. Infelizmente, para muitos é mais fácil dividir os deficientes em duas categorias: herói ou coitado. No entanto, não somos nem um, nem outro, e cabe a nós decidir se queremos tomar o destino em nossas mãos ou nos entregar. ” Pois afinal, como seu personagem descreve em uma das primeiras cenas do espetáculo, “todos nós temos ambições – não vivemos só de pão”.
Origem: Rede Brasil Atual - Número 84, Junho 2013.
Fonte Blog da Audiodescrição.
Outras informações sobre audiodescrição>>>>
Acesso http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2013/07/nem-herois-nem-coitados-compartilhamos-sentidos.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BlogDaAudiodescricao+%28Blog+da+Audiodescri%C3%A7%C3%A3o%29
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