segunda-feira, 22 de julho de 2013
Cursos de graduação e pós-graduação a distância oferecidos pelo CEAD.
Cursos a Distância:
A modalidade de Ensino a distância é definida pela LDB como uma forma de ensino que possibilita a auto- aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação. ( Art. 1º do Decreto 2.494/98 que Regulamenta o Art. 80 da LDB - Lei n.º 9.394/96).
Os cursos a distância oferecidos pela UNIRIO visam contribuir para a realização de oportunidades educativas em nível superior para pessoas que por diferentes motivos, disponibilidade de tempo e falta de recursos econômicos, de acesso e outros, teriam dificuldade de inserção nos cursos de modalidade presencial. Portanto, milhares de pessoas vêm utilizando a modalidade de ensino semi- presencial oferecida pelos Cursos de Graduação e Pós-Graduação da UNIRIO, ocupando, dessa forma, postos de trabalho nos diversos campos profissionais para os quais foram formados através dessa metodologia.
Cursos de Graduação:
Na modalidade a distância, a CEAD-UNIRIO oferece: Licenciatura em Pedagogia , Licenciatura em Matemática e Licenciatura em História.
Cursos de Pós-Graduação:
Na modalidade a distância, a CEAD-UNIRIO oferece: Pós-Graduação em Educação Especial.
Informações em http://www.unirio.br/cead/cursosadistancia.html
NO ESTADÃO: Fatec-SP divulga lista de convocados do vestibular de inverno.
Fatec-SP divulga lista de convocados do vestibular de inverno A Fatec-SP divulgou nesta sexta-feira, 19, a primeira lista de convocados do vestibular de inverno. No site da instituição estão disponíveis ainda a classificação geral e o desempenho individual de cada candidato. A relação dos selecionados também será afixada na unidade em que o aluno pretende estudar.
Os candidatos selecionados devem fazer a matrícula nos dias 22 e 23 de julho. Se as vagas oferecidas não forem preenchidas pelos primeiros convocados, a segunda lista será divulgada somente na faculdade, no dia 24 de julho.
Mais de 44 mil inscritos disputaram as 12.555 vagas distribuídas entre as 56 Fatecs. Ao todo, foram oferecidos 65 cursos de graduação tecnológica.
Matrícula:
A matrícula deve ser feita na secretaria da Fatec onde o candidato pretende estudar, no horário determinado pela unidade de ensino. Perderá direito à vaga quem não fizer a matrícula na data determinada ou deixar de apresentar os documentos exigidos.
Confira o calendário de matrículas:
22 e 23 de julho: deverão efetuar a matrícula os convocados na primeira lista;
24 de julho: divulgação dos convocados da segunda lista, nas respectivas Fatecs;
25 de julho: data da matrícula para os candidatos da segunda lista.
Mais informações: http://www.fatecsp.br/
AINDA NO ESTADÃO - QUE TAL FAZER UMA PÓS-GRADUAÇÃO NO EXTERIOR? Confira lista de bolsas.
Por Davi Lira - O Estado de S. Paulo.
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Pós-graduação no País foi regularizada pelo MEC em 1965.
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Diogo e Carolina (à esquerda) pensam em ir; Daniel e Flávia já foram.
É quase unânime a impressão que os brasileiros têm quando retornam ao País após concluir uma pós-graduação no exterior. Eles são categóricos ao afirmar que se trata de uma experiência necessária. Isso porque a realização de estudos lá fora traz não apenas ganhos acadêmicos, como aprendizado cultural, pessoal e, claro, profissional.
“Estudar no exterior é uma das melhores coisas que dá para fazer por você e pelo País. Algumas coisas só fazem sentido quando você está lá fora”, diz o médico Daniel Branco, de 38 anos, que cursou MBA com ênfase em Sistemas de Saúde e Finanças em Wharton, na Pensilvânia, nos EUA.
O fato é que nem sempre é fácil fazer um curso de mestrado, doutorado e pós-doutorado no exterior. A vontade esbarra nas dificuldades. Mas também é certo que, se antes as possibilidades eram limitadas, agora o cenário é outro.
Atualmente, não faltam ferramentas digitais que desburocratizam cada vez mais os processos de seleção – explicando, em detalhes, os trâmites necessários para os candidatos se darem bem nas temíveis aplicações. E não é só.
As possibilidades de bolsas de estudos ofertadas por governos e instituições estrangeiras estão mais disseminadas – agora é muito mais fácil acessar as informações. Além disso, é notório o aumento na concessão de bolsas e auxílios nas agências públicas de fomento, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por exemplo.
Só em relação aos auxílios concedidos pela Capes, o número de bolsas ofertadas aumentou mais de 140% em apenas cinco anos. Saltou de 31 mil em 2007 para mais de 77 mil bolsas no ano passado.
Mais chances:
E a possibilidade de qualquer estudante ganhar uma bolsa – incluindo aquele que não está matriculado nos programas de pós-graduação nacionais e, geralmente, está mais próximo das ofertas oficiais – também cresceu de forma substancial, especialmente a partir de 2011, com a criação do programa Ciência Sem Fronteiras, do governo federal.
“Sem dúvida, a formação de pesquisadores nas boas instituições lá fora produz indivíduos mais bem preparados para os novos conhecimentos demandados atualmente, como a nanotecnologia”, afirma Jorge Guimarães, presidente da Capes, em entrevista recente ao Estadão.edu.
A bióloga Flavia Siqueira, de 34 anos, foi uma das pesquisadoras que não gastaram nenhum centavo do bolso para realizar parte de sua pesquisa na área de genética na Universidade Harvard, nos EUA. “Nunca passei tanto frio na minha vida, mas a experiência foi totalmente válida. Lá é tudo mais organizado e os pesquisadores foram muito pacientes comigo”, diz Flávia. Como bolsista da Capes, ela fez um doutorado-sanduíche (parte no Brasil, parte no exterior).
“Fui estudar a epigenética, um novo ramo da genética. Analisei de que maneira fatores ambientais, como nutrição, poluição e estresse, impactam o recém-nascido durante a gravidez”, explica Flavia.
O economista Claudio de Moura Castro, especialista em educação, menciona outras vantagens de se fazer uma pós-graduação lá fora. “Todo mundo que vai volta mudado, mais conectado com os colegas estrangeiros”, diz Castro.
E, quando o assunto é pós no exterior, um terço dos brasileiros tem na cabeça um mesmo destino: Estados Unidos.
Segundo dados recentes da Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta), 27% dos interessados em uma pós-graduação fora escolhem o país. E não à toa. No território americano, estão sete das dez melhores universidades do mundo, segundo o ranking da prestigiosa publicação inglesa Times Higher Education. Harvard, Stanford e Princeton são algumas das instituições de desejo dos brasileiros.
Engana-se quem pensa que o planejamento deve ser iniciado apenas no fim da graduação. O estudante de Administração do Insper Augusto Sato, de 21 anos, tem em mente a possibilidade de fazer uma pós no exterior. “Lá fora você se dá conta de que a globalização começa na sala de aula. Há alunos de várias nacionalidades estudando juntos.”
Ainda assim, alguns brasileiros que gostariam de estudar nos EUA acabam desistindo quando se dão conta de que os processos de aceitação pelas universidades são mais complexos que a seleção no Brasil.
“Há 20 anos, parecia impossível mandar brasileiros para estudar fora. Mas os alunos precisam fazer acontecer”, afirma Fábio Tran, diretor executivo da Fundação Estudar.
De olho no interesse dos brasileiros, a instituição lançou o portal Estudar Fora (estudarfora.org.br), para auxiliar quem quer participar de programas de graduação, pós-graduação ou intercâmbio em universidades de ponta. “A internet tem o poder de potencializar um sonho e transformá-lo em realidade”, diz o baiano Diogo Publio, de 23 anos. Atualmente em São Paulo, ele acaba de chegar da Califórnia.
Outros sites também podem servir de auxílio ao estudante interessado em realizar uma pós nos EUA: Easy Aula, Estudar nos EUA e Scholarship Experts.
Custo:
Mesmo com oferta de cursos mais acessíveis, o custo de uma pós-graduação no exterior ainda desanima muitos pretendentes. O valor pode variar de R$ 20 mil a R$ 100 mil, ou até mais. Para quem não pode ou não quer arcar com as despesas, uma bolsa de estudos é a opção mais desejada. Elas existem, não são poucas, mas o problema é que muitos brasileiros ainda desconhecem sua existência.
“Tenho vontade de fazer uma pós fora, mas sei que preciso me planejar. Ainda não conheço muitas bolsas específicas para brasileiros”, conta o professor de Arquitetura e fotógrafo Lucas Barros, de 34.
Se a bolsa não vier, uma alternativa é buscar um empréstimo, que pode ser feito na própria faculdade, explica o médico Daniel Branco. “As pessoas não devem ter medo de fazer dívidas para estudar. Cheguei a dever R$ 350 mil, mas deu tudo certo”, diz Branco.
Problemas:
Se o caminho até a pós não é dos mais fáceis, os estudantes que migram temporariamente para o exterior precisam também atentar para questões operacionais – e psicológicas – durante e após a viagem. “A burocracia, em especial para os casos de doutorado pleno, pode virar um drama. Os estudantes não são avisados previamente dos documentos necessários para validar os estudos quando retornam ao País”, diz Luana Bonone, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos.
Na questão mais subjetiva, atenção com o lado psicológico é condição para a realização de uma viagem mais proveitosa. “Tem muita gente que não está preparada para assumir os riscos da ambivalência que virão. As perdas deixadas para trás são claras, mas os ganhos nem sempre. É preciso saber lidar com a solidão, por exemplo”, exemplifica Andrea.
Por isso, a experiência deve ser planejada passo a passo, orienta Carolina Yumi, de 21, que cursa graduação na Universidade da Carolina do Sul. Aos 13 anos, ela foi para a Escócia fazer um intercâmbio de alguns meses. Depois, aos 16, passou seis meses na Nova Zelândia. Agora, ficará quatro anos nos EUA.
Carolina também quer fazer uma pós no exterior, mas ainda não decidiu quando. Por enquanto, quer pensar cada vez mais “fora da caixinha”: “Lá fora, as pessoas acreditam mais em você, no que você pensa”.
Depoimento:
Luísa Ferreira, de 23 anos, faz mestrado em Comunicação na Espanha.
"Eu já tinha morado fora do Brasil em três ocasiões, mas nenhuma se comparou à experiência de fazer um mestrado no exterior. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco, vim para a cidade de Valladolid, na Espanha, em setembro de 2012. O tempo passou muito rápido e em julho já vou defender minha dissertação em Comunicação. Sim, o processo é bem mais curto do que no Brasil. Mas posso garantir que vir para o exterior foi uma das melhores decisões da minha vida.
Soube que tinha recebido a bolsa de estudos do Santander Universidades para estudar em Valladolid em abril do ano passado. Antes disso, procurei muito pela internet até encontrar um curso que me interessasse, com uma bolsa que cobrisse praticamente todos os meus gastos. Fuçando as ofertas de todas as universidades com boa reputação nos países cujas línguas sei falar, acabei encontrando a convocatória.
Descobri que há muitas oportunidades por aí para quem se prepara e corre atrás. Muitos amigos me pediram dicas e por isso escrevi alguns posts no meu blog de viagens (www.janelasabertas.com) explicando o caminho que percorri. Mas depois da carta de motivação, currículo, cartas de recomendação, traduções de documentos e tantas outras coisas, você recebe o esperado “sim” e percebe que o caminho só está começando.
O ensino superior na Espanha não é dos mais exigentes do mundo, mas por mais que você domine o idioma, apresentar trabalhos e escrever uma dissertação em outra língua é um desafio. Para mim, esse mestrado está sendo um exercício de superação, além de abrir meus olhos para muitas coisas. Eu nunca tinha feito pesquisa – na faculdade, sempre me concentrei nos estágios.
Além de tudo, hoje tenho mais claros meus objetivos e pude aproveitar oportunidades que não teria no Brasil. Fiz cursos gratuitos sobre direitos humanos, me tornei ativista da Anistia Internacional, ganhei bolsa para fazer um curso de jornalismo social no grupo de comunicação do El Mundo e participei de um treinamento de uma semana em Budapeste sobre minorias e mídia, com jovens jornalistas e ativistas de vários países. Ao deixar Valladolid, vou voltar à capital húngara pra fazer um estágio de dois meses em uma ONG. Digo tudo isso para chegar a uma conclusão: experiências internacionais são maravilhosas, especialmente se você tirar delas tudo o que puder. Tem muita burocracia pelo caminho, mas a quantidade de portas que se abrem compensa, e muito, qualquer esforço".
1) BOLSAS CONCENDIDAS POR ENTIDADES OFICIAIS BRASILEIRAS:
Capes -
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) - agência de fomento do governo federal -, oferece uma série de bolsas para vários países, especialmente em nível de doutorado, pós-doutorado e estágios no exterior. Geralmente os candidatos estão vinculado a uma instituição de ensino no País, cursando programas de pós-graduação.
Mais informações: (http://www.capes.gov.br/bolsas/bolsas-no-exterior).*****
CNPq -
Vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico financia bolsas para doutorado sanduíche e e doutorado pleno no exterior.
Mais informações: (http://www.cnpq.br/web/guest/apresentacao13).>>>
(Ciência sem Fronteiras:)
Até 2015, o programa pretende conceder mais de 45 mil bolsas de pós-graduação para os brasileiros. Para o doutorado sanduíche (parcial), e o doutorado pleno, em muitas universidades estrangeiras, o candidato interessado pode conseguir a bolsa apenas com o diploma de graduação.
Mais informações: (http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/pos-graduacao-doutorado).***
Fapesp:
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo também oferece auxílio para a realização de estágios de pesquisa para bolsistas de pós-doutorado.
Mais informações: (http://www.fapesp.br/bolsas).>>>
2) BOLSAS CONCEDIDAS POR FUNDAÇÕES, INSTITUTOS E ONG´s NACIONAIS:
Fundação Estudar:
Criada em 1991, a Estudar concede bolsas para alunos brasileiros realizarem mestrado e doutorado no exterior. Em mais de 20 anos de atuação, a fundação já concedeu cerca de 500 bolsas de estudo.
Mais informações: (http://www.estudar.org.br/programadebolsas/).***
Fundação Lemann:
O Programa de Talentos Lemann Fellowship oferece bolsas de estudos parciais e integrais em universidades de ponta, como Harvard e Stanford. Nos últimos sete anos, o programa já auxiliou quase 100 candidatos. Tem como foco profissionais e pesquisadores com bom desempenho acadêmico.
Mais informações: (http://www.fundacaolemann.org.br/fellowship/).>>>>
Instituto Ling:
Sediado em Porto Alegre, o Ling já já distribuiu, através de seus programas, 178 bolsas de estudo de pós-graduação em conceituadas universidades do mundo.
Mais informações: (http://www.institutoling.org.br/?page_id=55).
3) BOLSAS CONCEDIDAS POR INSTITUTOS E GOVERNOS ESTRANGEIROS:
Grã-Bretanha:
As bolsas Chevening financiam bolsas de mestrado nas universidades britânicas. O programa também incentiva a criação de um grupo de relacionamento e networking entre os participantes.
Mais informações: (http://www.chevening.org/brazil/).
A Universidade de Newcastle ofere bolsas exclusivas para brasileiros interessados em cursar a pós-graduação na Inglaterra. A seleção para este ano se encerra no dia 30 de junho.
Mais informações: (http://www.ncl.ac.uk/postgraduate/funding/search/list/brazil).***
Estados Unidos:
A Education USA - fonte oficial sobre estudos nos Estados Unidos -, consolida e disponibiliza informações sobre bolsas de estudos em universidades americanas abertas para brasileiros.
Mais informações: http://www.educationusa.org.br/site/agenda/internas.php
A Comissão Fulbright no Brasil oferece várias possibilidades de bolsas de pós-graduação para brasileiros. No programa de de doutorado parcial, estudantes podem desenvolver parte da pesquisa nos Estados Unidos.
Mais informações: (http://www.fulbright.org.br/content/view/11/70/).>>>
Holanda:
Centraliza as opções de bolsas disponíveis em universidades holandesas. Também detalha as fontes de financiamento para que tem interesse em estudar na Holanda.
Mais informações: (https://www.nesobrazil.org/bolsas-de-estudo/bolsas-institucionais/grantfinder).
Suiça:
O Governo Suíço oferece bolsas para estudos de pós-graduação exclusivas para brasileiros. São auxílios para a realização de mestrados, doutorados e pós-doutorados. Próxima seleção ocorre em agosto.
Mais informações: (http://www.eda.admin.ch/eda/pt/home/reps/sameri/vbra/cgsao/brasci/brauni.html).***
Alemanha:
O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (Daad, em alemão) oferece bolsas para cursos de mestrado e doutorado com temáticas relacionadas ao desenvolvimento sustentável, políticas públicas, açlém de especialização em música, artes, desing, artes cências, arquitetura e cinema.
Mais informações: (http://www.daad.org.br/pt/18313/index.html).****
Austrália:
Disponibiliza bolsas e auxílios para estudos no exterior. Com o programa de bolsas da Endeavour é possível fazer o mestrado e o doutorado em instituições australianas. A seleção deste ano finaliza no dia 30 de junho.
Mais informações: (http://www.innovation.gov.au/InternationalEducation/Endeavour).>>>
Bélgica:
Com o programa Vlir-Uos, candidatos brasileiros podem fazer mestrado, estágios ou pesquisas de curta duração em instituições belgas.
Mais informações: (http://www.scholarships.vliruos.be/en/countries/LandDetail?cl=3845).***
China
O governo chinês, através da Embaixada da República Popular da China no Brasil, disponibiliza anualmente bolsas integrais para estudos no nível de pós-graduação.
Mais informações: (http://br.china-embassy.org/por/whjl/t1010372.htm). >>>
Malásia:
O programa internacional de bolsas do governo da Malásia busca atrair profissionais de nível de pós-graduaçaõ ao país. Tem como prioridade áreas como Engenharia, Agricultura, Tecnologia da Informação, Saúde e Biologia.
Mais informações: (https://payloan.mohe.gov.my/INTER/).****
Dinamarca:
Existe uma séria de programas que oferece subsídios públicos para financiamento de cursos de pós-graduação no país.
Mais informações: (http://www.udiverden.dk/Default.aspx?ID=4729).>>>
França:
A agência oficial de promoção do ensino superior francês consolida a oferta de bolsas e oportunidades de estudos no país. O programa Eiffel é Uma das possibilidades de bolsa para brasileiros.
Mais informações: (http://www.bresil.campusfrance.org/node/6585).>>>>
Hungria:
A Fundação Tempus administra programas de cooperação internacional na área de educação. É possível conseguir financiamento para realização de estudos em nível de pós-graduação.
Mais informações: (http://english.tpf.hu/).***
Taiwan:
O Fundo de Desenvolvimento e Cooperação Internacional do governo de Taiwan disponibiliza bolsas integrais para estudos de pós-graduação no país.
Mais informações: (http://www.icdf.org.tw/ct.asp?xItem=12505&CtNode=30316&mp=2).***
Espanha:
As bolsas Maec-Aecid fazem parte de um programa do Ministério de Assuntos Exteriores e Cooperação española para estudos no nível de pós-graduação. Existem bolsas, inclusive, para que está no último ano da graduação.
Mais informações: (http://www.becasmae.es).>>>
Itália:
O Ministério das Relações Exteriores italiano concede bolsas de estudo para brasileiros cursarem a pós-graduação no país.
Mais informações: (http://www.esteri.it/MAE/IT/Ministero/Servizi/Stranieri).***
Japão:
O Governo Japonês oferece bolsas de estudo para brasileiros em universidades japonesas para pesquisa e cursos profissionalizantes, por exemplo.
Mais informações: (http://www.br.emb-japan.go.jp/bolsas_programas.html).>>>
Nova Zelândia:
O governo da Nova Zelândia seleciona candidatos em nível de doutorado para bolsas integrais no país. As inscrições para os interessados se encerram no dia 15 de julho.
Mais informações: (http://www.newzealandeducated.com/int/en/institutions_courses).****
Canadá:
O programa de bolsas internacionais disponibiliza uma série de programas para candidatos brasileiros interessados fazer pós-graduação ou desenvolver pesquisas no Canadá.
Mais informações: (https://w01.scholarships-bourses.gc.ca/scholarshipnoncdn-boursenoncdn.aspx?lang=eng).
O Fundo de Pesquisas de Québec oferece uma série de bolsas para programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado para pesquisadores brasileiros.
Mais informações: (http://www.fqrnt.gouv.qc.ca/en/bourses/index.htm)****
Rússia:
A Aliança Russa, representante oficial das universidades da Rússia no Brasil, oferece bolsas para cursos de mestrado.
Mais informações: (http://www.aliancarussa.com.br/site/).>>>>
4) OUTRAS:
Fundação Carolina:
O programa de bolsas da entidade oferece uma série de auxílios para candidatos de várias áreas fazerem cursos de pós-graduação na Espanha.
Mais informações: (http://gestion.fundacioncarolina.es).****
Fundação Beca:
Baseada no México, a fundação oferece oportunidades para candidatos da América Latina realizarem estudos de pós-graduação no exterior. São concedidas bolsas parciais e integrais.
Mais informações: (http://www.fundacionbeca.net/becas_instituciones.php).>>>>
Erasmus Mundus:
Programa criado pela União Europeia, o Mundus oferece bolsas integrais para realização de cursos de mestrado e doutorado.
Mais informações: (http://eacea.ec.europa.eu/erasmus_mundus).
André Marques:
Diretor geral da EF Englishtown, especialista em certificação.
A maioria dos brasileiros tem inglês básico. Quanto tempo seria preciso para eles estarem no nível adequado para serem selecionados para uma dessas bolsas?
Geralmente, as instituições pedem pelo menos 6 pontos no exame de certificação Ielts (caso das universidades britânicas) para a graduação e 7 para mestrado. A pontuação equivale ao nível pós-intermediário para graduação e avançado para mestrado. Para quem está começando agora no idioma, com um certo empenho, é possível atingir esse nível para graduação em até dois anos com segurança. Mas com dedicação diária e trabalhando muito forte a audição e a conversação, é possível diminuir esse prazo.
Silvia Corrêa:
Diretora da Associação Alumni,
Especialista em ensino de inglês.
O quadro muda para quem já tem um nível intermediário de inglês?
Sim. Quando o aluno já tiver um nível intermediário de proficiência em inglês, necessitará de aproximadamente 200 horas de instrução para atingir o nível recomendado para aprovação no exame. Quanto ao tempo, tudo dependerá da frequência e carga horária das aulas. Se fizer um curso intensivo, estará apto em 2 anos ou 2 anos e meio, mas se fizer um curso semi-intensivo, precisará de 4 anos para atingir este nível de proficiência.
ACESSO
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,que-tal-fazer-uma-pos-graduacao-no-exterior-confira-lista-de-bolsas,1046726,0.htm
domingo, 21 de julho de 2013
Curso de extensão "LIBRAS - Língua Brasileira de Sinais"
Professora:
Laura Jane Messias Belém -
Mestre em Educação.
Período:
De 5 de agosto a 25 de novembro de 2013.
Agosto: 5, 12, 19, 26.
Setembro: 2, 9, 16, 23, 30.
Outubro: 7, 14, 21, 28.
Novembro: 4, 11, 18, 25.
Horário:
Segundas-feiras, das 12h50 às 14h30.
Carga horária
32 horas/aula.
Ementa:
Utilização instrumental da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Aspectos linguísticos da Língua Brasileira de Sinais – fonologia, morfologia e sintaxe – possibilitando ao aluno o uso desta língua em contextos reais de comunicação
Conteúdo programático:
- Utilização instrumental da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).
- Aspectos linguísticos da Língua Brasileira de Sinais: fonologia, morfologia e sintaxe.
- Uso da língua em contextos reais de comunicação.
Bibliografia básica:
CAPOVILLA, Fernando César et alli. Dicionário enciclopédia trilíngue da língua de sinais brasileira. 3 ed. São Paulo, Edusp, 2008.
CAMPOS-GARCIA, Eduardo de. O que todo pedagogo precisa saber sobre LIBRAS. Os principais aspectos e a importância da Língua Brasileira de Sinais. São Paulo, Schoba, 2012.
GESSER, Audrei. LIBRAS? Que língua é essa? Crenças e Preconceitos em torna da Língua de Sinais e da realidade surda. São Paulo, Parábola Editorial, 2009.
Bibliografia complementar:
FERREIRA-BRITO, L. Integração social & surdez. Rio de Janeiro: Babel, 1993.
FERNANDES, Eulália (Org.) – Surdez e Bilinguismo. Porto Alegre: Editora Mediação, 2005.
LODI, Ana Claudia et all. Letramento e minorias. Porto Alegre: Editora Mediação, 2003.
QUADROS, Ronice Muller de: KARNOPP, Lodenir Becker. Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos. Porto Alegre: Artmed, 2008.
SACKS, Oliver. Vendo Vozes: uma viagem ao mundo dos surdos. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
SKLIAR, C. A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Editora Mediação, 1998.
THOMA, Adriana da S. e LOPES, Maura Corsini (Orgs). A invenção da surdez: cultura, alteridade, identidades e diferença no campo da educação. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2004.
________. A invenção da surdez II: espaços e tempos de aprendizagem na educação de surdos. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2006.
Certificado:
Confere certificado mediante 75% de presença nas aulas.
Investimento:
4 parcelas de R$ 95,00.
As vagas são limitadas.
Faculdade de São Bento do Rio de Janeiro.
Rua D. Gerardo, 68 - Centro - Rio de Janeiro.
Telefones: (21) 2206-8281 e 2206-8310.
www.faculdadesaobento.org.br
Em sua 9º edição, o Simpósio Docente UNISUAM acontece nos dias 12 e 13 de agosto, no Auditório Novo, Unidade Bonsucesso, e tem como tema “Avaliação / Práticas Educativas: Influências na Aprendizagem”. O evento objetiva potencializar a parceria com os docentes, por meio do programa de formação continuada, foco de atenção da Instituição, constituindo-se num espaço de troca que visa ao desenvolvimento e a valorização dos profissionais envolvidos.
O Simpósio Docente busca, ainda, estimular a reflexão sobre a importância das práticas educativas inovadoras/avaliação e suas influências no processo ensino-aprendizagem, além de favorecer a interação e a troca de experiências relacionadas às práticas educativas e ao processo de avaliação.
Veja a programação completa:
12/08/2013:
8h30 às 11h30 -
Acolhida aos professores.
Abertura -
IX Simpósio de Docência Superior UNISUAM.
Mesa-Redonda:
Tema: Des(construção) e Re(construção) dos Paradigmas da Avaliação na UNISUAM.
Objetivo:
Refletir sobre a importância do processo de avaliação na aprendizagem.
Participantes: Prof. Carlos Alberto Figueiredo da Silva;
Profª Claudia de Freitas Lopes Costa;
Prof. Jorge França Motta;
Prof. Geraldo Motta Azevedo Junior.
NOITE:
18h às 21h30.
Tema: Avaliação da Aprendizagem no Ensino Superior: Como lidar com essa questão.
Palestrante: Profª Drª Thereza Penna Firme.
Objetivo: Identificar dificuldades e possibilidades da avaliação no Ensino Superior.
13/08/2013:
8h30 às 11h30 -
1º Momento:
Palestra: Inovando o cotidiano na sala de aula.
Palestrante: Prof. Carlos Henrique Xerfan do Amaral.
Objetivo: Sensibilizar os Docentes da necessidade e importância da inovação para o sucesso
do processo de aprendizagem.
2º Momento:
Apresentação de vivências inovadoras:
Prof. Luis Felipe da Fonseca Reis;
Prof. Rogério Terra de Oliveira;
Prof. Paulo Feliciano da Silva Motta;
Profª Glória Elena Pereira Nunes;
Prof. Leonardo Samu.
TARDE e NOITE
13h às 21h30 -
Atividade: Encontro dos professores com os coordenadores dos cursos de Graduação.
Responsáveis: Coordenadores de Curso.
Objetivo: Apresentar, analisar e discutir o trabalho a ser desenvolvido no semestre.
OBS: Conforme previsto na programação, os horários da tarde e noite estarão disponíveis para os encontros dos coordenadores com os professores do curso.
Fonte: UNISUAMNews
http://www.unisuamnews.com.br/ix-simposio-docente-unisuam
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Cursos e Eventos em Direito no CEU IICS
A Escola de Direito foi fundada pelo Prof. Dr. Ives Gandra da Silva Martins e iniciou suas atividades em 1972 com o oferecimento de Cursos de Especialização e Extensão. Em 1988, tornou-se a primeira instituição não-universitária a receber o aval do MEC para ministrar pós-graduação lato sensu em Direito Tributário.
(Dr Ives).
Além dos cursos, a Escola promove eventos com especial destaque para o Simpósio Nacional de Direito Tributário, que está em sua 38ª Edição.
Cursos:
•
Contratos Empresariais e Questões Contemporâneas
•
Contratos Internacionais
•
Direito da Construção e Infraestrutura
•
Direito do Entretenimento.
Rua Martiniano de Carvalho, 573 - São Paulo, SP.
Estacionamento no local pela lateral,
à Rua Santa Madalena, 75.
Fone: + 55 (11) 3177-8385.
www.iics.edu.br
quinta-feira, 18 de julho de 2013
No Estadão: Revalida para médicos brasileiros acontece no dia 25 de agosto.
Notícia>>>
Edital foi publicado nesta segunda-feira, dia 15; instituições de ensino têm até dia 25 de julho para inscrever alunos.
Veja também:
Número de médicos não segue avanço de infraestrutura.
Se não falta profissional, falta hospital pelo Brasil.
Estudantes do 6.º ano de cursos de Medicina no Brasil farão o Exame Nacional de Diplomas Médicos (Revalida) no dia 25 de agosto. O exame é voltado a formandos de outros países que querem atuar no Brasil, mas o Ministério da Educação (MEC) pretende avaliar a ferramenta com estudantes do País.
Alunos de 32 instituições de ensino (17 privadas 15 públicas), de todas as regiões, vão participar. A expectativa é que 3.745 pessoas façam o teste. Ainda não foi divulgada a lista de faculdades.
O objetivo é entender se essa prova está adequada às diretrizes dos cursos de Medicina do Brasil. Criado em 2011, o Revalido teve índices de 90% e 91% de reprovação nos dois últimos anos.
O edital do exame pré-teste foi publicado hoje no Diário Oficial da União. As inscrições dos estudantes, que serão feitas pelas instituições de ensino superior, começam nesta segunda-feira, dia 15, e seguem até o 25 de julho. Os estudantes também deverão confirmar a inscrição.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do MEC que vai realizar o exame, informa no edital que os resultados não serão divulgados. "O Estudo tem por finalidade exclusiva subsidiar análises sobre a avaliação aplicada na primeira etapa do Revalida, e com ele não se confunde, tendo em vista sua adequação às Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Medicina", descreve o documento.
Os estudantes brasileiros que fizerem essa versão do Revalida só terão de responder à parte teórica - o exame original conta com atividades práticas. Mas essa prova será nos mesmos moldes da original: prova objetiva com duração de 5 horas, realizada pela manhã, seguida da prova discursiva com duração de 3 horas, à tarde. A longa duração é uma das reclamações de quem não consegue ser aprovado na prova.
O Revalida é obrigatório para médicos que se diplomaram em outros países e querem atuar no Brasil. Entretanto, o programa "Mais Médicos", do governo federal, prevê a importação de médicos estrangeiros, para atuação em cidades do interior e da periferia, sem a exigência de revalidação dos diplomas. A decisão provocou críticas de entidades médicas brasileiras.
O programa tem o objetivo de atender à demanda por profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre elas, a decisão de aumentar de seis para oito anos o tempo de duração dos cursos de Medicina no Brasil, com obrigação de passagem pelo SUS.
*Atualizado às 18h34 para acrescentar o número de cursos de Medicina brasileiros que devem participar do Revalida.
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO. Acesso em
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,revalida-para-medicos-brasileiros-acontece-no-dia-25-de-agosto,1053674,0.htm
Instituto Militar de Engenharia - IME: Concurso de Admissão ao Curso de Formação e Graduação 2013.
Concurso de Admissão ao Curso de Formação e Graduação do IME CA/CFG 2013/2014.
As inscrições para o Concurso de Admissão ao Curso de Formação e Graduação (CA/CFG) 2013/2014, destinados aos concludentes do Ensino Médio, encontram-se abertas no período de 15 de julho a 02 de Setembro de 2013.Informações em http://inscricoes.ime.eb.br/CACFG_WEB/
Outra oportunidade:
Concurso para Professores Civis do IME.
ATENÇÃO: O Manual do Candidato estará disponível em breve. O Concurso destina-se a preencher 18 (dezoito) vagas para o cargo de Professor de Magistério Superior, classe Adjunto A, e as inscrições poderão ser feitas no período de 05 a 29 de agosto de 2013.
Informações no site http://www.ime.eb.br/
Sobre o Instituto Militar de Engenharia:
O IME é um estabelecimento de ensino do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) responsável, no âmbito do Exército Brasileiro, pelo ensino superior de Engenharia e pela pesquisa básica.
Ministra cursos de graduação, pós-graduação e extensão universitária para militares e civis. Insere-se no Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército, cooperando com os demais órgãos, por meio da prestação de serviços e pela execução de atividades de natureza técnico-científicas. O Instituto coopera, pelo ensino e pela pesquisa, também para o desenvolvimento científico-tecnológico do País. site http://www.ime.eb.br/
quarta-feira, 17 de julho de 2013
NO ESTADO DE SÃO PAULO: Faculdades vão debater oito anos para Medicina.
Newsletter Bruno Deiro, Fernanda Bassette e Paulo Saldaña.
Comissão formada por representantes de 11 federais analisará o projeto do governo.
Uma comissão formada por representantes de onze cursos de Medicina de universidades federais discutirá como os dois anos de serviço obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS) - previstos como segundo ciclo na formação dos médicos - podem ser incorporados no tempo de residência.
Veja também:
Veja fotos do protesto dos médicos em SP.
Médicos e estudantes fazem protesto em Porto Alegre.
Mercadante anuncia grupo para debater MP dos médicos.
A comissão foi formada nesta terça-feira para, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, aprimorar as propostas do Mais Médicos, sobretudo a de levar profissionais para o interior e o segundo ciclo. Mais de cem profissionais das 59 federais estiveram na reunião.
Para se tornar cirurgião, por exemplo, um médico já precisa passar por uma residência de dois anos. Segundo Mercadante, a discussão sobre como combinar esses dois prazos é forte.
Outro ponto que será avaliado é a forma de acompanhamento dos estudantes no ciclo final de dois anos. "Como são profissionais do SUS que vão acompanhar os estudantes, temos de definir como esse trabalho será feito", afirma Mercadante.
O ministro ressaltou que a comissão terá 180 dias para discutir antes de as propostas seguirem para o Conselho Nacional de Educação. "A própria estrutura curricular do curso pode sofrer ajuste com base nas novas iniciativas", diz Mercadante.
Em São Paulo:
Ao menos 500 médicos e estudantes de Medicina saíram às ruas de São Paulo ontem para protestar contra as medidas do governo federal nesta terça-feira.
Às 16h30, eles saíram em passeata da Rua da Consolação e percorreram as principais vias do centro da cidade. Contra a vontade dos organizadores, seguiram para a Avenida Paulista e bloquearam a via em alguns trechos nos dois sentidos, por cerca de 1h30. Não houve incidentes e os médicos receberam apoio dos motoristas.
Os profissionais são contra a medida provisória publicada na semana passada que prevê a vinda de médicos estrangeiros para atuar no SUS sem a revalidação dos diplomas, a criação de mais 11,4 mil vagas nos cursos de Medicina e a obrigatoriedade de prestação de dois anos de serviço na rede pública.
Eles também protestaram contra os vetos que a presidente Dilma Rousseff fez à Lei do Ato Médico - que regulamenta o exercício da medicina. A presidente vetou, por exemplo, o trecho da lei que dizia que fazer diagnóstico de doenças e a indicação terapêutica seria atividade privativa de médicos.
Se a medida provisória for aprovada e virar lei, as entidades médicas entrarão na Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil Federal. "Aumentar em dois anos o curso de Medicina para instituir a obrigatoriedade de serviço obrigatório no SUS é inconstitucional. Apenas o serviço militar é obrigatório no País", afirmou Renato Azevedo Júnior, presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp).
De acordo com ele, o assunto não poderia ser regido por medida provisória porque não é urgente (só passa a valer em 2015) e, por isso, deveria ser tratado por meio de projeto de lei.
Os médicos organizam agora uma mobilização em 8 de agosto, para exigir audiências públicas no Congresso e no Conselho Nacional de Educação. Prometem ainda um manifesto no dia seguinte, no Congresso, para que a MP seja modificada antes de ser convertida em lei.
Fonte O Estadão. Acesso http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,faculdades-vao-debater-oito-anos-para-medicina,1054160,0.htm
terça-feira, 16 de julho de 2013
EDITORA SCHOBA
A Editora Schoba foi instituída com o objetivo de desburocratizar a publicação de livros no Brasil. Como o autor é o seu foco principal, a Editora espera estabelecer uma parceria duradoura e transparente durante o processo de publicação de seu livro, zelando pela sua imagem e oferecendo um serviço que atenda cada necessidade.
CONTATO( http://www.editoraschoba.com.br/contato.php).
SUGESTÕES DE OBRAS DA EDITORA SCHOBA:
1 - As crianças e os adolescentes dos centros de atenção psicossocial.
Obra pioneira, decorrente de pes- quisa financiada pela FAPESP, que analisa a realidade social,
demográfica e epidemiológica das crian- ças e adolescentes acolhidos nos Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenis (CAPSi) do Estado de São Paulo. O livro é dividido em duas partes complementares. Na primeira, descreve de maneira abran- gente as características da população in- fantojuvenil usuária desses serviços, além de fornecer análises de suas práticas, de aspectos institucionais e do papel dos prontuários tanto no que diz respeito ao usuário quanto às equipes. Na segunda parte do livro estão presentes diversos es- tudos derivados de trabalhos de Pós-Gra- duação que, seguramente, servirão como referência para professores, estudantes, pesquisadores e profissionais da área de saúde mental infantojuvenil, ao mesmo tempo em que lançam uma ponte entre a academia e os serviços de saúde.
2 - Adolescentes, drogas e prevenção.
Apresenta-se neste livro uma pesquisa sobre a metodologia de programas criados por organizações não governamentais que oferecem atividades ligadas a arte e cultura para crianças e jovens. O objetivo é apresentar soluções alternativas de prevenção ao abuso de drogas na adolescência
3 -Saúde Mental Coletiva – Clinicas e Vulnerabilidades.
Nasceu de solicitações dos profissionais da saúde mental e de saúde em geral à procura de (re)ligações de saberes em saúde mental coletiva, particularmente, trazendo a tona o debate em torno da(s) clinica(s) e vulnerabilidades. Está organizado em seis partes – Políticas Públicas, Saúde Mental e Vulnerabilidades, Saúde Mental e Violência, Saúde Mental e Direito, Práticas de Saúde Mental e Saúde Mental e Educação. Nesse sentido, a obra procura abordar temas diversos numa busca transdisciplinar de evocar possibilidades de (re) construção do conhecimento em torno da saúde mental e saúde em geral imersos em diferentes contextos institucionais.
Mas detalhes sobre estas e outras obras podem ser pesquisadas no site
www.editoraschoba.com.br
Rede Nacional de Ação Social – RENAS
A história da Rede Nacional de Ação Social – RENAS – iniciou-se em 2000, quando três organizações (MEN Confederação, Viva Network e Visão Mundial) se encontraram no Clave IV – Congresso Latino Americano de Evangelização –, em Quito, no Equador, e conversaram sobre a ação social evangélica no Brasil.
Em novembro de 2001, um grupo de organizações sociais evangélicas reuniu-se em Belo Horizonte, MG, para uma consulta convocada pela Visão Mundial, com o objetivo de formar uma rede para articular e mobilizar várias iniciativas de organizações evangélicas.
No dia 09 de dezembro de 2002, aconteceu em São Paulo um encontro, ocasião em que foi lançada a proposta da Consulta Evangélica de Ação Social, visando à formação da RENAS. Estavam presentes 66 pessoas, representando cerca de 50 organizações.
Nos dias 21 e 23 de março de 2003, realizou-se a Consulta, da qual participaram cerca de cem organizações sociais, provenientes de diferentes estados do Brasil. Foram definidos os motivos sociais norteadores, princípios e objetivos da rede.
VIII ENCONTRO NACIONAL RENAS.
Criança, igreja e sociedade. Ver mais em (http://encontro.renas.org.br/).
Caminhos do reino de Deus para a proteção de crianças e adolescentes
As crianças são legítimos sujeitos de direitos no reino de Deus. Está lá na bela expressão (e prática) de Jesus (Lc 18.15-17). É ele também que adverte que nada nem ninguém deveria permitir que os pequeninos tropeçassem (Mt 18.6).
Mas no “reino dos humanos” elas enfrentam grandes obstáculos para serem tratadas com respeito e dignidade, inclusive em igrejas. Crianças e adolescentes estão entre os grupos com menos reconhecimento de seus direitos. Pobreza, doenças, morte, falta de acesso à educação de qualidade e violência (inclusive sexual) são alguns dos piores obstáculos que as crianças enfrentam para sobreviver.
Que contraste com as palavras de Jesus! Como obediência a ele e como seus filhos, devemos fazer tudo para promover alegria, bem-estar e plena realização das crianças e adolescentes, reconhecendo na terra seus direitos sinalizados e assegurados no reino dos Céus.
Comprometida com essa missão de Jesus, a Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) promove seu 8º Encontro Nacional, desta vez em Fortaleza, CE. Assim reafirmamos a necessidade de colocar as crianças no centro da roda para a plenitude de sua existência, celebrando as muitas ações já feitas em rede por nossos parceiros (como a Rede Mãos Dadas), desafiando a nós mesmos para aperfeiçoar os esforços e assumindo novos desafios.
Esperamos e oramos para que o encontro seja, de fato, uma fortaleza para crianças e adolescentes na defesa firme e generosa de seus direitos. Assim como o reino de Deus é delas, o melhor de nosso mundo humano seja também para o bem de crianças e adolescentes. As bênçãos e os benefícios serão de todos nós.
Rede Evangélica Nacional de Ação Social -
Acesso http://renas.org.br/
1ª Conferência Brasileira de Biofeedback
A ABBIO tem o prazer de anunciar as datas da 1ª Conferência Brasileira de Biofeedback: 30 e 31 de agosto e 01 de setembro.
Serão 3 dias de troca de experiências, com a presença de palestrantes internacionais, conforme a programação abaixo.
O primeiro dia do evento será totalmente dedicado à realização de workshops.
O evento acontecerá na Universidade Municipal de São Caetano do Sul, campus Centro, localizado à Rua Santo Antônio, 50 / São Caetano do Sul – SP – Mapa: http://goo.gl/maps/PQT9I - Site: http://www.uscs.edu.br
Biofeedback
Retroalimentação Biológica:
Biofeedback é um termo do inglês criado em 1969 para descrever o processo de leitura, armazenamento e amplificação de sinais fisiológicos emitidos por um organismo vivo e apresentação desse através de mecanismos e interfaces compreensíveis, como mídias. A retroalimentação em tempo real proporciona ao organismo a possibilidade de tomar consciência das informações obtidas e as aprimorar, através dos mecanismos de aprendizagem, treinamento e autorregulação. São retroalimentados sinais provenientes de diferentes sistemas que formam o organismo, mas não limitados a esses: Sistema Nervoso Central (SNC) NEUROFEEDBACK, Sistemas Nervosos: Periférico (SNP) e Autônomo (SNA)
Sobre BIOFEEDBACK.
Na Saúde, o treinamento com biofeedback é um poderoso processo terapêutico para gerenciamento dos padrões fisiológicos de desordens orgânicas ou aprendidas em resposta ao estresse, que desregulam nosso equilíbrio.
Na Educação, o uso de biofeedback é um maneira de medir e ensinar a aumentar potenciais de atenção e cognição, além de habilidades de gerenciar estresse em situações desafiadoras ou de avaliação.
Treino Biofeedback – Fonte: Wikipedia.
Na área de Excelências em Performance, biofeedback pode ser usado em treinamento de atletas, artistas e executivos de classe mundial para desenvolvimento de estados de alto empenho, rápida tomada de decisão e ainda controle de estresse.
O termo Biofeedback é usado em referência aos processos de autorregulação através da interface homem máquina, em que respostas fisiológicas são monitoradas e o usuário é capaz de aprender a modulá-las e, desse modo, ocorre a autorregulação.
De modo geral, um conjunto de sensores capazes de monitorar certas respostas fisiológicas é ligado a uma pessoa cujas respostas são enviadas a um computador, que processa esses dados. A autorregulação ocorre quando, ao visualizar suas respostas em tempo real via uma interface na tela do computador, a pessoa aprende a modificá-la, ou seja, aprende a modificar também as suas respostas corporais.
Fonte ABBIO - Acesso em
http://www.abbio.com.br/hp/
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Quem Manda na Educação?
Por: Claudio de Moura Castro & Maria Helena Guimarães de Castro
Não há como negar a importância de saber quem manda na educação. De fato, tal conhecimento permite direcionar os esforços das políticas públicas para os atores mais relevantes no processo.
Mas de saída, temos de ser modestos em nossas pretensões de chegar a conclusões firmes e claras. O problema é conceitualmente resvaladiço e a evidência empírica bem magra. No fundo, navegamos com base em uma experiência própria acumulada – e que às vezes pode pregar peças.
Seja como for, achamos que vale o esforço de ver até onde conseguimos avançar com os poucos dados existentes e com uma inevitável dificuldade de definir até mesmo o que é “mandar”.
Para os nossos propósitos, diante de um conceito muito fluido do que seja “mandar”, fixamos algumas definições úteis para a análise:
1. Mandar pode significar o poder de fazer as coisas acontecerem, tomando um rumo diferente daquele que ocorreria na ausência de tal ação. É o conceito mais óbvio e intuitivo do termo.
2. Mandar pode também ser entendido como o poder de impedir que algumas coisas aconteçam. É o poder de veto ou de censura. Sem essa ação passiva, as coisas seriam diferentes. Por exemplo, os sindicatos “mandam” na educação, no sentido de que impedem a modernização da carreira e das regras de remuneração. Outro exemplo, o Ministério Público embargou obras de construção de escolas de ensino fundamental em municípios paulistas alegando que as prefeituras só poderão investir em educação depois de “zerar” a demanda por creches.
3. Alargando um pouco o conceito, mandar é também definir e redefinir o clima de opinião vigente. Com as ideias, percepções e atitudes da sociedade se alterando, tornam-se mais fáceis alguns cursos de ação, enquanto outros ficam mais problemáticos. Por exemplo, quando a grande imprensa e a opinião pública educada passam a valorizar a avaliação, isso permite mudanças mais arrojadas nas suas políticas. Sem o apoio da opinião pública dos leitores da Folha de S. Paulo, Paulo Renato Souza não teria ousado lançar o Provão, objeto de forte rejeição nos meios universitários. Nesse sentido restrito, a imprensa e o público educado “mandam” na educação, pois viabilizam politicamente algumas mudanças e tornam outras menos palatáveis. Outro exemplo: progressivamente vai se reduzindo o número de municípios em que os diretores de escolas são indicações políticas dos prefeitos ou de outros atores políticos. Tal prática se torna progressivamente mais desconfortável.
Diante dessas três interpretações de “mandar”, saímos em busca das múltiplas combinações das ações e inações dos atores correspondentes. Quem faz acontecer? Quem trava? Quem pauta o certo e o errado, o aceitável e o inaceitável naquele momento? Mas, sobretudo, estamos buscando aqueles atores que são capazes de introduzir mudanças, boas ou ruins. Quem serão? O ministro, os secretários estaduais, os prefeitos ou seus secretários? Os bons diretores de escolas que funcionam bem, independentemente das decisões superiores?
Antes de prosseguir, vale definir uma outra dimensão do “mandar”, necessária para entender o poder público. Suspeitamos sempre do poder que reside nos incumbentes, por exemplo, na alocação de recursos. Eles teriam poder para decidir se dão para o estado X ou para o município Y?
Mas há também um poder do Estado que se manifesta na criação de programas com regras objetivas e que são aplicadas mecanicamente, ou quase. Ou seja, são implementadas sem a interveniência de decisões discricionárias dos dirigentes. Por exemplo, notas abaixo de tantos pontos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) podem levar à suspensão dos vestibulares. Ou, no caso da pós-graduação, acima de tanto, significam mais bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Tais regras tornam o Estado poderoso, mas não conferem tanto espaço de manobra aos incumbentes, já que as regras são mecanicamente aplicadas.
Tendemos a condenar um governo central que toma decisões discricionárias, aplicadas nos níveis mais baixo. No entanto, o julgamento pode ser bem mais matizado, se os avanços se operacionalizam por via de regras universalistas, aplicadas sem favoritismos.
Contudo, o problema vale na outra direção, ou seja, pode impedir uma ação benéfica do executivo. Por exemplo, as regras de carreira do magistério, muitas vezes, impedem a implantação de mudanças necessárias para a melhoria da qualidade do ensino. No caso, houve a anulação de provas de seleção de professores temporários pela Justiça de São Paulo, com base na legislação em vigor. Ou seja, o poder discricionário não pode ser usado de maneira criativa ou benéfica.
Um mapa do poder
No Gráfico 1, mapeamos quem poderia mandar na educação, em qualquer das conotações definidas acima. Obviamente, o que está apresentado não passa de uma lista sem qualquer censura ou filtro de plausibilidade. É o que poderia influir, pela sua existência e posição no espaço social, político e administrativo em que opera a educação. Na discussão que segue, exploramos cada uma destas hipóteses.
Nesse mapa mental, incluímos o MEC (Ministério da Educação), os estados, os municípios e os diretores de escolas. A pergunta óbvia é quem manda em quem? Do ponto de vista político-institucional e de acordo com a Constituição de 1988, nenhum nível manda no outro. Não obstante, a lei prescreve a colaboração entre os níveis. A experiência e as regras sociológicas da burocracia sugerem que tal cooperação é difícil fazer funcionar na prática.
Nem os estados estão subordinados ao governo federal e nem os municípios aos estados. Nesse primeiro cenário, perguntaríamos se o MEC manda nos estados ou nos municípios. Na prática, ninguém manda em outro nível. Diretamente, não mandam, mas a dependência financeira de vários estados e municípios em relação ao governo federal pesa.
Por outro lado, não parece que os estados mandam nos seus municípios. Na maioria dos casos, há um forte distanciamento entre secretarias estaduais e os municípios. Sabe-se que muitos municípios organizaram seus sistemas de ensino autonomamente, ignorando as políticas educacionais do estado ao qual se vinculam. Não há culpados nessa história. Essa situação reflete as características do federalismo brasileiro e, de certa forma, a ausência de mecanismos que viabilizem um regime de colaboração efetivo entre os níveis de governo.
Ao fim e ao cabo, alguém manda mesmo? Manda em quem? Isso porque a negativa não é apenas ser mandado e ter de obedecer. Pelo contrário, pode significar também uma crônica situação de impasse ou inércia, em que nada de muito substancial acontece, pela falta de poder de alguma autoridade para se sobrepor aos demais atores com força política. Como tentaremos demonstrar, esses impasses tendem a caracterizar a situação de estados e das grandes cidades. Em contraste, a observação casual sugere que nos municípios pequenos as autoridades têm mais poder decisório, pela ausência de oposição organizada. Voltaremos ao tema, mais adiante.
Mais distantes do processo decisório, mas não menos importantes, temos a multiplicidade de atores da sociedade civil. Há os sindicatos de professores e patronais. Há os movimentos empresariais e a grande imprensa. E, finalmente, há os pais e suas eventuais associações. Como sugeriremos, quase sempre, de pouca expressão e poder.
No que segue, examinaremos cada um desses atores, perguntando quanto poder têm, seja para mudar, bloquear mudanças ou transformar o clima de opinião sobre os temas educativos.
MEC
O MEC não manda diretamente na educação, pois não tem escolas básicas. Além disso, não tem poder de determinar políticas educativas estaduais ou municipais. Essa é uma característica muito decisiva no sistema federativo brasileiro. Se é para o bem ou para o mal, não está claro.
Diante de estados e municípios de desempenho catastrófico, seria até bom que mandasse, para consertar os desastres. Mas o reverso da medalha são a inércia e as regras burras que travam os sistemas mais progressivos e dinâmicos. Se o MEC mandasse mais, seria ainda pior.
As universidades federais são autônomas. Na teoria, são completamente autônomas. Na prática, estão atadas a um cordão umbilical financeiro e administrativo, tendo pouca liberdade de ação sobre o seu orçamento e suas contratações. Na verdade, nem o MEC tem grande poder discricionário sobre muitos desses gastos. Boa parte da implementação orçamentária reside na área financeira do governo federal. Em contraste, as universidades decidem seus rumos acadêmicos, mesmo que estejam distantes das prioridades do MEC e do que poderíamos chamar de “interesse nacional”. De certa maneira, é o pior dos mundos.
Como regra, o MEC ditaria as agendas da educação. Mas o seu poder está muito balcanizado, dentro de suas inúmera instâncias. O ministro tem pouco controle sobre o CNE (Conselho Nacional de Educação), embora tenha grande poder de escolha de seus membros e tenha sido o autor das regras de indicação deles. De fato, o poder do MEC na escolha dos membros do CNE agora é fortíssimo, basta ver a atual composição. O mesmo com a Conaes (Comissão Nacional de Avaliação do Ensino Superior) e outros órgãos colegiados. Certo ou errado, esses órgãos acabam sendo fatores inerciais.
No mundo real, convivendo com tantas forças inerciais, o MEC não é capaz de políticas ousadas. E nem mesmo de evitar impasses que resultam em políticas mornas, ou de evitar a permanência de um status quo indesejável.
Dentre seus próprios funcionários, há pouca congruência nas posições tomadas, inclusive contradições entre o que desejaria o ministro e o que consegue fazer ou aprovar. Por exemplo, aí está a reforma do Ensino Médio que patina sem rumo e sem uma orientação que revele uma visão moderna do que deveria ser esse ensino. Ademais, há hoje um considerável aparelhamento das equipes intermediárias, trazendo inércia, conflitos e defesa de interesses corporativos, partidários ou pessoais.
No todo, as equipes do MEC tendem a ser tecnicamente superiores às de quase todos os estados e municípios. Mas nem por isso poderíamos afirmar que estão à altura do desafio de tirar a educação do país da mediocridade em que sempre esteve.
Ainda assim, o MEC tem um bom número de ferramentas que lhe dão poder, quando sabe usá-las.
PNE
Na teoria, o PNE (Plano Nacional de Educação) estabelece o marco normativo da educação brasileira. Cumpre ao MEC a sua preparação. Uma vez formulado, vai para o Congresso para aprovação, muitas vezes, com alterações que tornam irreconhecíveis os projetos originais.
Na prática, tal como em outros assuntos, os planos não possuem os instrumentos legais para sua implementação. Se no presente o PNE será diferente, ainda está por se ver. O PNE prescreve um gasto de 7% do PIB em educação. Mas quem obriga os estados ou municípios a gastarem mais? E quanto deverão gastar? Na prática, o PNE é uma das peças mais fracas no arsenal do MEC.
Avaliação Uma ferramenta recente na história do ensino brasileiro é a avaliação. Começando com a avaliação da pós-graduação, foi rapidamente ganhando abrangência, com o Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), o Provão que virou Enade, Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), Prova Brasil e Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Em contraste com o PNE, é uma arma poderosa, quase sempre para o bem. Também é um instrumento que, uma vez definido, não admite mais o arbítrio de ninguém. Se o curso X perdeu bolsas porque caiu a nota da Capes, essa não é uma decisão discricionária da sua diretoria. Se o curso Y teve seu vestibular suspenso porque sua nota no Enade está abaixo de tantos pontos, trata-se de uma decisão tomada por algoritmos de análise da avaliação.
Por tudo o que se sabe, a avaliação da Capes tem um impacto positivo e poderoso na qualidade da pós-graduação. O mesmo impacto benéfico se imputa ao Provão/Enade. Em ambos os casos, podemos discordar com detalhes dos testes e das medidas atreladas a eles. Mas no todo, tais limitações não chegam a comprometer seu papel saneador. Tudo indica que as melhorias do Ideb são, em boa medida, o resultado da existência do próprio Ideb que cria constrangimentos para escolas e municípios mal avaliados. No entanto, ainda não sabemos se a recente melhoria do Ideb está ou não relacionada com o elevado absenteísmo de alunos no dia da prova, o que poderia mascarar algum tipo de seleção dos melhores.
Podemos dizer que as avaliações tornam o MEC mais poderoso. Contudo, não criam espaços discricionários para seu ministro ou secretários. Essas figuras tornam-se zeladoras de um processo que anda mais ou menos sozinho (em que pesem arranhões no processo aqui ou acolá). De outro lado, as avaliações nacionais estimularam o surgimento de contrapartidas estaduais e municipais, que ajudam a definir programas locais com base em evidências e fortalecem o uso de indicadores no acompanhamento do que acontece na escola.
Fundef/Fundeb
Dentre todas, a arma mais importante no arsenal do MEC é o sistema de financiamento Fundef/Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental/ Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que tem papel determinante na educação básica. O MEC é hoje o ator principal na definição dos critérios e per capita/aluno/ano; piso salarial nacional dos professores; complementação da União para atingir o valor mínimo. Com o Fundef, o MEC passou a ter papel central e articula seu poder político para votar o que quer seja nessa área do financiamento. A imensa maioria dos estados e municípios depende financeiramente das decisões e alocações do MEC via FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) para transporte escolar, merenda e EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Aqui é preciso esclarecer. O Fundeb representa mais de 90% do gasto em educação e 80% desses recursos referem-se a gasto com folha de pagamento. Atualmente, o financiamento da educação via Fundef tem a seguinte composição: municípios (42%), estados (38%), União (20%).
Nos estados, os recursos de educação são basicamente do Fundeb devido à composição da cesta de impostos. Nos municípios, há maior variação, pois, além do per capita definido em cada UF (que é o mesmo para a rede estadual e as municipais), os recursos vinculados à educação podem ser acrescidos, dependendo da arrecadação de impostos locais que não entram na cesta de impostos do Fundeb. É o caso de municípios muito ricos que não conseguem gastar os 25% constitucionais. Por exemplo, a prefeitura de Paulínia oferece bolsas de estudo para todos os jovens que concluírem o ensino médio e ingressarem em faculdades públicas ou privadas, mas sobram bolsas e faltam alunos. O salário inicial de professor 40 horas é R$ 4 600 e do diretor de escola, R$ 6 500, muito acima da média nacional. Mas, mesmo assim, acabam de encerrar uma greve de 62 dias, mostrando que greves e magnitude dos salários não se associam muito – assunto retomado mais adiante.
Já nos municípios e estados mais pobres, a dependência financeira do MEC é grande, tanto na complementação dos recursos do Fundeb quanto em relação a alocações negociadas via FNDE. As alocações do FNDE para merenda, transporte e livro didático são universalistas. As alocações para EJA, capacitação, pós-escola, saúde do escolar dependem de negociação por projeto. Não sabemos se tal negociação exorbita o que seria razoável em tais casos.
O Fundef/Fundeb limitou a autonomia do gasto em educação, definiu regras, como o mínimo de 60% dos recursos vinculados para o pagamento dos professores e estabeleceu controles que funcionam. Em que pese a perda de autonomia dos entes locais, nesse caso, não parece que seja algo a lamentar. Ao contrário, sabe-se que muitos prefeitos perderam seus mandatos por não cumprirem a lei.
De fato, uma vez criadas as regras, a sua execução é algorítmica. Aplica-se a fórmula e implementa-se o que sair dela. Se há exceções, não chamam a atenção.
Financiamentos sem condicionalidades
Os funcionários do MEC gostam das carteiras de projetos. No pior dos cenários, dão pequenos poderes de premiar amigos e aliados. Nos melhores cenários, financiam atividades interessantes, criativas e bem-vindas. Na prática, há de tudo, embora a magnitude dos cenários negativos flutue com as gestões de plantão no MEC. Flutua também a magnitude dos recursos nessas rubricas. No todo, não parecem se revelar como importantes para atrapalhar ou ajudar a causa da educação. Mas podem ser relevantes nos inúmeros mecanismos de uso político da máquina da educação. Exemplos de transferências voluntárias relevantes: recursos para construção de creches (o que mais dá voto nos municípios); recursos para o Brasil Profissionalizado (escolas técnicas e cursos profissionalizantes crescem mais no Norte e no Nordeste).
Financiamentos com condicionalidades
Estes são projetos com regras claras e mecanismos que, em princípio, são automáticos ou governados por conselhos de pares ou de eminências. Ou seja, se o candidato à ajuda faz isso ou aquilo certo, ganha o recurso. É o caso do livro didático, das bolsas, do FIES (Programa de Financiamento Estudantil) e de vários outros projetos desse tipo. E também do Fundeb, já mencionado.
Como na avaliação, se os mecanismos de alocação foram bem pensados, funcionam a contento, estimulando comportamentos benéficos. São programas de fomento bem-vindos e que criam sinalizações importantes para o sistema. Como dito, se as mecânicas de alocação são sadias, funcionam mais ou menos autonomamente. Dão poder ao MEC, mas não aos seus incumbentes.
Embora o MEC não determine políticas estaduais ou municipais, distribui recursos orçamentários, alguns com normas bem definidas e que são disputados por estados e municípios. Por exemplo, o Plano de Ações Articuladas/PAR iniciado em 2007, pelo qual só ganham dinheiro os que seguem as orientações federais. Nele há recursos para creches; transporte escolar; capacitação de professores (agora comandado pela Capes e pelas instituições de educação superior – IES federais). Não há pesquisa sobre o assunto, mas tudo indica que houve forte centralização desses recursos nos últimos anos.
Nas reuniões do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), os principais assuntos têm sido piso salarial, financiamento, aumento dos recursos do Fundeb, mais recursos para transporte escolar da FNDE e do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego). Por conta desses recursos, os estados estão cada vez mais presos à agenda do MEC.
O lado ruim dessa dependência é uma recentralização do ensino. Em um país do tamanho do Brasil, não está nada claro que centralizar é uma resposta inteligente aos problemas encontrados. O lado bom é que, em boa medida, a maioria dos programas têm regras claras e objetivas de repartição de fundos. Não menos importante, são regras que tendem a premiar o que é bom para a educação. Ademais, os fundos não podem ser usados como moeda de troca na politicagem tradicional.
Poder de pautar a mídia
Pesquisas bem conduzidas mostraram que boa parte da imprensa, seja a grande seja a local, publica notícias cuja maioria esmagadora vem do MEC. Em particular, originam-se dos diversos sistemas de avaliação. Por razões diferentes, estados e municípios produzem pouca notícia para a mídia, exceto quando há denúncias ou escândalos.
O MEC ganha grande visibilidade por via da imprensa. Mas nem sempre tem muito controle sobre o que sai. Esse é o caso dos escândalos e denúncias, reais ou imaginários que podem erodir a sua reputação, bem como a dos ministros do momento.
Estados
O poder no nível dos estados depende enormemente dos incumbentes, ou seja, governador e secretário de Educação. Se levam educação a sério, as coisas podem acontecer. Se não, ficam atolados na mediocridade de sempre.
Classicamente, estados mais maduros e mais ricos levam educação mais a sério. De fato, os estados do Centro-Sul estão no topo da distribuição de qualidade. Mas há exceções, em ambas as direções.
Há o caso de alguns estados novos que estão dando grandes saltos, como o Tocantins. E também, alguns tradicionais que estão regredindo, como o Rio de Janeiro.
Pelo que sugere a observação das estatísticas temporais de educação, a continuidade das políticas é essencial. Nesse sentido, estados com vida política conturbada tendem a ficar para trás. Estados em que uma mesma equipe se mantém no poder durante mais de uma gestão e dá prioridade ao ensino, há boas chances de avanços.
São Paulo teve descontinuidades e maus governos no passado. Isso se refletiu em uma estagnação do seu ensino, diante de estados como Minas Gerais, que deram um salto. Mas, com a volta a uma situação mais normal e a continuidade dos últimos anos, São Paulo voltou ao topo da distribuição de qualidade. Atualmente, é um dos melhores, desde o primeiro Saeb. Avançou mais do que a maioria, melhorou no Ideb (1º e 2º lugares em 2009), avançou mais no desempenho da Prova Brasil do que no fluxo (que é bom, mas estagnado). Além disso, foi o primeiro estado a adotar a base curricular unificada com apostilas bimensais, hoje adotadas por vários estados e municípios (RJ, ES, PE, CE).
O estado do Rio de Janeiro está regredindo, há tempos. A sequência de gestões ineficazes parece explicar boa parte do retrocesso.
Minas Gerais fez uma grande e modelar reforma nos anos 1990. Após uma pequena queda na gestão Itamar Franco, voltou a se consolidar no topo da distribuição. Talvez seja um dos estados que mais inovaram na gestão. Os governos mineiros vêm sendo mais arrojados nesta área.
O Rio Grande do Sul foi um dos primeiros estados a consolidar uma rede pública de educação com uma certa qualidade. Mas, de tempos para cá, perdeu velocidade, embora seu desempenho se mantenha no grupo dos melhores, com ligeira queda no médio.
As grandes estrelas são os estados do Centro-Oeste que vêm ganhando posição rapidamente. O que foi considerado por Peter Fleming como a maior região desconhecida do mundo (em 1932), hoje virou um conjunto de estados que já ultrapassaram amplamente o Norte e o Nordeste.
De fato, a maioria dos estados do Norte e do Nordeste está praticamente paralisada. Não há forças capazes ou dispostas a tirá-los do atraso educativo. Alguns poucos avançam, como o Ceará, além de ser um dos estados que mais progrediram na articulação estado-município. No caso de Pernambuco, os progressos nos anos iniciais foram notáveis. Sergipe também avançou. Os outros permanecem em níveis lastimáveis, aparentemente no mesmo pântano político de sempre. Até os novos estados, os ex-territórios, estão passando na frente do Norte e do Nordeste.
Talvez uma análise mais detalhada mostre outras conclusões. Mas tudo indica que a capacidade dos estados de alterar a sua educação parece depender de dois fatores:
Em primeiro lugar, de seu tamanho e consolidação. Estados maiores e mais velhos tendem a ter fatores inerciais mais robustos. Ou seja, são mais difíceis de mudar. Nem dão saltos para cima e nem afundam, de repente. Em contraste, nos novíssimos estados do Centro-Oeste e nos ex-territórios há mais espaço de manobra. Há ascensões espetaculares, como o caso do Tocantins, já mencionado.
Em segundo lugar, há um outro fator relevante que é a “qualidade do sistema político”. Como outros termos usados aqui, trata-se de um termo vago, mas que, ainda assim, transmite alguma ideia. Ficaram para trás estados com governos travados, como foi o caso de Pernambuco. Entretanto, esse estado está melhorando e o projeto das parcerias do sistema privado com escolas de ensino médio (criado por Marcos Magalhães) parece se consolidar e já abrange 80% da rede. Alagoas, Paraíba, Maranhão e Rio Grande do Norte ainda operam sob um sistema político que não parece permitir avanços no ensino. Piauí talvez esteja dando sinais de que vai mudar.
Dado o seu grande porte, os estados tendem a andar devagar, seja para frente, seja para trás. Mas para o ensino médio, é lá que reside a autoridade, pois afora o sistema privado, esse ensino é operado pelas secretarias estaduais de educação.
Cumpre registrar que o poder efetivo dos estados para lidar com o seu ensino municipal tende a ser muito débil. Há tentativas aqui e acolá – como o caso do Ceará, já mencionado. Mas no todo, talvez seja ainda mais impotente do que o governo federal, pois este último financia várias carteiras de fundos para escolas municipais e tem outras armas mais poderosas.
Municípios
Os municípios são as unidades em que se encontra maior variabilidade, seja para avançar, seja para regredir. Observamos forte protagonismo ou descaso completo.
A praga mais recorrente são as descontinuidades, advindas das mudanças de governo. Diante da falta de equipes estáveis e profissionais, fica tudo ao sabor dos humores e persuasões do prefeito.
O Sistema de Gestão Integrada (SGI) da Fundação Pitágoras foi plenamente implementado no município de Vespasiano (MG). Os resultados foram expressivos e os visitantes de outros municípios, como São José dos Campos (SP), decidiram adotar o modelo. Não obstante, mudou o prefeito. O novo, simplesmente, mandou desmontar o sistema.
Alguns municípios padecem da imaturidade política do clientelismo. Ao contrário dos governos estaduais ou do MEC, as forças políticas locais estão próximas do poder decisório. Para influenciar a Secretaria Estadual de Educação, é preciso viajar para a capital e conseguir audiência com o secretário, feito que pode não ser trivial. Mas no município, o prefeito e o secretário estão no meio da rua, vulneráveis aos pedidos e pressões.
Outro fator a considerar é o amadorismo da maioria das prefeituras. Cidades como Rio de Janeiro ou São Paulo têm ótimas equipes. De fato, melhores do que muitos estados. Contudo, nas pequenas são todas improvisadas, se é que existem.
Observa-se que os municípios podem dar grandes saltos, dependendo da personalidade e persuasão dos prefeitos. De fato, se comparamos os avanços dos municípios com as capitais, veremos que estas últimas andam mais lentamente. Sua inércia política é maior, pois são burocracias mais frondosas, com mais gente, mais competência para proteger feudos de poder, sindicatos mais fortes e mais vícios acumulados. Há também o problema de escala nos municípios maiores. As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo possuem redes de ensino maiores do que muitos estados, fazendo com que se pareçam mais com estados, do ponto de vista da inércia.
Vereadores
Está para ser melhor conhecido o impacto dos vereadores sobre os sistemas de educação. Sabemos que ali residem os focos mais óbvios do pequeno clientelismo. Por exemplo, a nomeação de professores ou merendeiras. Mas não sabemos as influências positivas que podem ter. Vimos um exemplo curioso da cidade de Itabirito (MG) em que a Câmara de Vereadores encomendou um estudo detalhado sobre o sistema de educação e saúde do município e que foi apresentado pelo autor e discutido publicamente.
Prefeitos
Em grande medida, o poder de alterar a educação tende a estar com os prefeitos. Na verdade, parece ser uma constante que secretários de educação quase sempre sejam figuras inexpressivas e dóceis, diante do prefeito. Em geral, são fracos e as secretarias, quase inexistentes. Não obstante, há casos em que prefeitos escolhem secretários fortes, para que tenham liderança e autonomia para implementar mudanças. Vimos isso em Ouro Branco, com uma secretária que revolucionou a educação, mais até do que o próprio prefeito esperava. Mais adiante, acabou entrando em rota de colisão e pediu demissão.
Talvez, por todas essas razões, o cenário mais favorável para a inovação é a sorte de ter um prefeito bom. E se tiver mais sorte ainda, continuidade nas gestões. Os municípios menores não precisam administrar conflitos internos com a burocracia – que é mais forte nas cidades grandes, nos estados e capitais.
Em suma, na ordem geral das coisas, há mais de cinco mil prefeitos que podem mandar na educação, para o bem ou para o mal. Ao que parece, quanto mais velho o sistema e quanto maior o município, menos mandam, por conta dos fatores políticos inerciais.
De fato, observamos em municípios pequenos resultados na Prova Brasil que se igualam às médias dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Ao contrário, os grandes dificilmente conseguem mostrar números que sejam respeitáveis, pelas métricas de país avançado. Veja-se que o melhor desempenho educativo em capitais cabe a Curitiba. No entanto, há quase meio milhar de municípios com resultados melhores do que esta capital.
Mas as suas fraquezas podem ser mais dramáticas. Veja-se que as redes estaduais mais fracas (Alagoas, Maranhão, Amapá, Pará e Bahia) têm desempenho bem superior ao dos piores municípios. Ou seja, em contraste com os municípios, estados e cidades grandes convergem para a mediocridade. Nem muito bons e nem muito ruins. Não há forças para vencer a inércia política.
Sejam estados, sejam municípios, idade e tamanho parecem ter um forte impacto. Os menores e mais jovens têm mais variabilidade, para cima e para baixo. Os melhores e piores municípios são pequenos ou muito pequenos.
A maior inércia reside nos sistemas maiores, independentemente de serem estados ou municípios. Também problemáticos são os municípios das áreas metropolitanas que representam mais de 65% da matrícula do ensino fundamental. Têm as mazelas das cidades grandes, concentram populações muito vulneráveis com baixa escolaridade e não têm a centralidade e os recursos das capitais.
Diretores de Escolas
As 90 escolas públicas onde os Parceiros da Educação atuam são um grande laboratório para entender a micropolítica da educação. Fica claro que os bons diretores conseguem fazer acontecer mudanças, apesar da burocracia infernal, do absenteísmo dos professores e dos equívocos das diretorias regionais.
Há escolas com diretores eficazes, no comando, há muito tempo. Eles, simplesmente, ignoram as políticas governamentais que podem atrapalhar. Aproveitam apenas aquilo que pode ajudar a melhorar o dia a dia da sua escola.
Se pensamos em políticas para dar mais protagonismo aos diretores, o ideal seria contratar head hunters para caçar os melhores diretores. Esses deveriam ser tutores das escolas piores de seu distrito ou bairro. Seria uma revolução especialmente nas periferias urbanas das grandes cidades onde tudo é mais complexo e difícil.
A sociedade civil
Cada vez mais atores da sociedade civil entram no cenário político ou técnico da educação brasileira. Alguns sempre estiveram, como os sindicatos. Outros são mais recentes, mas adquiriram uma presença forte e que não pode ser desconsiderada.
Sindicatos
Os sindicatos de professores são uma força inercial, militando contra a modernização do ensino. Além de bloquear as mudanças, apenas reivindicam mais gastos e menos accountability. Seu desempenho é perfeitamente previsível. Os autores não conseguiram identificar casos em que os sindicatos foram agentes de mudança.
Nossos sindicatos parecem ser menos poderosos do que em outros países mais centralizados do continente. De fato, em alguns países, são os próprios sindicatos que nomeiam os professores! Ou até nomeiam ministros!
Seja como for o seu poder, vis-à-vis outros países, os professores pertencem à categoria que mais fez greve nos últimos vinte anos. Segundo as pesquisas, ganham de longe dos médicos e dos policiais. De um lado, as greves mostram a fraqueza dos sindicatos dos professores que não conseguem ter sucesso nas negociações. Por outro lado, mostram também sua força de mobilização e a adesão dos pais dos alunos, sempre favoráveis aos professores. Em meados de 2011, sete estados estavam em greve, bem como vários municípios. E note-se que as greves eclodem tanto em locais de baixos como de altos salários.
Os sindicatos patronais tentam conter a fúria legislativa do MEC, sobretudo no ensino superior. Mas não conseguem uma voz uníssona e nem disciplinar os descalabros de alguns de seus próprios membros. Suas relações com o MEC oscilam entre pacíficas e turbulentas. Mas seus sucessos são bastante modestos.
Imprensa
A imprensa, grande e pequena, sempre pendeu para noticiar piolhos e desfalques. Mas isso mudou. Recentemente, a grande imprensa se torna um agente de mobilização social ponderável e com uma linha editorial mais premeditada. Nos melhores grupos, as equipes de jornalistas especializados em educação se tornaram mais competentes tecnicamente. Não obstante, tropeçam frequentemente na interpretação das estatísticas educativas.
É preciso considerar que o espaço da mídia devotado para a educação vem crescendo bastante. Esse se tornou um elemento de grande peso na mudança na opinião pública. Observam-se também ações incisivas em certos temas.
Opinião pública educada
Esse é um fator de grande importância. Era quase ausente no passado, mas tem um papel crescente. Para ilustrar casos extremos, hoje é politicamente inaceitável a falta de vagas no ensino fundamental.
Houve claras tentativas de desfigurar o Provão, por parte da presidência do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) na gestão do ministro Cristovam Buarque. É plausível a hipótese de que essa erosão tenha sido neutralizada pela forte reação da grande mídia, especialmente a revista Veja.
Vale também registrar uma nova onda de estudos quantitativos financiados por ONGs. Por exemplo, Instituto Unibanco, Fundação Victor Civita, Fundação Lemann e Itaú Social têm produzido pesquisas sobre assuntos importantes, com grande qualidade técnica e boa divulgação dos resultados.
Não obstante, a intelectualidade de esquerda, por muito tempo, teve papel negativo, pregando fatalismo e teorias conspiratórias. Felizmente, perderam seus decibéis nos últimos tempos. Possivelmente, estão também perdendo seguidores.
As redes sociais apenas aparecem, em temas educativos. O exemplo mais conhecido é o Twitter da secretária de Educação do Município do Rio de Janeiro.
Empresariado
O empresariado vem assumindo um papel cada vez mais forte. Prevalece ainda a ação direta nas escolas públicas, por parte das fundações empresariais. A melhoria de muitos sistemas municipais e até estaduais está associada à presença e atuação de algumas dessas filantropias. Delas vêm ideias modernizantes e técnicas eficazes. Diante de observadores externos, é razoável afirmar que essa é uma das realizações mais curiosas no nosso ensino.
Mais recentemente, o empresariado inicia um papel de advocacy que cresce, mas ainda é modesto. O exemplo mais conhecido é o Todos pela Educação.
Certamente, essas fundações empresariais ganham espaço crescente em todas as mídias. São grandes empresas, com boa capacidade de produzir fatos jornalísticos.
Pais
Dentre todos os fatores que podemos arrolar, o protagonismo dos pais é o mais decepcionante. De certa forma é inevitável, pois o descaso pela educação é um atavismo da cultura brasileira, herdada de um país com mínimas realizações educacionais e um clero algo obscurantista. A educação, exceto aquela que atende o topo da sociedade, jamais foi realmente valorizada. Talvez um discurso aqui ou uma promessa ali, mas nada de muito substancial.
Os pais são herdeiros dessa tradição de pouco caso pela educação. No fundo, os pais são porta-vozes mudos da falta de valorização do bom ensino que empapa a cultura brasileira.
Os dados são eloquentes. Os pais brasileiros, em sua maioria pouco educados, estão satisfeitos com a educação dos seus filhos. Uma pesquisa recente mostra que 70% acham a escola boa, a despeito das avaliações mostrarem exatamente o contrário. Os que discordam são os pais melhor educados, muito pouco numerosos no país.
Os pais educados – que poderiam ser uma força política importante – põem os filhos em escolas privadas. Portanto, não são agentes de mudança no sistema público.
No todo, a falta de demanda por qualidade por parte dos pais é um dos fatores mais sérios que bloqueiam as mudanças. Suas demandas são por vagas e confortos na escola. Mas como isso está razoavelmente bem atendido nos dias de hoje, são atores inexpressivos para melhorar a educação. Nunca vimos, por exemplo, pais de alunos reclamando das sucessivas greves de professores.
Conclusões?
Temos três níveis de educação – MEC, estados e municípios. Perguntamos onde está o poder? Para oferecer uma resposta minimamente satisfatória, distinguimos o poder de fazer acontecer, o poder de não deixar acontecer e o poder de pautar a opinião pública.
Falamos também do poder das instituições e do poder discricionário dos seus incumbentes. Na nossa análise, essa diferença se revelou importante, pois no nível central os administradores criam regras (universalistas), mas têm relativamente pouco poder para escapar delas e agir com critérios particularistas.
Como grande generalização, o MEC é cada vez mais poderoso. Podemos mesmo falar de um aumento no seu alcance sobre estados e, mais ainda, sobre municípios. Ou seja, há algum tipo de recentralização. Contudo, sua influência resulta do impacto da avaliação sobre os sistemas de ensino ou de linhas de financiamento disponíveis para estados e municípios. E seguindo uma trajetória benigna que se inicia na década de 1990, a maioria dos financiamentos são baseados em critérios objetivos e mecanicamente outorgados. Ou seja, o MEC se torna mais poderoso, mas suas autoridades têm poderes limitados de alterar os gastos autorizados.
Nos estados, tamanho e consolidação das estruturas de poder subtraem a capacidade de mandar dos governadores e secretários de Educação. Ou seja, estados grandes e velhos às vezes conseguem mudar, mas trata-se de proeza que requer liderança e dedicação excepcional à causa da educação.
Naturalmente, quanto mais oligárquica a estrutura política, mais difícil mudar.
Já nos novos estados, há muito mais espaço de manobra. Se aparece um governador ou secretário entusiasmado e poderoso, grandes mudanças são possíveis.
Mas com ínfimas exceções, os estados não mandam na educação dos seus municípios. O sistema não lhes dá ferramentas hábeis para tal.
O MEC é poderoso, pela via dos fundos e das avaliações que não são facilmente manipuláveis pelos seus dirigentes. Em contraste, nos municípios, sobretudo os menores, os prefeitos podem tudo – e os secretários de Educação tendem a ser figuras menores. Nessas cidades, há pouca burocracia – não que isso seja necessariamente uma virtude. Os grupos de interesse são menos organizados e aos sindicatos tende a faltar massa crítica.
Se há liderança, se há vontade política, se o clima de opinião do município vê educação com bons olhos, ali estão os desempenhos mais superlativos. Alguns têm níveis de OCDE nas avaliações acadêmicas.
Mas se é verdade que os prefeitos podem mandar e o fazem para o bem, o oposto também acontece, mandam para o mal. Os piores exemplos de clientelismo estão nos municípios. Os piores desempenhos estão também nos municípios menores.
Igualmente, no microcosmo da escola, o resultado parece ser especialmente vinculado à figura do diretor, sobretudo nas redes estaduais. Nos municípios pequenos, o poder do diretor é menor, pois dependem diretamente do secretário e do prefeito.
Se tem entusiasmo e liderança, tudo é possível, mesmo diante de um ambiente hostil e de regras burras. A mesma incapacidade das secretarias para fiscalizar os desmandos pode ser usada por um bom diretor para descumprir regras imbecis.
Resumindo ainda mais, no nível central mandam as regras objetivas e universalistas. E quanto mais local o nível, mais depende de pessoas, de lideranças, de decisões discricionárias, seja para melhorar, seja para usar a escola como terreno de manobra do mais vil clientelismo. E quanto menor, mais fácil mudar.
Resta falar do entorno da escola e de suas burocracias. O que se pode e o que não se pode fazer é influenciado pelo clima de opinião do momento ou das normas vigentes. Os próprios políticos e administradores são fruto dessa complexa rede de valores e atitudes. Além disso, e não menos importante, auscultam os humores da sociedade antes de decidir ou decidir não decidir.
Tradicionalmente, os sindicatos de professores são uma força inercial para todas as mudanças que não sejam de salários maiores para todos. Seu poder de bloquear mudanças ainda é grande, mas os resultados das greves tendem a ser pífios. Nada de novo nesse aspecto.
Igualmente, nada de novidades do lado dos pais de alunos. Continuam passivos, exceto se não houver vaga, problema hoje resolvido.
A grande transformação recente é a presença de outros grupos da sociedade civil. O empresariado inovou em muitas linhas de atuação direta nas escolas públicas. Os recursos da filantropia empresarial para a educação tornaram-se muito substanciais. No caso das grandes empresas, tendem a ser dirigidos a programas com bom impacto. Recentemente, empresas começam a esquentar os motores para um movimento de advocacy mais consistente.
Também a imprensa passou a se preocupar com os reais problemas da educação e menos com o piolho nas escolas. No caso da grande imprensa, sua participação hoje é valiosa.
Fonte: Revista Interesse Nacional
Acesso em http://interessenacional.uol.com.br/2011/10/quem-manda-na-educacao/#comment-29797
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